Curar as Próprias Feridas Para Ajudar a Curar o Mundo

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Autor Paulo Roberto Savaris

Assunto Espiritualidade
Atualizado em 2/15/2026 8:03:32 PM




Existe uma ilusão silenciosa que atravessa nosso tempo: a ideia de que precisamos estar completamente curados para ajudar alguém.

Durante anos, também acreditei nisso.

Achava que só poderia falar de esperança quando estivesse forte, que só poderia falar de paz quando estivesse imperturbável, que só poderia oferecer luz quando nenhuma sombra me habitasse.

Mas a vida me ensinou algo diferente.

Aprendi que as dores não são apenas feridas - são portais. São lugares onde a alma foi rasgada, mas também onde ela se tornou mais sensível, mais humana, mais capaz de compreender o outro.

Não escrevo como alguém que venceu todas as batalhas.
Escrevo como alguém que continua atravessando desertos.

E talvez seja exatamente isso que nos conecta.

Vivemos em uma sociedade marcada pela polarização, pela pressa e pela superficialidade emocional. As redes sociais amplificam certezas e diminuem escutas. As opiniões se tornam armas. As diferenças viram muros.

Mas o mundo não precisa de mais vozes estridentes.

O mundo precisa de pessoas inteiras.

Pessoas que reconheçam suas fragilidades, que não tenham medo de dizer "eu também estou aprendendo", que transformem suas cicatrizes em pontes.

A verdadeira transformação social começa na transformação interior.

Não é um discurso religioso.
É um movimento humano.

Quando acolhemos nossas dores com consciência, desenvolvemos empatia.
Quando atravessamos nossas quedas com honestidade, aprendemos compaixão.
Quando aceitamos nossas limitações, deixamos de exigir perfeição dos outros.

E isso cura.

Cura relações.
Cura ambientes.
Cura comunidades.

Talvez o maior serviço que possamos prestar ao mundo não seja convencer ninguém de nada - mas viver com autenticidade suficiente para que nossa vida se torne um convite silencioso.

Não quero ser alguém que aponta caminhos de cima.
Quero ser alguém que caminha ao lado.

Se minhas palavras alcançam alguém, que seja porque carregam verdade.
E se ajudam alguém, que seja porque nasceram da própria experiência de dor, silêncio, recomeço e fé na possibilidade de um mundo menos dividido.

Não pretendo mudar o mundo inteiro.

Mas se cada um de nós assumir a responsabilidade de curar o que dói dentro de si, talvez descubramos que o mundo sempre foi uma soma de corações.

E corações curados constroem realidades mais humanas.





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Autor Paulo Roberto Savaris   
Paulo Roberto Savaris - Professor Aposentado. Autor dos eBooks da Série Descubra Caminhando com Francisco (Amazon) e de obras publicadas também pela UICLAP. Escreve sobre espiritualidade, fé, natureza e simplicidade. Conheça mais em: https://www.caminhandocomfrancisco.com/
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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