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Deixar ir...


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Era uma vez uma nascente situada no coração de uma floresta. Em seu íntimo, habitam a solidão e uma imensa tristeza por não conseguir vislumbrar como será o seu futuro. Amargurada, questiona o porquê de sua existência: “esta minha vida sem sentido, sem perspectivas... esta água acumulada em meu interior deixa-me sufocada! Não suporto mais a pressão e este sofrimento infindo. Sinto-me temerosa de deixar ir este líquido estagnado, pois ficarei totalmente só e desamparada; e o que menos desejo, é abrir caminho para o vazio habitar em mim”.

Após um prolongado suspiro, a nascente retoma o seu desabafo:

“Ah, que inveja ao observar a metamorfose que acontece na floresta devido à dinâmica e as transformações da vegetação advindas das estações do ano - da alegre primavera, do caloroso verão, do melancólico outono e do enrustido inverno - por oferecer aos passantes um cenário deslumbrante, um verdadeiro ir e vir de beleza e encantamento. Ai, ai... e eu, aqui, do alto da colina fico observando a monotonia que é a minha vida. Sinto que cheguei ao meu limite e não sei como agir para superar estes anos de dor. Tenho a sensação que vou explodir! Chegou a hora de deixar a timidez ou o orgulho de lado e pedir socorro”.

E assim, como o mergulhador que, com o auxílio de sua lanterna vai iluminando por onde passa a imensidão do fundo do mar, com o objetivo de encontrar o objeto de sua busca, igualmente, fez a nascente... começou a implorar ajuda de alguém ou um sinal que a ajudasse a solucionar o seu imensurável dilema.
Em resposta ao seu apelo, um intenso foco de luz, como um relâmpago que corta o céu, surge do espaço e paira sobre a nascente iluminando-a. Em seguida, fala:

“Ouvi o seu lamento e vim para dizer-lhe algumas palavras com a intenção de minimizar o seu sofrimento. Cara amiga, tudo na vida tem o seu tempo e hora certa para acontecer. Chegou o momento de solucionar a sua angústia. Você precisa remover as pedras que impedem o jorrar de sua água represada! Sei do seu medo de liberar o que está lhe sufocando, de deixar ir, pois imagina que ao permitir a passagem a permanência do vazio preencherá o seu ser... digo-lhe que acontecerá justamente o oposto! Ao permitir dar passagem ao que está represado em seu íntimo, você se sentirá plainando no cosmo... sem amarras! E a sensação de vazio que teme alojar em seu interior ao dar vazão ao que lhe sufoca, afirmo: você será nutrida por um energético alimento que lhe dará forças para superar, compreender e aceitar a dor e os sofrimentos vividos. Confia no que estou dizendo”!

Ao perceber a perplexidade e dar tempo à nascente para assimilar a enxurrada das palavras ditas, o intenso foco de luz, após silenciar por alguns minutos, retoma o seu discurso:

“E quanto ao seu questionamento - de como será o seu destino e de viver uma vida sem perspectivas -, informo que, você sentirá imenso orgulho de ser uma nascente, pois a água que emerge de sua entranha jamais deixará de jorrar e ao liberá-la, verá surgir por onde ela passa: córregos, riachos, rios e belas cascatas deslizando pelos caminhos sinuosos da mãe natureza promovendo cenários encantadores... E como as estações do ano que oferecem um belo espetáculo, metamorfoseando a paisagem de sua amada floresta, você amiga, também proporcionará beleza e alimento à Mãe Terra, além de possibilitar novas espécies de vida”.

Após um longo suspiro de alívio, a nascente diz para a sua salvadora: “sabe amiga, neste exato momento, um sentimento de amor toma conta de mim; e ao invés daquele solitário vale que existe no sopé da minha colina, visualizo um lago translúcido - meu futuro filho nascido de minha entranha - que acolherá e dará prazer aos visitantes que virão arejar suas mentes, aliviar seus corações e usufruir de sua exultante e tranquila formosura. Obrigada, luz divina”!
“Assim é. Assim será. Você merece”.

A essa altura... Após uma longa caminhada pela floresta, uma solitária e triste mulher descansa sob uma florida mangueira. Ela armazena em seu íntimo, emoções e emoções sofridas, - um mar de lágrimas reprimidas -, pois há anos não consegue chorar pela perda prematura de seu querido filho. Porém, ao ouvir o diálogo entre a nascente e a luz divina, sente que encontrou o lenitivo para sanar a dor imensuravel que ofusca sua vida. Aproximando da nascente, com lágrimas escorrendo pela face, vai retirando pedra por pedra liberando a água que começa a jorrar em direção ao vale.
E assim, a mulher e a nascente iniciam, aliviadas, uma nova vida de liberdade.


Texto revisado

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Musicoterapeuta, Radiestesista e Escritora. Criou o Portal SER - Saúde, Energia & Resgate / Centro de Qualidade de Vida & Desenvolvimento Humano, com a intenção de proporcionar recursos de informação para as pessoas que buscam o autoconhecimento. E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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