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Aprendendo a abrir o coração para o cliente


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Talvez você acredite na falta de cliente. Não tem pra todo mundo. Tem gente que tem sorte de ter cliente, mas eu... eu não! Afinal, aí está a crise. A concorrência. Ahhh... já sei. É que o outro gasta uma fortuna com publicidade, e eu não! Preciso fazer um trabalho melhor. Atender melhor. Encantar meu cliente. Ter o melhor preço. Pois cliente tem sempre razão!
Já acreditei em todas estas besteiras. Fui ensinado a ser pobre. Meus avós me ensinaram direitinho que a vida é dura, o pobre trabalha e o rico (que no fundo é um tipo de monstro) fica com o lucro. Fui educado pra ser fracassado. Meu pai, talentoso e com empregos maravilhosos, jogou tudo fora através de uma vida de álcool, mulheres, cigarros e muita cultura. É charmoso isso... o culto derrotado! Eu achava demais! Sério mesmo, e até hoje acho isso meio charmoso. Só não percebi que, ao montar o meu negócio, estava envolvido até o pescoço com o passado familiar, as emoções mal resolvidas e as crenças distorcidas sobre prosperidade. Fui programado para fracassar e ainda mais, curtir com isso. Dá um tesão enorme ser derrotado. É charmoso... Pelo menos eu lutei bravamente!

E lógico: não tem cliente pra todo mundo. E é preciso trabalhar duro! Gente... quanta asneira! Passa a régua. Vamos falar de empreendimento, sim, mas vamos falar de espiritualidade... E para eu falar de espiritualidade, sou obrigado a falar, em primeiro lugar, de controle mental. Afinal, em algum momento, tive que perceber que eu não sou o monte de idéias sobre riqueza e pobreza, fracasso e sucesso, esforço e confiança. Deixa eu respirar. Um, dois, três, quatro...

Querido, não sei você, mas minha mente é uma colméia de idéias e emoções. Passam zilhões de pensamentos, idéias geniais pululam como sapos felizes na lagoa em noite de lua cheia. Se eu ganhasse por idéias, estaria sentado ao lado direito do Bill Gates. Mas em alguma esquina da minha jornada espiritual, descobri que não sou minhas idéias. Descobri que o ego é somente um enfeite, um disfarce, que encobre minha verdadeira essência. O ego, cujo instrumento principal é a mente, recheada de pensamentos e centenas de estratégias, alimentada por emoções vorazes em busca de prazer, reconhecimento, e fugindo da dor, acaba fazendo acreditar que sou eu o cara que constrói o sucesso.

Ford construiu um grande império. Gates auxiliou toda a humanidade e por isso ganha muito. Abílio Diniz é um empreendedor de mão cheia! Sim, sim, sim... não posso tirar os méritos dos grandes empresários, dos gigantes construtores, daqueles que sabem fazer negócio. Mas na verdade, não me interessam eles. Nem um pouco. Estou falando de espiritualidade, de consciência. Estou falando em trabalhar com a alma, fazer um negócio onde você se sinta preenchido. Eu estou falando do aqui e do agora. Estou falando em trabalhar em nome daquilo que você considera mais sagrado. Pode chamar de Deus, ou chamar de consciência. Ou quem sabe, sabedoria universal. Tanto faz. E pode crer, irmão, você só está vivo porque dentro de si pulsa uma vida que não foi você quem ativou e nem será você a exterminá-la. Mesmo que você morra, esta vida continua por aí. Seu ego desaparece, aquilo que você pensa que é, que construiu, seu nome, sua família, seus feitos e seus fracassos, tudo isso desaparece. Mas a vida continua.
Durante cinco anos, tive um empreendimento onde tentei criar um modelo: alto padrão de atendimento, bom produto, local privilegiado e de bom trânsito, muita propaganda, simpatia... tudo que a cartilha manda. Mas só tinha um problema: eu tinha medo do cliente. Sentia-me cobrado por ele. Nunca achava que meu preço estava correto, e a tendência era colocar pra baixo. Não reconhecia o meu valor. Lógico, a coisa não andava. Perdi muito dinheiro. Gastei o dinheiro da mulher. Não cheguei a falir... só percebi que tinha algo errado, muito errado com tudo isso, e resolvi olhar dentro de mim. Já que fora, estava tudo aparentemente certo. E então fui descobrindo minha raiva do passado, a sensação de ter sido rejeitado quando criança, a competição extrema que tive com meu irmão mais velho, que era sempre mais valorizado... E o meu apego à charmosa figura do guerreiro romântico e derrotado do papai. Estudando a mente, descobri que tracei cuidadosamente um plano para dar tudo errado. Crescer até certo ponto, para depois cair. E assim ser reconhecido como um mártir. Quem sabe, ganharia o carinho que eu tanto queria, quando criança...

Comecei a reestruturar tudo. Conceitos, crenças, emoções. Faxina geral. Eu já era espiritualista, e sempre acreditei em algo maior que guia tudo isso. Mas precisei sentir-me totalmente inútil e fracassado para abrir uma porta e permitir que Ele, a minha idéia de Deus, pudesse, finalmente, começar a agir. Ahhh... nada como beijar a lona para começar a se abrir para a fé. E então Deus colocou alguém ao meu lado que mostrou que a mente deve andar em segundo plano quando se trata de missão profissional.
Desde então, o meu principal aprendizado está sendo observar a surpreendente trajetória da minha colega, a terapeuta Theresia Spyra. Venho readaptando muito os meus conceitos de espiritualidade no trabalho, marketing, divulgação e planejamento, observando o seu jeito espiritual, intuitivo e muitas vezes aparentemente aleatório de proceder em relação a projetos profissionais. Que planos, o quê? Deus é quem planeja. E eu sigo. Trabalhar duro? Que isso! O meu trabalho é estar conectada! Mesmo que tenha que meditar quatro meses pra isso... Só para esclarecer, embora não fosse necessário, Theresia tem formação como economista e analista de sistema, e teve uma carreira como executiva e empreendedora... até que decidiu se entregar ao caminho do coração... isso quer dizer que ela não é simplesmente uma visionária amalucada...
Com ela, aprendo que não é preciso lutar pelo cliente. Eu e ele somos um só. Aceito que ele venha, e aceito que ele se vá, da mesma forma que aceito que meus pensamentos venham e se vão. Preparo-me para fazer o melhor quando ele vem. E permito que ele se vá, quando for o tempo. Para que reter? Eu e ele somos um só. Quanto mais deixo de rejeitar partes de mim, quanto mais permito que internamente, eu seja exatamente do jeito que sou, abro-me para que os clientes também "deixem de me rejeitar", quer dizer, abro-me para que eles surjam, me procurem... Quanto mais aceito que está tudo ok dentro de mim, e sei administrar o que ainda não está ok, mais facilidade tenho em atender, lidando com os problemas do cliente e possíveis conflitos. Não há culpa, nem necessidade de ajudar. Quanto mais sou verdadeiro comigo mesmo, aceitando meu lado luz e meu lado sombra, mais transparente sou ao meu cliente, e assim posso renunciar à falsa postura profissional, à máscara de especialista, e ao peso que isso representa: ter que fingir algo, escondendo meus sentimentos, enquanto atendo. Inicia-se um novo nível de trabalho: o trabalho consciente, onde existe um fluxo de paz, amistosidade, autenticidade e troca.
É um processo. É importante assumir a responsabilidade neste processo. E dar um passo.
Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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