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Espiritualidade - experiência espiritual na nossa autocultivação - 3ª parte

por Marcos F C Porto

Publicado dia 17/2/2019 em Espiritualidade

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 Nesta terceira parte da nossa reflexão, iniciamos por afirmar que estamos a um piscar de olhos do nosso despertar espiritual. Um dos grandes desafios em nossas vidas é como nos enxergamos a nós mesmos. Assim, perguntas buscando respostas poderão ser: como ajudarmos a experiência espiritual na nossa autocultivação? Como criarmos um mundo de maior paz, tranquilidade, seja no nosso ambiente doméstico ou no trabalho, ou ainda onde quer que estejamos? Como trabalharmos com nossos sentimentos, pensamentos e ações de forma a elevar nosso estado de ser ao invés de limitá-lo? Em outras palavras, como  poderemos nos ajudar em criamos espaço para nós mesmos nos conectando com nossa sabedoria? Como realizarmos isso?

Vamos, então, continuar a refletir?

Tudo começa com bondade para nós mesmos, que por sua vez se tornará bondade amorosa com os outros. Quando as defesas se tornam menos cerceadoras e severas em nossos corações, teremos menos medo em nos expor. Seremos mais capazes de ouvir o que está sendo dito, enxergando o que está diante de nossos olhos e trabalharmos em acordo com o que acontece em vez de lutar contra ele.

Os ensinamentos das vivências do nosso eu como entidade única, espiritual, singular, distinta, autônoma e duradoura, estarão de acordo com a realidade.

A experiência tem demonstrado que o caminho para nos ajudar, na maneira de agirmos com compaixão, é trocarmos a nós mesmos pelo outro – fundamento da empatia. Quando nos colocamos no lugar do outro, então sabemos o que é necessário e o que fala ao nosso coração.

Às vezes, quando estamos nos sentindo infelizes, desafiamos o outro a enxergar se ainda nos aceitam, nos expressando de forma inapropriada. Em razão de como estávamos nos sentindo, sabíamos que, o que outro precisava não era de alguém despejando-se nele.

Pela primeira vez, talvez, poderemos nos sentirmos experimentando o que significa nos trocarmos pelo outro. Quando assumirmos este estado de ser, saberemos como é, portanto, experimentando algo que eleve nosso nível de consciência, para que os processos continuem fluindo. Poderemos doar algo que ajude aos outros se conectarem com suas próprias confianças e gentilezas, ao invés de polarizarmos ainda mais a situação. Faz sentido?

Portanto, a troca em nos estabelecermos com o outro - não vem da teoria, na qual tentamos imaginar o que outro está sentindo. Vem de nos tornarmos tão íntimos, sinceros e honestos sobre quem somos, o que fará com que comecemos a entender por completo a humanidade, sendo autênticos, nos expressando apropriadamente em cada situação.

Eckhart Tolle, escritor e líder espiritual alemão, nos diz: “O segredo para encontrar o nível mais profundo no outro é encontrar o nível mais profundo em si mesmo. Sem encontrá-lo em si mesmo, você não poderá sentir no outro”.

O fundamento básico da ação compassiva é a importância de lidarmos com circunstâncias difíceis, ao invés de lutarmos contra elas, ou seja, trabalharmos com nossas próprias reações indesejáveis e inaceitáveis, de modo que quando as situações acontecerem, nos relacionemos com consciência, tendo já vivenciado benevolência conosco.

Essa abordagem não-dualista é verdadeira para nossos – coração – mente - Alma - porque estará baseada nos relacionamentos do nosso eu com o outro. Saberemos nos expressar, o que dizer e como falar, porque já experimentamos, desligamento, raiva, mágoa, revolta e assim por diante todos importantes, lidando com essas emoções. Correto?

Pier Franco Marcenaro - escritor espiritualista italiano, Mestre da Ordem Espiritual e Vida e Guia da Escola Espiritual nos diz: “Autocultivação não é daqui a cinco minutos; é uma atividade presente. Nestes momentos de elevação espiritual, poderemos fazer escolhas diferentes, e são essas pequenas escolhas que se acumulam ao longo do tempo nos ajudando a cultivar nosso Sagrado”.

A vida é dinâmica e cada situação é única. No entanto, será uma postura mais aberta, confiante e corajosa, tendo a ver em como deixar acontecer, sem ficarmos condicionados a comportamentos defensivos. Está claro?

Experiência espiritual na nossa autocultivação é mantermos - coração - mente - Alma - sensíveis para o que quer que surja, encontrando sempre confiança de fruição no Aqui – Agora.
Poderíamos afirmar que a resolução de problemas se baseia primeiro em pensarmos que existe o problema e, segundo, em pensarmos que existe a solução. Os conceitos de problema e solução poderão nos ater no dilema entre o caminho certo e o errado.

A atitude que estamos considerando é mais infundada do que isso.

A máxima: “Autotransformemos a atitude, permanecendo naturais” sugere que para nossos relacionamentos, comunicação e ação compassiva, terá que haver autocultivação de nossa atitude.

A noção "estou disponível para quem precise de ajuda" poderá funcionar de forma temporária, mas fundamentalmente nada terá transmutação em nós, porque ainda estaremos com postura de que “agora estou disponível, mas agora não”. Essa noção dualista não estará realmente falando ao nosso coração.

Ao contrário, nossa postura estará em contraste com a atitude epidêmica no planeta, qual seja - se é desagradável, nós a afastamos e, se é agradável, não deixamos escapar e mantemos.
Nossa autotransformação de atitude, como já dissemos, não acontecerá da noite para o dia e sim gradualmente, nos nossos próprios ritmos.

Quando nos sentirmos assim saberemos como é, portanto, doando algo de nós, fazendo com que as situações continuem fluindo amorosamente.

Continuaremos na próxima edição.

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Sobre o Autor: Marcos F C Porto   
Marcos F C Porto – Terapeuta Holístico - Psicoterapia Holística Transpessoal – CRT 44432, Diplomado em ITC - Integrated Therapeutic Counselling, Stonebridge, UK, trabalha auxiliando pessoas na busca da sua essência, editor do OTIMIZE SEU DIA! há 20 anos, autor do livro - Redescobrindo o Eu Verdadeiro, facilitador de Grupos de Reflexão há 17 anos.
E-mail: [email protected]
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