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Amor, a fragrância da Meditação

por Ula Léa Schreiner (Sandesha)

Publicado dia 17/7/2008 em Espiritualidade

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Do livro "Meditação - primeira e última liberdade", de Osho

Se você medita, mais cedo ou mais tarde, você encontra o amor. Se você meditar profundamente, mais cedo ou mais tarde, você começará a sentir um amor extraordinário surgindo em você, como você jamais havia conhecido - uma nova qualidade em seu ser, uma nova porta se abrindo. Você tornou-se uma chama nova e agora quer compartilhar.

Se você amar profundamente, pouco a pouco se conscientizará de que seu amor está se tornando cada vez mais meditativo. Uma qualidade sutil de silêncio o está penetrando. Pensamentos estão desaparecendo, lacunas estão aparecendo. Silêncio! Você está tocando nas suas próprias profundezas.

O amor torna-o meditativo, se ele estiver na direção certa. A meditação torna-o amoroso, se ela estiver na direção certa. Você quer um amor nascido da meditação, não nascido da mente.

Esse é o amor sobre o qual eu continuamente estou falando. Milhões de casais, por todo o mundo, estão vivendo como se o amor estivesse presente. Eles estão vivendo num mundo de "como se". Logicamente, como podem estar contentes? Estão esvaziados de toda a energia. Estão tentando conseguir algo de um amor falso; ele não pode cumprir o prometido. Daí a frustração, daí o tédio sem fim, daí as reclamações constantes, as lutas entre os amantes.

Ambos estão tentando fazer algo impossível: estão tentando tornar seu caso de amor em algo do eterno, o que não pode ser. Ele surgiu da mente e a mente não pode lhe dar nenhum vislumbre do eterno.

Primeiramente, entre na meditação, porque o amor resultará da meditação - é a fragrância da meditação. A meditação é a flor, o lótus de mil e uma pétalas. Deixe-o abrir. Deixe-o ajudá-lo a se mover na dimensão da verticalidade, da não-mente, do não-tempo e, então, subitamente você verá que a fragrância está presente. E então ela é eterna, então ela é incondicional. Não é nem mesmo dirigida a alguém em particular, não pode ser dirigida a alguém em particular. Não é um relacionamento, é mais uma qualidade que o circunda. Nada tem a ver com o outro. Você é amoroso, você é amor; então, é eterno. É a sua fragrância. Ele sempre esteve em volta de um Buda, de um Zaratustra, de um Jesus. É um tipo totalmente diferente de amor, é qualitativamente diferente.

Compaixão

Buda definiu compaixão como "amor mais meditação". Quando o seu amor não é apenas um desejo pelo outro, quando seu amor não é apenas uma necessidade, quando o seu amor não é o de um mendigo, mas o de um imperador, quando seu amor não está pedindo alguma coisa em troca, mas está pronto para apenas dar - dar pelo simples prazer de dar - então, acrescente meditação a ele e a fragrância pura é liberada, o esplendor aprisionado é liberado. Isso é compaixão; compaixão é o mais alto fenômeno. Sexo é animal, o amor é humano, a compaixão é divina. O sexo é físico, o amor é psicológico, a compaixão é espiritual.

Vivendo na Alegria sem Razão Alguma

Absolutamente sem razão alguma você, subitamente, se sente contente. Na vida comum, se existe alguma razão, você fica contente. Você encontrou uma bela mulher e você fica contente, ou você conseguiu o dinheiro que sempre quis e você fica contente, ou você comprou a casa com um belo jardim e você fica contente, mas essas alegrias não podem durar. São momentâneas, não podem permanecer contínua e ininterruptamente.

Se a sua alegria é causada por alguma coisa, ela desaparecerá, será momentânea. Breve o deixará em profunda tristeza. Todas as alegrias o deixam em profunda tristeza. Mas existe um tipo diferente de alegria que é um sinal confirmatório: subitamente você está alegre sem razão alguma. Você não pode localizar o porquê. Se alguém perguntar por que você está tão contente, você não poderá responder. Eu não posso responder porque estou contente. Não existe uma razão. É simplesmente assim. Agora, este contentamento não pode ser perturbado. Agora o que quer que aconteça, ele continua. Ele está presente, dia a dia... Você pode ser jovem, você pode ser velho, você pode estar vivo, você pode estar morrendo - ele está sempre presente.

Quando você encontrou a alegria que permanece - as circunstâncias mudam, mas ela permanece - então, certamente você está chegando mais perto do estado-de-buda.

Texto revisado por Cris


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Sobre o Autor: Ula Léa Schreiner (Sandesha)   
Terapeuta Holística há 21 anos. Mestre Reiki com formação no Brasil e Índia e Espanha, Theta Healer pela THInK, Renascedora . Professora de Reiki, Meditação, Numerologia e Cabala,Facilitadora de Barras de Access. Graduação e pós gradução em Odontologia e Especializações latu sensu em Terapia Floral e Psicologia Transpessoal.
E-mail: [email protected]
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