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AMOR E CIÚME - Amor Incondicional - parte IV


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"O Amor é sem motivo e, quando o amor está ausente, toda a sorte de motivos se instala". Krishnamurti
"O amor não arde em ciúmes". I Co 13. 4-7.

Em sua tentativa de oferecer elementos que promovam expansão de consciência, no que tange ao conhecimento do Amor incondicional, o apóstolo nos lembra que "o Amor não arde em ciúmes".

Em verdade, sequer há relação entre Amor e ciúme. Até porque, o ciúme não surfa nas ondas da liberdade que emergem da infinita energia liberada da força do Amor, mas resulta da insanidade do ego que aprisiona pensamentos e sentimentos nos asfixiantes labirintos do medo.

O ciúme não nasce do solo cultivado pelo Amor de onde provem a liberdade, a esperança, a fé, a sustentabilidade e abundância, mas origina-se de regiões desertificadas pelo ego onde se cultiva a cultura da escassez e da irrefreável necessidade de posse, domínio e de controle.

O ciúme não se alimenta da Verdade preferindo empanturrar de sombras, projeções, fantasias e ilusões o ser que o hospeda. Assim como as sombras surgem da ausência do Sol, o ciúme surge da vacância do Amor. O amor incondicional desconhece a necessidade de possuir ou de ser possuído; diante dele as densas e sombrias nuvens do medo são dissipadas.

O Amor liberta-nos das amarras do ciúme que nada seguram, mas que infestam a existência de insegurança, cobrança, ansiedade e sofrimento.

O Amor incondicional é como águias que se deleitam nos espaços livres, cujo olhar flerta com o infinito, longe do repetitivo e estéril cacarejar dos galinheiros.

Portanto, assim como "as trevas não prevalecem contra a Luz", o ciúme -esta cria do medo- não sobrevive na presença do Amor. O calor e a luminosidade da energia do Amor transmutam os monstros que se escondem nos sombrios vales da insegurança.

Existindo Amor inexiste o medo. Ou, lembrando o livro sagrado cristão "No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor" (1 João 4:18).

O Amor é divino, Deus é Amor. O Amor incondicional tem em Jesus o seu representante máximo. O que movimentava a agenda do Mestre era o Amor. O Amor era o Seu território, mapa, caminho e prioridade. Por movimentar Sua existência sob o comando do Amor pode dizer: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".

O Amor é -sempre- o "Caminho sobremodo excelente" que permite a Verdade manifestar-se em abundante Vida.

O "Amor constrói", sempre! Constrói na proporção que acolhe e liberta sem julgamento, que promove e oportuniza a livre expressão da Vida. Se não é amor é assassinato!

É pelas vias do Amor que temos acesso ao universo interior, onde reencontramos a Filiação; pessoal e universal. É a partir deste espaço sagrado que percebemos as pontes que nos acessam a todas as almas.

O ciumento, por sua vez, vive na dependência do objeto externo, entende que não pode ser feliz nem sobreviver sem a posse do outro. Transfere para o outro o direito, o dever e o privilégio de realizar-se em si memo.

Considerando que a única pessoa que realmente podemos ter controle - isso, se desenvolvemos o autoconhecimento - é sobre nós mesmos, é inevitável a frustração, o desespero e o sofrimento do ciumento.

Mas onde nasceu o ciúme?

Antes de todos os dualismos e ambiguidades, antes que o ego se separasse do Eu, tudo era unicidade. Viva nos fragmentos oriundos da separação permanece a lembrança de um eterno, amoroso e livre pertencer.

As divisões como as de gênero, por exemplo, advêm desta fenda na unidade. Deste vácuo nasceu a solidão com o seu irrefreável desejo de reconquistar a unicidade aparentemente perdida.

Assim, o ciúme é, em sua base, um desejo de sermos unicidade. Entretanto, corrompido pelo ego, o desejo de pertencer volta-se para o fragmento e não para a totalidade. Daí a impossibilidade de plenificação do ser, a partir das demandas do ego.

A maior perda, facilmente constatada na maioria dos seres humanos, é a perda de si mesmo. Tornamo-nos fugitivos do nosso próprio Ser. Fugitivos do paraíso da alma! O ego nos faz acreditar que estamos separados do Criador e em guerra com a Criação; sobretudo, com os de nossa própria espécie. Dessa crença do ego as religiões bebem e se embriagam.

Surge das profundezas da solidão a ânsia de possuir uma pessoa ou um objeto. A solidão gera a necessidade de apego e desses sombrios buracos cheios de insegurança nasce o ciúme.

O ciúme é um dos caminhos propostos pelo ego para suprir a vacância deixada na aparente ausência da unidade. Paradoxalmente o apego que promove separação, e exige exclusividade, é defendido como garantia de "união". Para o ego unir significa separar. No ciúme, portanto, a motivação para se manter a união não é o Amor e sim o medo.

Para o ciúme quanto mais "unido", mais apegado um casal, mais se impõe o desejo de distanciamento de parentes, amigos e objetos. Só quando esta "união" se desfaz é que se percebe que o isolamento só fez por expandir a solidão.

A necessidade de apego, consciente ou inconscientemente, trás consigo o sonho da segurança, estabilidade, completude que a alma possui como sua realidade primeva. Voltado para fora, entretanto, o apego degenera em infindáveis necessidades.

Diferentemente do Amor que é eterno, o ego alimenta-se do tempo e do espaço, da necessidade de permanência e continuidade. Como o que permanece é a impermanência, o ego arma-se das ventosas do ciúme para poder segurar, dominar e se alimentar.

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Conteúdo desenvolvido por: Oliveira Fidelis Filho   
Teólogo Espiritualista, Psicanalista Integrativo, Administrador,Escritor e Conferencista, Compositor e Cantor.
E-mail: fidelisf@hotmail.com | Mais artigos.

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