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Dar valor ao que tem valor

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 5/11/2009 em Espiritualidade

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Você já reparou como somos passionais com nossos assuntos? Como nos envolvemos nas coisas da nossa vida? Já reparou que quando estamos com algo em mente aquilo toma uma enorme dimensão?

Conversando com uma cliente sobre egoísmo, falávamos da pequena compreensão que as pessoas têm sobre o tema. A maioria pensa que ser egoísta se refere a querer as coisas só para si. Mas isto não é o único sentido do egoísmo. Egoísmo também se refere a uma pessoa autocentrada, a alguém que quer ter domínio sobre a situação, quem quer ter um controle excessivo sobre os fatos da vida e sobre as pessoas.
O egoísta está manifestando o seu ego, o seu desejo de controlar as coisas.

Pessoas boas, amáveis, gentis podem ser muito egoístas. Você pode, sem desejar ser muito egoísta e nem saber que está sendo. Querer controlar a vida e buscar a manifestação dos seus desejos é um ato de egoísmo, mas não se desespere se está se identificando com esses escritos porque todos nós temos um ego e num tempo ou noutro vamos nos manifestar mais egoístas, mais desejosos de controlar a vida.

Quando resolvi abordar o tema: dar o devido valor às coisas e o egoísmo, o objetivo foi justamente mostrar que não é porque valorizamos algo que aquilo se transforma na coisa mais importante da nossa vida. Não é porque queremos que algo dê certo que aquilo é o centro do universo. Aliás, temos sempre que deixar um espaço para a mudança, para o inesperado, para a ação de Deus em nossa vida. Quantas vezes vi a vida seguir por um rumo inesperado e, nesse movimento diferente, encontrei realização e conforto?

Para o nosso bem, precisamos aprender a lidar com o inesperado. Precisamos nos abrir para uma forma diferente de ver os fatos da vida. Uma pessoa autocentrada, focada em seus objetivos, pode apresentar para si mesma e para seu trabalho e objetivos, excelentes resultados, até porque no lado profissional precisamos ter foco, precisamos trabalhar para alcançar os objetivos, precisamos ser úteis, centrados, fortes, mas na vida, como um todo, precisamos nos abrir. Faz parte do desenvolvimento humano e da prática da espiritualidade perceber o valor relativo das coisas, dos nossos planos, da materialização dos nossos intentos.

Para sermos felizes, precisamos nos abrir e dar real valor às coisas. Sugiro que sempre que a aflição e o estresse se manifestarem, deixemos um espaço para a reflexão.
Se você está como a maioria das pessoas, correndo para cumprir prazos, alcançar resultados, encontrar a felicidade no amor, encontrar um parceiro e isso não se realiza. E, justamente por esse fracasso, você se sente infeliz, pesaroso e triste, não se permita ficar fechado. Ao contrário, se a vida está fechada, abra-se, coloque-se no deixar fluir, faça coisas diferentes, mude o foco, ou só para variar, fique sem foco. Aceite deixar-se levar por um tempo. Aceite fazer coisas diferentes. Dê-se um tempo.

Aceitar o aparente fracasso faz parte de uma evolução. Hoje o fracasso pode ter um grande peso para você, mas será que essa mesma situação terá o mesmo peso no próximo mês ou ano de sua vida? Será que aquilo que hoje você acha fundamental para sua felicidade agora será assim tão importante no próximo ano?

Dar o devido valor às coisas significa sair do egoísmo. Muitas vezes em que estamos altamente centrados em nossos planos e objetivos, ainda que estes sejam nobres, amorosos e cheios de valor, deixamos de olhar para o que está a nossa volta, deixamos de ver as pessoas e seus sentimentos.

Costumo dizer que o sofrimento muitas vezes no coloca numa postura egoísta porque focamos apenas na nossa dor, deixando de ver tudo o que está à nossa volta. O sofrimento nos encerra no egoísmo e assim fechamos por dentro a porta para o mundo e, exatamente por isso, continuamos sofrendo porque estamos presos.

Nossa alma é linda, expansiva, livre e cheia de possibilidades! Por isso, amigo leitor, dê um espaço para o novo, para as pessoas. Ainda que você esteja triste e sofrendo, não se enclausure. Respeite seus momentos de solidão e reflexão porque essa atitude é fundamental para o seu desenvolvimento, mas não se feche para a vida. É a constante mudança que pode nos curar! Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu
Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações. 

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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