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Colônia Espiritual para Crianças


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Nos Postos de Socorro e nas Colônias Espirituais, em vários países, independente da tradição religiosa, há locais especialmente dedicados às crianças e aos jovens recém-desencarnados. Destina-se à adaptação pós-desencarne, à recuperação de doenças, de traumas, e também para receber esclarecimentos sobre a vida espiritual, até o próximo retorno à vida terrena.

A Colônia Espiritual Nosso Lar, situada no plano astral do Rio de Janeiro, ficou muito conhecida em função dos livros de Chico Xavier. Há várias colônias no Brasil e no mundo. Em São Paulo, a maior delas é o Instituto de Confraternização Universal.

 No livro "Instituto de Confraternização Universal e as fraternidades do espaço" (2001), elaborado por Dona Martinha Thomas, é citado que as crianças são recebidas na casa Anália Franco, uma instituição enorme, situada sobre o bairro da Vila Formosa, na zona leste de SP, onde existe, no plano físico, o Instituto Anália Franco. Aqueles que desencarnam no período da pré-adolescência e adolescência são encaminhados para o Departamento Juvenil, de outra localidade, cujos prédios cristalinos e coloridos foram edificados pelos Bandeirantes.

Nesta instituição, os trabalhadores elaboram um ambiente de alegria e ouve-se música diariamente. Sabem plasmar, ou reproduzir, os brinquedos e bichinhos de pelúcia, que elas mais gostavam, quando estavam na vida terrena. Há muitas árvores, jardins floridos, parquinhos, animais soltos (que podem ser acariciados pelos pequeninos, sem medo) como gatos, cachorros, esquilos, e coelhos, entre outros.

Recebem refeições e merendas de diversos tipos, de acordo com os costumes que tinha na sua família. Porém a preferência é por alimentos a base de frutas, verduras e legumes, plantados e colhidos com ajuda das crianças na horta. Também recebem doces, sendo o pirulito, um dos preferidos.

No livro conta que há várias atividades lúdicas, horas de descanso e de estudo dos ensinamentos de Jesus, tudo com disciplina e muito amor. Também aprendem a ler e a escrever, se ainda não sabem. As professoras e demais instrutores, que trabalham no Educandário, possuem larga experiência no assunto. Muitos moram no próprio local, na ala dos alojamentos.

Normalmente as crianças se adaptam rápido à vida espiritual. Os bebes tiveram pouco vínculo com a família, mas os maiores sentem mais a falta de suas mães, principalmente quando foram filhos desejados e amados. A espiritualidade promove encontros com familiares, quando estes estão adormecidos. Por isso, é comum ouvirmos pessoas contando que sonharam com os pequeninos, e que parecia tudo muito verdadeiro.

Quando a criança estava gravemente enferma, e não havia chance de cura, é pouco mais fácil de aceitar do que quando a partida é repentina, devido à um acidente fatal.

Os pais e as mães, que não se conformam com a passagem dos filhos, sofrem profundamente, e por muito tempo. Há aqueles que choram constantemente, chamando-os pelo nome, abraçando seus brinquedos, suas roupinhas ou travesseiros.

Há quem fique muito tempo na fase da negação, revoltados contra Deus, culpando a tudo e a todos pelo que aconteceu, e se fecham amargurados. E, em meio a tanto desespero, buscam tratamento médico, ficam dopados com fortes calmantes, e antidepressivos. Os filhos destes pais, e destas mães, recebem tratamento intensivo dos médicos e terapeutas da Colônia, e bastante carinho dos trabalhadores do Educandário, para amenizar essa energia de dor. Os amparadores, mentores e anjos também prestam auxílio a estes pais. Ninguém fica desamparado.

Quando a família se esforça para lidar com a separação, buscando conforto e consolo nas preces, nas leituras edificantes, em trabalhos assistenciais, ocupando suas mentes e corações, diminuindo sentimento de revolta, as crianças sofrem menos.

De certa forma, há influência de antigos padrões de pensamento da sociedade, que os filhos não podem morrer antes dos pais. Isto não é uma das leis de Deus. Deus é amor e luz, não é carrasco. Na visão espiritualista, há muitos motivos pelos quais as crianças e jovens desencarnaram. Ninguém morre por acaso, tudo tem uma razão de ser, e esta razão está vinculada aos atos de vidas passadas.

No livro Voltei (1949), do Irmão Jacob, a filha, Marta, faleceu jovem, antes do pai. Depois, ambos se encontrarão na espiritualidade. Ela se tornou uma das dirigentes dos trabalhos para crianças, em uma instituição referenciada como um parque de educação, onde tudo é organizado pela administração geral da coletividade, que "ultrapassa, em programa e realização" qualquer instituto europeu ou norte-americano, cita o autor.

O lugar é descrito como um campus, de uma grande universidade, com bonitos edifícios, amplos jardins, bosques, fontes de águas cristalinas. As crianças, que lá se encontram, têm entre sete e doze anos de idade, de diferentes nacionalidades, inclusive indiozinhos. Relatam, no livro, que estão alegres e envoltas em halos de luzes brilhantes.

Marta explica que, quando demonstram tendência à depressão, comportamentos agressivos e rebeldes, vícios, entre outras condutas do passado, recebem tratamento diferenciado, mais cuidadoso e amoroso, para reajustamento de conduta.

Entre os assuntos abordados nas aulas para as centenas de crianças e jovens, está a preparação para o retorno na vida terrena. As turmas de alunos são divididas de acordo com seu grau de elevação espiritual, aptidões e tendências.

No caso do espírito daquela criança, ou daquele jovem, ser mais evoluído, amadurecido, ao partir da vida terrena, ficará em uma ala especial, por curto período de tempo, e será encaminhado para outros departamentos ou outras colônias.



Podem também optar por ficar para ajudar. Há uma turma especial, formada por "meninos-orientadores". Trata-se de meninos e meninas que tiveram um passado respeitável, pelas suas qualidades morais e intelectuais. Eles permanecem mais tempo do que as outras crianças, aguardando momento apropriado para reencarnar com missões mais nobres, "projetos de ordem superior". Enquanto isso não ocorre, desempenham valiosas tarefas junto de outras crianças, e mesmo de adultos, no mundo espiritual ou terreno.

São Paulo, 13.11.2021


Fontes: Voltei. Pelo espírito do Irmão Jacob. Psicografia de Francisco Xavier. FEB. 28ª edição. 180p. RJ/RJ. 1949


Instituto de Confraternização Universal e as fraternidades do espaço. Martha Gallego Thomas. FEESP. 128p. SP/SP. 2001

Parte do livro está disponível em: https://alternativaespirita.wordpress.com/2020/03/31/o-instituto-de-confraternizacao-universal-e-as-...


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Conteúdo desenvolvido por: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
E-mail: irisp@uol.com.br | Mais artigos.

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