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BUDISMO TIBETANO - INICIAÇÃO À TARA VERMELHA (parte 1)

por Lucya Vervloet
BUDISMO TIBETANO - INICIAÇÃO À TARA VERMELHA (parte 1)

Publicado dia 11/5/2009 em Espiritualidade

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Vivemos em uma época onde todo tipo de conhecimento científico, místico, religioso e tecnológico está à disposição de praticamente todos os seres humanos, independentemente de raça, credo ou condição social. Enfim, atingimos a Era da Iluminação que está mais fortemente presente para aqueles que de uma forma ou de outra tiveram a coragem de sair da condição de semente e germinar. Abrir-se para o Sol da vida, às vezes numa confiança ingênua, dispostos a desapegar-se das velhas estruturas sociais, em outras de uma forma mais estruturada, mas não menos válida. Livres para confiar em algo maior que o próprio ego e suas armadilhas ocultas e apesar dos possíveis e aparentes fracassos não desistir em nenhuma hipótese. Foi preciso ter sempre em mente que não somos nossos carmas ou a identificação com a dor, sofrimento ou alegrias artificiais que nos proporcionam neste mundo transitório. Somos entidades livres e, portanto, temos Espíritos imaculados, puros e magnéticos e é Neles que apoiamos e centramos todos os nossos Seres.

Tara é o aspecto feminino de buda, e da mesma forma que ela é indissociável do estado desperto iluminado do buda, todas as deidades femininas são aspectos de Tara e indissociáveis dela. É representada por uma deusa que está sorrindo e é extremamente bela. Sua mão direita faz o gesto da suprema generosidade e segura um vaso de longa vida. Sua mão esquerda faz o gesto das Três Jóias e segura, pela haste, uma flor de utpala vermelha. Dentro das pétalas da flor há um arco-e-flecha totalmente esticado, feito de delicadas flores. Suas vestes são feitas de requintada seda graciosamente drapeada, que a recobre com perfeição. Ela usa jóias que realizam desejos e ornamentos esplêndidos, bem como uma guirlanda de flores de lótus. Metade de seu cabelo está preso no alto da cabeça, metade cai sobre as costas. Ela está sentada na postura de conforto real sobre um disco de sol repousado sobre um lótus vermelho.

Cada descrição acima simboliza algo da filosofia e arte tibetanas. Como ainda estou iniciando nesse processo, pretendo aos poucos ir familiarizando-me com cada detalhe para melhor assimila-lo e descrevê-lo. No entanto, estou amando o mergulho nessa tradição e cultura que sei estar abrindo mais uma possibilidade de expansão para a mente.

Começamos a meditação invocando a nobre Tara Vermelha no espaço à nossa frente, recitamos as preces de refúgio e estabelecemos a seguinte visualização (“Uma corrente brilhante de luz, nas cores do arco-íris” irradia-se da testa, garganta e coração de Tara, purificando todo o karma negativo, “doenças, aflições demoníacas e obstáculos”. Todas as qualidades positivas “aumentam além de qualquer medida”). Recitamos a prece Djetsun: "Ó ilustre Tara, por favor, tenha consciência de mim. Remova meus obstáculos e rapidamente conceda minhas excelentes aspirações". Daí continua-se com outras preces e recitações.

Voltei da iniciação à prática da Tara Vermelha, na certeza de que muito do que ouvi ao longo de minhas buscas se aplica em todas as filosofias e religiões que, sinceramente, estão preocupadas em ajudar a todos os seres sencientes. Cada um de nós, nestes novos tempos, pode e deve ser um multiplicador para o Grande Despertar da humanidade. Observar e demonstrar cada vez mais o quão identificados estamos com a ilusão de nossas criações, com a nossa estória, a qual defendemos com unhas e dentes, como se sem ela não fôssemos nada ou que nada restaria de nós.

Vocês já perceberam suas reações quando alguém os critica, rejeita ou ofende? Pois é, quanto mais nos injuriamos, mais apegados estamos à construção e percepção distorcida que temos de nós. Confesso que cansei de repetir padrões. Muitos deles me foram passados quando nem mesmo poderia me defender. Como acontece com todos nós, apesar das boas intenções de pais e mestres, muito do que assimilamos na infância não tem mais a mesma serventia, pois há tempos que aprendemos a olhar para os dois lados quando atravessamos a rua. E o momento exige um pouco mais de atenção e observação.

OM TARE TAM SOHA

Lucya

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Lucya Vervloet   
Astrologia (básico na Regulus/SP) e autodidata. Participei de workshops de Runas, Tarot místico/terapêutico com Veet Pramad. Estudei Numerologia e quirologia. Iniciei-me na energia Reiki. Estudei 12 meses do Curso de Psicanálise/ES. Com uma visão universalista da vida dediquei-me ao aprendizado de idiomas e culturas estrangeiras.
E-mail: [email protected]
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