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Jogar fora o bebê com a água do banho?



Somos pessoas individuais e coletivas ao mesmo tempo. Únicas, porém semelhantes aos outros. Esse é o “X” da dificuldade humana: conviver com semelhantes, porém, com mentes ímpares e independentes. Deste ponto surge o debate caloroso diante do caos social em que estamos inseridos. Pessoas desconectadas de sua essência vivendo de forma individual e convivendo com um imenso vazio.

Definitivamente é a concretização do que especialistas da área do comportamento humano vinham alertando há alguns anos: a instauração de uma epidemia de “doenças” sociais. De certa maneira, podemos dizer que nossa sociedade involuiu no que diz respeito ao comportamento.

Partindo do pressuposto de que somos um misto de subjetivo e objetivo, real e ilusão, não temos como cindir em partes porque corremos o risco de “jogar fora o bebê junto com a água do banho”. Enquanto a ciência procura respostas de acordo com cada teoria diante dos mais diversos fenômenos, nós, objetos de estudos, temos que continuar vivendo procurando a melhor maneira possível.

Diante de uma sociedade capitalista ocidental acredita-se na facilidade de soluções rápidas e em caixinhas. Eis a onda gigantesca de autoajuda invadindo as prateleiras e deixando a sensação de vazio falsamente preenchido. Todos nós temos uma tendência natural a minimizar os problemas. É a maneira mais fácil, mas geralmente causa problemas ainda maiores, pois foge do simples e evidentemente do óbvio, pois a solução está dentro de cada um de nós. Na verdade, o grande vilão dessa história é o medo. A maioria de nós tem medo do encontro real consigo, admitir fraquezas, falhas e se frustrar e decepcionar diante da realidade. Somos crianças que crescem, mas nem sempre amadurecem; ao trocarmos a água do banho temos que preservar o bebê, da mesma forma que ao lapidar uma pedra, deixa-se ao final o que há de melhor em seu interior.

Nosso verdadeiro aprendizado é livre de repressões e opressões, aprendemos com referências, observações e percepções próprias da realidade. Cada um é um e vive em coletividade e não em submissão de qualquer espécie. Desde o nascer somos únicos e mesmo com a hierarquia que o modelo social nos impõe, uma família é uma agregação de pessoas individuais independentemente de suas ligações de consanguinidade. Nossas relações, sejam quais elas forem, se estabelecem pela semelhança e troca afetiva.

Se em poucas palavras encontramos uma dificuldade da percepção individual, podemos concluir o que acontece de forma coletiva. Pessoas afastam-se de pessoas e buscam em outras formas o vazio relacional que as invadem. Viver e conviver é a maior tarefa que a morte nos impõe porque essa, mesmo que misteriosa, é certa. O ideal é buscarmos aprimorar nossa percepção de realidade, olhar para os lados e tornar nosso ambiente coletivo melhor, através de boas trocas e melhores escolhas. Ainda temos jeito: é só não jogarmos nosso bebê junto com a água do banho.

Texto revisado
Publicado dia 27/6/2007
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Autor: Andrea Guimarães Umbuzeiro   
Psicoterapeuta – CRT/SP 21.473, Habilitada no Instrumento MBTI® I e II, Practitioner PNL, Emotologa pela Cidade do Cérebro e Trainer Coach. Diretora de RH com experiência em aplicação e desenvolvimento de treinamentos. Formação acadêmica em Comunicação Social com MBA Gestão de Pessoas.
E-mail: contato@engenhariadehabilidades.com.br | Mais artigos.

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