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Liberte o mártir que existe em você!


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Você nasce numa família. Por que nasceu nesta família? Não fui eu quem pediu, gritou você, na adolescência… Tantos problemas, tantos descasos, tanta humilhação… E você vai crescendo. Observa que o ser humano sofre. Todos em sua volta estão sofrendo. Alguns reagem com revolta, outros, com submissão.

Em algum momento, você percebe que não quer repetir mais este padrão de sofrimento. Trabalha para ser bem-sucedido. Busca relacionamentos afetivos que lhe preencham. Vai atrás de grupos espirituais. Estuda. "Não, não vou ser como eles! Eu vou dar certo!"

Mas o  tempo vai passando, e as coisas não andam como você gostaria. Sua relação não lhe faz feliz. O seu desenvolvimento profissional não é o suficiente. E a sua família continua cobrando, brigando, sofrendo… Você sofre junto.
- Não posso ser feliz, não tenho este direito.

Você se sentirá culpado caso seja feliz. E isso não pode ser. Porque você acredita que, sendo feliz, destoará de todos os outros que sofrem ao seu lado. Já não se sente pertencente, já não recebe a atenção suficiente… imagine sendo feliz, num mundo de pessoas sofredoras?

Este é o programa que está profundamente impregnado no seu sistema. O seu computador interno roda esta sina familiar. Sem você saber, dentro de você também “roda” o sofrimento, os medos e as neuras da sua mãe. E também do seu pai. Os fracassos, as mentiras, os desvios. Quem sabe você esteja conectado com o sofrimento da sua avó… Tantas crianças abortadas no seu sistema familiar… tantos filhos que perderam seus pais. Tanta gente excluída e impedida de conviver com a família. Tanta agressão e chantagem… Tanta gente que abandonou sua terra, sua vida, seus amores… Você não viveu tudo isso, mas sabe que dentro de você existe tudo isso. É muito sofrimento, e sua vida apenas não explica tanto sofrer.

Estar em paz com o sofrimento
O sofrimento, assim como qualquer energia emocional, não desaparece enquanto negamos. A pessoa que sofre, sem perceber, está negando o sofrer. Um lado do ego está totalmente apegado ao sofrimento. E outro lado, apegado à negação: não quero sofrer! Este é o jogo da mente identificada com os pesos familiares. Um jogo infantil, porém, cruel. Duas crianças tolas, brigando pela mesma bola, vivem dentro de si.

Se você quer se libertar do sofrimento, é imprescindível que se permita viver as dores do sofrer, todas elas, sem negá-las. Sem classificá-las como ruins. Caso você realmente achasse ruim, não estaria de mãos dadas com o sofrer. Sim, a dor faz parte! O sofrimento faz parte! Respire. Expire. Perceba o sofrimento seu. Perceba o sofrimento do seu pai. Perceba o sofrimento da sua mãe. E de todo o sistema familiar. Deixe eles serem como são.

Você sofrer não irá aliviar em nada o sofrimento deles. O papel de mártir só fica bem em filmes trágicos. O que o seu sistema familiar, como um todo, deseja, é que você seja feliz e se dê bem na vida. Todo organismo vivo possui a tendência de buscar a continuidade. Buscar a adaptação ao meio e gerar mais vida. A alma da sua família deseja isso de você: que você frutifique. Mesmo que seus pais sofram. Mesmo que, aparentemente, todos estejam sofrendo. Este monte de “aiais” que você ouve por aí são somente resmungos de pessoas que não têm a consciência de que o sofrimento desaparece, ao encará-lo com honestidade. Os seus “aiais” são resmungos que não aceitam as coisas como elas são, nem as pessoas como elas são. Observe. Observe até que você não aceita que não aceita. Somente observando. Eu sei, a sua vida é difícil. Sim, tens problemas! Mas eu convido você a sentar e observar.
Fique aqui. Sente-se e observe. Respire. O que é o sofrimento, se não um pensamento repetitivo dentro da cabeça? Um disco que você não para de colocar para rodar? Observe o disco, mas não aja.

Está na hora de deixar o papel de mártir. Na brincadeira da vida, existem outros papéis. Mas eu o convido também a não querer entrar em nenhum papel. Porque qualquer papel que você escolher, irá, cedo ou tarde, acionar o papel que você quis abandonar. Eu estou dizendo: não abandone nada. Chega de abandonar. Está na hora de observar o mártir dentro de si. Tornar-se amigo dele, mas tão amigo e tão confiável, que ele irá perder suas forças, e em algum momento, irá desfalecer em seus braços. Descansará em paz.
Alex Possato é terapeuta de constelação familiar sistêmica e conduz cursos de formação em constelação, em SP e Brasília



 

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Conteúdo desenvolvido por: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
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