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FALTA DE TEMPO E DE ESPAÇO: DOENÇA CRÔNICA

por Instituto ISI
FALTA DE TEMPO E DE ESPAÇO: DOENÇA CRÔNICA

Publicado dia 26/6/2009 em Espiritualidade

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Segundo Einstein, o tempo não é linear, mas relativo. Mesmo assim, continuamos agindo e pensando LINEARMENTE, como se a vida fosse algo absolutamente rígido e inflexível. Em nossa vida cotidiana corremos o tempo todo, seja contra o tempo ou a favor do tempo para que ele nos dê chances de satisfazer nossos desejos. O tempo nunca parece ser suficiente; pouco contato fazemos com nosso corpo, com a natureza e principalmente com a nossa dimensão interna, onde incluímos as emoções e os pensamentos.

A todo momento negamos partes de nós mesmos como se isso fosse possível, como se essas partes fossem inexistentes. Essa dissociação constante nos leva ao adoecimento e à insatisfação, mesmo que não saibamos a origem/causa das doenças e das insatisfações que nos espreitam a cada gozo comprado. Vivemos em nossa sociedade supervalorizando o senso de tempo em relação ao senso de espaço. Vivemos um constante sentimento de urgência, onde tudo é abreviado, rápido, ligeiro. Os “espaços” estão superlotados, ou então, não deixamos espaço para nada que não esteja dentro dos moldes da vida fast food, das satisfações aparentes.

Pesquisas recentes demonstram que essa urgência causa uma desarmonização em nosso bioritmo e em nossa saúde cerebral; ato contínuo, vivemos mais stressados e pouco interessados na interação com o outro e com a vida, em todas as suas infinitas possibilidades, posto não estarmos em conexão com a dimensão interior da nossa existência exterior, o que significa ausência de saúde verdadeira. Esse deslocamento pode gerar uma das mais graves disfunções comportamentais existentes: a indiferença. E parece que o mundo anda muito indiferente ao que de fato é necessário: o Bem e o Belo, a ternura e a comunhão, a criatividade e a simplicidade. Como vaticinou o pensador russo G.I.Gurdieff, no início do século XX, “UMA RAÇA DE HOMENS MECÂNICOS NASCERÁ POR CAUSA DA INDIFERENÇA AO ESSENCIAL, E O QUE HOJE JÁ APAVORA AOS MAIS SENSÍVEIS, EM CEM ANOS CAUSARÁ ESPANTO AOS MAIS RUDES”.

Outras pesquisas também apontam para outra gravíssima disfunção derivada da falta de “espaço” em nossas vidas: a demência. Sim, já foi constatado que pessoas muito focadas na realização de interesses puramente objetivos, quase sempre associados à projeção sócio-profissional, tendem a inibir as habilidades afetivas e espaciais do cérebro. Essa “atrofia” torna os demais campos experimentais da vida nulos, como se não existissem. O indivíduo não consegue interagir com nada que não esteja dentro daquele foco comprimido. Torna-se ausente, fica em OFF no resto... que foi tratado apenas como resto.

Por tudo isso, diminuindo a presente disritmia (que interpretamos como ritmo) e silenciando nossos pensamentos difusos e confusos, basicamente oriundos do exterior e determinantes em nossas escolhas e juízos, permitimos a conexão das díades tempo/espaço, pensamento/sentimento, aspecto masculino/feminino, hemisfério esquerdo/hemisfério direito do cérebro por fortalecimento do corpo caloso ou corpo conectivo. Em meio a essa relação harmônica com as díades - e, na verdade, já falamos em tríade, pois somente o sujeito pode relacionar os pólos, sendo ele, o vértice das relações saudáveis - notamos que o espaço é a essência de toda a criação, remetendo as visões Cabalísticas e Orientais, que tanto enfatizam a importância do “vazio” (Shunyata) para que haja a recepção da infinita fonte criativa onde temos nossas raízes.

A própria palavra CABALA vem do verbo “QABALE”, que significa “receber”. A primeira Bem Aventurança do sermão da montanha é clara: “Bem Aventurados os pobres pelo espírito, pois deles é o Reino dos Céus”. Ora, a pobreza se refere ao esvaziamento das quantidades em prol da qualidade e da intensidade do TODO, associado aos céus, no qual nossa essência está alicerçada. Se estamos cheios de compartimentos estanques, agindo motivados por falsas necessidades e cercados de objetos e objetivos que só saciam a superfície de um oceano sem fundo, como podemos encontrar a Paz e a Saúde inerentes ao próprio Universo?

O processo de sintonização com a vida começa quando aprendemos a relaxar e quando aprendemos a dirigir o nosso próprio tempo (para o povo Maia original, TEMPO É ARTE). Isso se dá quando nos sintonizamos com o nosso "ritmo", que está, por sua vez, em ressonância com o Ritmo do Todo. Podemos experienciar esse alinhamento rítmico através da meditação, que é o estado de vacuidade e plenitude sem interferência do eu, sem ação do desejo e do pensamento, um estado não ofensivo que projeta nossa energia para um patamar experimental onde nos abrimos ao que surge do espaço infinito, a sede das idéias puras, a causa de todas as causas.

Na prática da Meditação podemos, de fato, evoluir de estados para estágios de evolução, de algo mais instável e vulnerável para uma estrutura firme e alinhada com o Todo, onde não somos facilmente alterados por circunstâncias ambientais ou por tendências psicológicas arraigadas. Na verdade, essas práticas nos conectam ao espaço interno onde a energia é inesgotável, onde a verdadeira inteligência opera em perfeita sincronia com os ritmos e ciclos da vida, sem dissociar o indivíduo (a parte) do Todo... pois ele mesmo, o indivíduo, se conscientizou de que é um TODO...

Quanto mais evoluimos para estágios mais avançados de consciência, menos ficamos vulneráveis ao sofrimento... e apenas dessa forma seremos capazes de lidar com as situações mais difíceis com equilíbrio e desapego. Teremos maior capacidade para discernir o Real do ilusório, o necessário do supérfluo, o essencial do excessivo. Com espaço para que o Maior (todo) aja e interaja com o menor (nosso eu), trilharemos as sendas do infinito abertos para as novidades contidas em cada espaço singrado, universo adentro e universo afora. Assim é a via da felicidade sem expectativa, cuja maior satisfação não é chegar à meta, mas desfrutar o caminho... Quem se preocupa em atingir a meta, não se ocupa em ser o caminho.

Katia Miguel Rocha e Marcio Isael Larsen

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Instituto ISI   
Mestrado em psicologia de Orientação Holística, na Lesley University, E.U.A., Certificação em teoria Integral pela Fielding University, universidade parceira do Instituto Integral, sob a liderança de Ken Wilber, autor da teoria Integral MBA em gestão de Qualidade Total na Fundação Getúlio Vargas, RJ – Brasil.
E-mail: [email protected]
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