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Ela despertou. Cresceu. Amadureceu



Em um passado não muito distante, lá estava ela, a chorar depois que a onda do mar desmanchou seu castelo de areia, mais do que isso, desmanchou seus sonhos. Mar malvado, vida malvada, todos contra ela. Ele foi embora. As lembranças voltaram. Ela o culpava por ter desfeito seus sonhos de menina-moça. Ele a deixou só, na solidão de uma relação que tanto sonhou viver na realidade, ao vivo e a cores e acordada. Ela pensou que ele era o companheiro ideal, que teriam uma grande família, muitos amigos, casa cheia, muitos passeios divertidos, aventureiros e românticos, muitas alegrias. Tudo ilusão! A onda do mar levou seu castelo de areia. E ela olhava o mar, com olhar perdido no infinito. Por muito tempo sofreu. Orou e não teve resposta, nem ajuda! Tinha dó de si mesma. Havia raiva, revolta, frustração, decepção. Vida amarga vida!

O tempo passou. Sol e lua se alternavam. As quatro estações se revezavam. Até que um dia o vento soprou forte e levou o véu do egocentrismo para longe. A angústia triste ele também levou. Um sol maior tocou seu coração e uma nova melodia se fez ouvir. Uma nova trilha sonora a convidava a navegar sobre as ondas. As lágrimas secaram. Seus olhos brilharam no centro da fronte. Ela despertou. Cresceu. Amadureceu.

Onde havia depressão, hoje ela vê evolução. Onde havia incompreensão, hoje ela vê “ação e reação”. Não mais revolta, hoje há gratidão. Não mais solidão! Ela percebeu que não estava só, estava distante de si mesma! Ela se encontrou! E fez-se luz no seu coração! Despertou do pesadelo que ela mesma havia criado, e se enclausurado! Hoje ela é capaz de sorrir, de cantar, de brincar, de nadar no fundo do mar, de voar nas asas da imaginação, de se projetar no plano astral, de velejar apreciando o entardecer só para ver a lua nascer e depois, se energizar no amanhecer. É capaz de sonhar novos sonhos! Ver a vida com outros olhos.

Novos amores vieram e se foram. Novas frustrações também! Como várias ondas no mar, que vêm e que vão, algumas suaves, outras que derrubam. Tudo bem! Faz parte saber deixar o mar levar, mas é preciso saber respirar e se acalmar para não se afogar. Não mais depressão eterna, somente por algumas horas, somente ascensão! Recuperação! Nascer de novo. Ela despertou. Cresceu. Amadureceu. E ahora está aprendendo um novo jeito de amar e de ser amada, de maneira mais altruísta e benevolente, livre de condicionamentos sociais, distante dos padrões das telas de cinema ou dos romances dos livros da adolescência.  Está enamorada do Criador da Vida! Seu coração bate firme e forte, não mais por uma pessoa apenas, mas sim por toda humanidade.

Mar azul, dourado mar -cantarolava ela- como é bom em tuas águas aprender a navegar, ajustando as velas conforme o vento, superando tempestades, sempre em direção à luz, sem deixar de amar a vida e por ela ser amada, tudo a seu tempo, sabendo que tem horas que o leme, levamos nós, e que tem horas que Alguém Maior é que nos conduz.

Texto Revisado

 

Publicado dia 2/5/2018
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Autor: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
E-mail: irisp@uol.com.br, irisrfp@gmail.com | Mais artigos.

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