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E Deus atendeu...


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Uma família estava em completa desarmonia doméstica e a senhora percorrera em desespero todos os templos disponíveis em busca de socorro divino. Marido alcoólatra e desempregado, aluguel atrasado, fogão sem lume, filhos abandonados, era o próprio caos instalado naquela morada em desespero.
Um amigo nosso, residente no mesmo bairro que a família em dificuldade, quando se encontrava em um supermercado local comprando carne para um churrasco teve sua atenção desviada para um reboliço provocado pelos funcionários ao deterem um garotinho sujo e apavorado por ter tentado roubar um litro de leite.
- É para meu irmãozinho que está com fome... (dizia aos prantos enquanto a polícia era chamada pelo telefone).
Conhecido do proprietário, esse amigo tomado de pena resolveu assumir a dívida do menor convidando-o para que o acompanhasse, levando-o até onde morava. Lá chegando deparou com o quadro deveras triste em que mergulhava a família.
Após um diálogo de perto de duas horas ficou acertado que ajudaria pagando os aluguéis, a luz e a água atrasados e compraria a alimentação necessária. Essa ajuda seria por um período inicial de três meses podendo continuar, mas todos os participantes da casa teriam que enquadrar-se em um programa de reabilitação por ele conduzido. Tendo o apoio financeiro e a participação amiga, o chefe da casa abandonou o álcool, a esposa aquietou-se, os filhos bem alimentados e limpos passaram a manter vida normal com os mais velhos frequentando a escola próxima onde eram matriculados.
Além da higiene doméstica e pessoal e cursarem programa de reabilitação para emprego exigido aos pais, foi determinado que todos os dias, às oito horas da noite, deveriam reunir-se na cozinha, em torno da mesa, e estudar o Livro dos Espíritos por meia hora e o Evangelho Segundo o Espiritismo por mais meia hora, e após o estudo, em prece coletiva agradecerem a Deus o auxílio recebido e solicitarem nova oportunidade para reconduzirem a vida. E isso, todos os dias de domingo a domingo. Segundo esse amigo, antes de completar os três meses tanto o chefe de família como a esposa haviam conseguido empregos bem mais remunerados que os anteriores, e os filhos estavam superando os obstáculos escolares. Agradecidos, fizeram questão de devolver o dinheiro gasto com eles, pagando até ao último centavo.

Poderíamos perguntar: "O que determinou a resposta tão rápida e precisa por parte dos Organizadores da Vida a essa família?”
Deve ser analisado toda uma série de circunstâncias que os levou ao ponto de deterioração em que se encontravam. Partindo da premissa de que não eram pessoas más, embora vítimas de si mesmas, no momento em que surgiu o auxílio o aceitaram como graça divina procurando praticar de bom grado todas as obrigações recomendadas. O chefe que se alcoolizara mais por desespero, ao perder o emprego. que por vício, a mãe em desequilíbrio emocional por sentir-se praticamente na rua com seus filhos menores, as crianças impotentes ante os grilhões da fome e do abandono, enfim uma desestruturação determinada mais pela inexperiência, falta de fé e impotência ante a agressividade ferina e brutal da sociedade e do estado, na insensibilidade do senhorio em ameaçá-los com o eminente despejo, do alicate afiado do governo ao subtrair-lhes o sublime direito do uso da água e da luz, da dona da vendinha que não podia mais fiar-lhes o sustento básico, dos colegas na escola que se desviavam do garoto sujo e cheirando mal, a improvável recuperação funcional do pai por estar alcoólico e da mãe em desequilíbrio, enfim, um quadro de impossível reversão sem o concurso prestimoso e amigo de alguém a facilitar-lhes não só os recursos para as necessidades materiais urgentes, mas também e principalmente, o reequilíbrio espiritual necessário para a retomada do caminho tão drasticamente interrompido.

Como é sabido, Deus auxilia seus filhos através dos próprios filhos. No caso dessa família, a senhora que se posicionou como líder após o marido se entregar ao abandono, tentou todos os recursos conhecidos terminando por, em desespero, recorrer ao último reduto que sua fé determinava: buscar Deus diretamente nos locais que acreditava serem as suas casas solicitando Dele, o Ser máximo do Universo, sua misericórdia para socorrê-la e à sua família. A prece deve ter sido tão profunda, direta, sentida e desesperada, que não haveria força alguma no Universo que pudesse interpor-se entre ela e a divindade. A resposta foi direta, objetiva, imediata. O amor e o desespero do garoto pelo sofrimento em que se encontrava seu irmão menor foi o elo de ligação entre Deus e o homem na condução do auxílio emergencial deferido.

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