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É o moderno futebol uma cultura de Paz?

Atualizado dia 6/13/2014 9:17:02 AM em Espiritualidade
por Catia Reis


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Sim, o futebol de várzea, o esporte comunitário, as atividades esportivas de vizinhanças são culturas altamente promotoras de paz e harmonia social. No entanto, o modelo de esporte “monocultura”, aquele em que o todo precisa ir à parte, tem se mostrado nas últimas décadas, não apenas violento, mas socialmente equivalente no que tange à corrupção, à miséria e à necrose política.

Há muito tempo, a alegria que consigo sentir com futebol é zero. Meus sentidos já não acham mais graça na mesmice e meu “eu interno”, consciente do significado deste suposto esporte, não consegue disfarçar nenhum prazer nem engendrar alguma euforia.

Se um dia você me ver soltar foguetes, pintar o rosto ou extravasar em emoções, pode ter certeza que estarei comemorando novas iniciativas em agroflorestas, grandes atitudes em agricultura sustentável, grandes ações que reduzam a fome de pessoas e animais, a miséria de pessoas e animais, a violência contra pessoas e animais, enfim, estarei comemorando coisas duradouras, felicidades perenes, alegrias sempiternas.

É incrível como, após grandes festivais de massas, sejam carnaval, futebol ou outros tipos de condicionamentos, como a tristeza sobrevém, ganhe ou não minha “escola” ou meu time.

Enquanto isso, nos porões do poder, na fria obscuridade dos ambientes do comando, aqueles que dirigem nossos destinos têm os mais altos níveis de articulação: planejam vantagens pessoais, aumentam preços, saqueiam a terra, tramam contra a natureza e oprimem a vida.

A única diferença real entre as arenas do passado, dos holocaustos romanos, para o futebol contemporâneo, é que a crueldade do século XXI é sistêmica e absolutamente sorrateira. Populações inteiras, normoticamente, sofrem pela falta de água, de alimento, de saúde e de moradia. Constroem-se estádios com verbas que poderia sanar este problema pois governos não sobrevivem sem o pão e o circo da ignorância.

Mas se você imagina que o futebol substituiu as arenas, engana-se redondamente. As arenas continuam vivas nas formas das vaquejadas, touradas, rodeios, farras do boi. Elas estão presentes nos matadouros cruéis, nas indústrias que coisificam a vida sensível de animais, nas rinhas de galos, pássaros e cães que ainda são realidades no mundo todo. Então, pensar que a maldade da arena se transformou na “bondade” do moderno futebol, é algo tão iludido quanto burguês.

Você não verá em nenhuma casa que esteja assistindo a copa pela TV, vestida de amarelo, pessoas bebendo suco verde e comendo alimentos saudáveis! Não, elas consomem os produtos dos patrocinadores da copa: Bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, carnes, fast foods e coisas do gênero. O esporte proposto pela FIFA deveria ser, também, uma política de promoção da saúde, mas, ao contrário, é a consagração do que há de pior, é a manutenção da mesmice e da insustentabilidade generalizada.

Muitas coisas poderiam ser ditas. Um olhar mais profundo poderia detectar num evento de copa do mundo, íntima ligação com outras formas de crime. O futebol monocultura, de grandes estádios-arena, é um mal bem além da imaginação do cidadão comum e do ser cotidiano. É uma ferramenta de domínio descarada, hipócrita.

Hoje, durante o dia, em algumas saídas por Brasília, observei a “alegria” eufórica nos rostos das pessoas, estavam como que entorpecidas, mergulhadas num relax fugaz, encantadas com uma histeria passageira.

Que possamos, com o tempo e a ação do sofrimento, à luz da axiologia, perceber valores corretos e buscarmos a felicidade naquilo que vale a pena...

Aproveitei o momento do jogo para escrever este artigo. Estou mergulhado em uma alegria real que é a divulgação de meus três e-books sobre promoção da saúde. Infelizmente, ainda não recebi nada significativo quanto à resposta, mas creio que, assim que a banda da copa passar e a realidade da vida retornar, também terei uma torcida que valorize pensadores e apoie cidadãos ativos.

Que juntos possamos trabalhar pela construção da vida verdadeira!

por Alexandre Pimentel

Texto revisado
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