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Deslumbramento ainda é uma saída para os tempos líquidos


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Olá, já estava com saudade dos artigos e encontros a partir da linguagem escrita.

   Fico pensando nessa maestria dos livros, da escrita, da virtualidade que nos envolve nos dias de hoje. O autor escreve e publica o seu escrito, fruto de uma inquietação que vem da alma, mesmo que não considere. Creio ser estranho escrever por escrever...
A escrita tem algo de mágico, de belo, de construção que se faz arquitetura para a moradia das idéias! Benditas ou malditas! Não importa. Algo está sendo anunciado, dito, revelado, misturado, expressado!

   Então, há muitos e muitos anos distantes do meu cotidiano atual, adorava ir para uma praia na Bahia chamada Olivença. Lá o pôr-do-sol se manifestava num esplendor magnífico. Era o rei-sol dos nosso corações em suspiros diante da grandeza do oceano. O meu menino amado (hoje filosófo e pai), brincava na areia pura e doce. A mãe olhava o oceano e, de repente, aconteceu esse diálogo que agora revelo:

-Meu filho, está vendo aquela linha lá longe?

-Estou, é o fim do mar...

-Olhei para ele encantada e com a voz baixa falei: "não, o mar é mais além... Tudo pode ser mais além... Ele me olhou, sorriu e recomeçou a brincar. Vez por outra me olhava e olhava o mar. A  linha... o limite... o perto... o tangível... Ria e balançava a cabecinha com os cabelos enrolados como os raios do sol (será?Enfim a teoria da Cordas pode explicar, mas gosto das linhas curvas e avançam, que se curvam mas não quebram...)

Muitos anos se passaram e fui vê-lo. O mesmo sorriso estampado no rosto de quem conhece o sol. Fez o seu trabalho de Filosofia e me apresentou o Filósofo polonês (que mora na Inglaterra) Zygmunt Brauman. Falou-me do conceito dos "tempos líquidos" segundo a idéia do autor. Das relações humanas vitaminadas, tudo junto misturado que se engole sem saber o sabor de saber...
Fiquei pensando no Facebook, nas mídias sociais que vão pulverizando, descartando, deletando. Curtir... Compartilhar... Lá vamos nós a todo vapor na ação do liquidificador do viver...

Gostaria de agradecer ao meu filho por ter me apresentado esse pensador.

   Penso "eu não quero essa relação líquida para minha vida, clientes líquidos, textos líquidos, vida líquida, árvores líquidas que, ao menor susto do vento, deixam suas raízes e voam para algum lugar sem chão..."

   Como terapeuta, mãe e avó, quero ir contra a maré aprender a planar. Buscar um vento que me traga boas conversas, uma xícara de chá, um amor bonito para contemplar o mar e sonhar sempre, um livro que escrito longe de mim, mas que quando descubro cada página se torna perto de mim.

Quero uma Fé sólida numa Espiritualidade de Luz que ilumina e guarda sempre.

Quero um chão bonito anorado na Mãe Terra que anuncia nas suas profundezas a força vital e seiva da vida. É ...Meu querido filósofo, sei dos tempos líquidos, vejo-os com clareza, porém aposto também na sinergia que o éter pode fazer entre o fogo, o ar, a água e o ar. 

   Por entre os apertos na cidade do Rio de Janeiro vou me deslumbrando com o vôo de uma pomba que busca abrigo no ar-condicionado da sala apertada...

Olho os cartazes de propagandas... As cores das vitrines. E tomo uma decisão existencial: vou parar tudo e tomar um belo suco de cacau (eu encontrei um lugar que faz um com gosto da Bahia).

Sento e nesse instante o tempo torna-se sólido! As relações com a vida, com o bem viver, entrar na livraria e olhar os livros, encantar-se com o netinho que perdeu o primeiro dentinho (ah! meu Deus, as perdas!!! Esse é o trabalho da vó, anjo de luz!)
   Volto no tempo e ainda bem que tive essa experência com meu filho. Deslumbrar-se diante do mais além do mar... Caminho entre as pessoas e vou abençoando a vida de cada ser humano. Gratidão profunda ao meu filho por me trazer novamente a arte de filosofar, na paz, no bem no sossego.

Afinal, a curva da vida já mostra algumas pedras, convém não pisá-las, dou uma volta e continuo andando. 

   Tempos líquidos...   Tempos sólidos...

Uma questão de escolha, opção, mesmo que todos vão em frente, Às vezes é bom parar, dar uma volta para trás e descobrir a arte de se deslumbrar...

Logo ali nas nossas costas!!!

Pois é, não estava na frente, estava justo atrás! Ah! como foi bom ir na contra-mão dos tempos líquidos.

Teria perdido o deslumbramento!!

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Marilene Pitta   
Formada em Registros Akáschicos;Alinhamento Energético;Terapia Floral;Formação Holística de Base (UNIPAZ) com Pós Graduação em Terapias Holísticas;Mestrado em Educação e Desenvolvimento Humano. Consultas em Roda Xamânicas. Animal Poder.Atendimento com Conexão com o Povo das Estrelas (Arcturianos e Pleidianos). Atendimento á Distância e Presencial.
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