auravide auravide

Amor, paixões e apegos

por Bernardino Nilton Nascimento

Publicado dia 13/8/2008 em Espiritualidade

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp


A força das emoções nos confunde, deixando confusa a nossa mente com os verdadeiros sentimentos do coração. Podemos classificar esses três sentimentos, que se misturam a todo instante, em nosso íntimo, muitas vezes escondidos, mas prontos para aflorar, mesmo sem sabermos lidar com essa mistura.
Vamos primeiro colocar cada um em seu lugar: Amor, o Sol; Paixão, a Lua; Apego, a Terra.

Sol: amor, sentimento altruísta, visão e afeição pelo todo. Lua: paixão, sentimento de um ser pelo outro; pode ser o amor direcionado para o outro por uma atividade, um dom, uma cultura. Terra: apego, sentimento de posse; tudo é seu para sempre, e na sua visão, nunca poderá deixá-lo, mesmo sabendo que um dia a morte vai separar um do outro; um mal terrível que atrapalha a evolução do espírito.

A paixão procede do íntimo do ser, transformando-se em reação orgânica, através da qual se eleva ao alto, à nobreza, ou se derrapa nas valas do vício da posse. Quando o ideal de edificação do bem, sob qualquer aspecto manifestado, apresenta-se forte e dominador, é a paixão que arrebata a criatura, fazendo-a alterar rotas, remover obstáculos, vencer problemas.

Jesus, dominado pela paixão do amor, no seu mais elevado grau, doou-se para que os homens, por meio das Suas lições, pudessem se encontrar, marchando na direção do “reino de Deus, através do amor ao próximo”.

Porém, para o lado oposto segue a sociedade. São, todavia, os acessos tortuosos do crime e das dissipações mais abomináveis que o Espírito, atordoado pela matéria que o reveste, retardando-se da libertação a que aspira, tudo encontra pelo caminho rigoroso do calabouço, em que se enclausura moralmente o sentimento de posse.

As paixões anestesiantes e dissolventes alastram-se com mais facilidade, por encontrar melhor receptividade nos homens indecisos, nos de experiências primárias, naqueles que se deixam enfraquecer pelas lutas, por neles predominar a natureza animal do apego. Hitler abominou o mundo com crimes de muitas denominações, na sua fúria sanguinolenta de sacrifícios humanos pelo ardor da paixão racial: posse, apego, poder e raiva. Toda vez que a paixão desce ao estágio da posse, a sensação sobe à inteligência e a enlouquece.

No trâmite das paixões humanas, das quais predominam a brutalidade e a luxúria, obsessões vigorosas estabelecem comércio de exploração humana.

Com o sentimento de posse das forças, pelo desgaste externo e pela dominação interior de que se utilizam os Espíritos viciados para prosseguirem na ilusão da carne, não obstante haverem caminhado para o alem-túmulo, eis as imagens infelizes de quem se nutre dele, perambulando e perturbando, muitas vezes, a quem mais gostava em sua vida material. Um processo contínuo de brutal degradação do espírito. Por outro lado, o ódio produz aborrecíveis vinganças, a inveja trabalhando infelicidades, a cobiça atando amarras em volta dos passos, a cólera espalhando sofrimento, a vaidade adormecendo os sentimentos, a avareza enjaulando o equilíbrio, expressando as “posses” que perseguem e vitimam os que as agasalham.

Todas resultantes da loucura do egoísmo, que somente a si valoriza e se permite embolsar lucros, prazeres, oportunidades, que aos demais nega, para o saque infeliz que o homem se faz, quando se lhe transforma em vítima espontânea. Todos estamos destinados, no fim de cada história, à glória do Bem, que triunfará, embora haja a demorada presença do mal que elaboramos em nós mesmos para o suplício que preferirmos. Por maior que seja esse período de dominação negativa, cederá ao impositivo da evolução, que jamais será detida.

Conveniente utilizar-se, desde logo, dos antídotos poderosos para posses que desgovernam os homens e de que nos dão excelentes provas das verdadeiras paixões e da química do amor e da dinâmica da caridade, da compaixão e do amor ao próximo.

Pequenos esforços somam resultados expressivos, migalhas reunidas formam um volume respeitável, átomos agregados constituem forças atuantes e vivas.
Pequeno esforço agora contra a ira, uma migalha de caridade logo mais, um ato de amor que se dilata, formando o condicionamento para as arrancadas gloriosas contra as grandes paixões que se transformam em posses destruidoras, que devem ser incessantemente combatidas.

Um pensamento feliz, uma palavra cortez, um gesto de carinho, um aperto de mão e desabrocham os corações de pedra. As paixões pela fraternidade e por um Mundo Melhor, que desde já está sendo construído pelos lutadores autênticos do amor, espalhados em todas as atividades.
Amor-Sol e Paixão-Lua estão prontos para penetrar em nosso coração, para que cada um de nós possa contribuir de boa vontade a erradicar da Terra o sentimento de apego.

BNN

Texto revisado

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp
  estamos online

Gostou deste Artigo?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 101

foto-autor
Sobre o Autor: Bernardino Nilton Nascimento   
"Não seja um investigador de defeitos, seja um descobridor de virtudes"./ "Quando a ansiedade assume a frente, as soluções vão para o final da fila"./ "Quando os ventos do Universo resolve soprar a favor, até os erros dão certo". BNN
E-mail: [email protected]
Visite o Site do autor e leia mais artigos.


Veja também
artigo Não se trata do que eu devo nem do que eu quero...
artigo Infeliz
artigo O sagrado
artigo Tenha uma vida afetiva abundante

© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.


auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa