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Helena


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"Enviar uma carta é um bom meio de ir a algum lugar
sem mover nada a não ser o coração".

(Phyllis Theroux)

A noite de Natal simbolizava a reunião da família para compartilhar uma refeição que minha mãe preparava com carinho sem igual. Porém, ela teve que nos deixar numa manhã fria, cinzenta e chuvosa de um novembro. Desde então, não houve mais uma “Noite Feliz” para ser apreciada. Anos depois, partiu também meu pai.
Tempos atrás, na antevéspera do Natal, recebi um telefonema surpreendente e agradável. A ligação foi parar na secretária eletrônica e trazia uma mensagem de Dona Helena, mãe de meu amigo Marcelo. Foram apenas dois minutos de pura sinfonia!

Frequentei a casa de Marcelo em minha adolescência, quando principiava no ensino médio. Em nossos encontros, um momento especial eram as refeições que fazíamos juntos. À mesa eram preparados assentos para mim, meu amigo, seus pais, duas irmãs e uma última cadeira que permanecia reservada ao irmão Alexandre, que em tenra idade havia partido em decorrência de um trágico acidente automobilístico. Eu fitava aquela cadeira vazia num misto de surpresa e inquietude, incompreensão e admiração.
Em nossos encontros, um momento muito especial eram as refeições que fazíamos juntos. À mesa eram preparados assentos para mim, meu amigo, seus pais, duas irmãs e uma última cadeira que permanecia reservada ao irmão Alexandre, que em tenra idade havia partido em decorrência de um trágico acidente automobilístico. Eu fitava aquela cadeira num misto de surpresa e inquietude, incompreensão e admiração.

Mais de uma década depois, a doutrina espiritualista trouxe-me algumas respostas, e a leitura de um livro que abordava a perda de um filho sob a ótica dos pais levou-me a escrever uma carta para Dona Helena. Naquela carta, além de manifestar todo meu carinho por sua família, eu lhe dizia que jamais poderia imaginar a amplitude da dor de sua perda, mas que agora a incompreensão inexistia e apenas a admiração permanecia. Foi para comentar esta carta que Helena me telefonou naquele dia.

O resto dessa história fala sobre um encontro que há anos não ocorria. Na mesma mesa em que fazíamos aquelas refeições, conversamos demoradamente. Um filho sem uma mãe, uma mãe sem um filho. Entre lágrimas e sorrisos, pudemos nos presentear, oferecendo um ao outro um pouco do Natal que um dia tivemos.

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Conteúdo desenvolvido por: Tom Coelho   
Tom Coelho é educador, palestrante em gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de oito livros. E-mail: [email protected] Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
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