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Ligando os pontos

Ligando os pontos

por Mirtes Carneiro
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Steve Jobs, fundador da Aplle, em um discurso para formandos da Universidade de Stanford, falou sobre ligar os pontos.
Fiquei pensando que nossa vida pode ser comparada a um jogo "Ligue os pontos".
Quando estamos jogando, temos que unir os pontos e imediatamente podemos ver o que estava invisível.
Só que em nossa vida não é tão simples assim, pelo fato de que nem todos os pontos já estão lá... eles vão sendo colocados lá por cada um de nós, de acordo com as nossas experiências. Dependendo de onde colocamos os pontos, vamos desenhando nossa história de vida.

Em PNL existe um pressuposto que diz: O mapa não é o território.
Este pressuposto se encaixa perfeitamente nesta idéia de ligar os pontos.
Imaginemos que nossa vida seja um grande território e que nosso mapa pessoal vai ser desenhado ao longo de nossa história, de acordo com o lugar onde colocamos os NOSSOS pontos. São pontos extremamente pessoais, sua colocação será determinada pelo local onde crescemos, pela época em que estamos vivendo, pelas pessoas que estão à nossa volta...

É importante frisar aqui que estes fatores que nos influenciam podem determinar onde colocaremos os pontos, ou seja, como serão feitas nossas escolhas. Mas os pontos - que isto fique claro - quem coloca é cada um de nós e não o outro. A situação, sim, nos leva a colocar pontos aqui ou ali, é a nossa melhor escolha, mas a escolha continua sendo NOSSA apesar do ambiente, do outro, do momento sócio histórico...

Voltemos, então, ao pressuposto da PNL. O mapa não é o território original, ele é demarcado por pontos. Assim,  o mapa é a representação do território, esta demarcação é individual e se constitui mapa pessoal, que será fatalmente diferente do mapa de outra pessoa, com outras escolhas, outras experiências e influências.
Se fazemos a melhor escolha para nós, podemos pensar que é uma escolha boa para o outro também, afinal, nos guiamos no mundo através de nosso mapa pessoal. E aí, vamos querer que o outro viva também o nosso mapa, e isto é impossível.

Chamamos de invasão de mapa quando queremos encaixar o outro dentro de nosso mapa ou colocar nosso mapa na vida do outro. Isto é algo comum, uma vez que vivemos sob orientação de nosso próprio mapa, é através dele que vamos fazer a leitura do mundo.
O desenho de nossa história vai sendo arranjado ao longo da vida, muitos pontos não conseguirão ser fechados, só no futuro é que talvez aquele ponto colocado naquele local faça sentido. Talvez seja por isto que os idosos gostem de contar a história de suas vidas, o panorama parece mais completo, os pontos ligados já possuem um desenho mais definido para a compreensão humana.
Steve Jobs diz em seu discurso: era impossível ligar os pontos olhando para frente quando estava na faculdade. Mas estava muito, muito claro olhando dez anos para trás depois. Novamente, você não pode ligar os pontos olhando para a frente; você apenas pode ligá-los olhando para trás. Então você tem que confiar que os pontos vão, de alguma forma, se ligar no seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa - sua força, destino, vida, carma, qualquer coisa. Isso nunca me deixou na mão, e tem feito toda a diferença na minha vida.

Isto me faz lembrar uma história sobre O bordado de Deus, que recebi por e-mail:
Quando eu era pequeno, minha mãe costumava coser muito. Eu me sentava perto dela e perguntava o que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.
Sendo eu pequeno, observava de baixo o seu trabalho, por isso eu reclamava dizendo-lhe que só via uns fios feios. Ela sorria, olhava para baixo e dizia:
- Filho, vai brincar lá fora um tempinho e quando eu tiver terminado o bordado te colocarei no meu colo e você o verá de cima.
Eu me questionava por que ela usava alguns fios escuros e por que me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Mais tarde escutava a sua voz dizendo-me:
- Filho, vem, senta no meu colo.
Eu o fazia imediatamente e me surpreendia e me emocionava ao ver a formosa flor ou o belo entardecer no bordado. Não podia acreditar; de baixo só via alguns fios enrolados. Então minha mãe me dizia:
- Meu filho, de baixo se vê confuso e desordenado, porém você não percebia que por cima havia um plano. Eu tinha um desenho formoso. Agora olha da minha posição, veja como está bonito.
Muitas vezes ao longo dos anos eu olhava para o céu dizendo:
- Pai que estás fazendo?
Ele me respondia:
- Estou bordando a tua vida.
Então eu replicava:
- Porém se vê tão confuso, é uma desordem. Os fios parecem tão escuros, porque não são mais brilhantes?
O Pai parecia dizer-me:
- Meu filho, ocupa-te do teu trabalho confiando em Mim e um dia trarei ao céu e te porei sobre meu colo e verás o plano da minha posição. Então entenderás...

(Autor desconhecido)

Pois bem, nestas histórias contadas acima podemos tirar uma grande lição, ou várias lições:
Não é possível ligar um ponto que ainda não se faz presente. Ele vai ser construído.
Talvez o ponto esteja colocado em um lugar que pareça atrapalhar, dificultar nosso desenho.
Olhando muito de perto não será possível entender o delineado e dar sentido a ele, talvez seja necessário tomar certa distância do desenho para que possamos enxergá-lo melhor, ou talvez não consigamos enxergá-lo agora.
Nosso futuro será construído com os pontos de nosso passado e de nosso presente. Hoje só é possível enxergar claro o passado e só amanhã conseguiremos enxergar bem o hoje.
Assim, estamos construindo hoje em nossas vidas o desenho que veremos amanhã.
O sentido será construído, ele não está pronto, é necessário termos paciência, seguirmos nossa intuição, usarmos nossa razão, verificarmos nossas emoções que serão os norteadores para a colocação dos pontos que irão construir nosso mapa, nosso desenho, nosso bordado.
A vida é uma obra de arte, nossas experiências são a matéria-prima para esta obra.
Nossa obra é única, pessoal e intransferível. 



P.S- Se você quiser assistir o discurso na íntegra, vale a pena!

https://video.google.com.br/videoplay?docid=7459435141264492511&hl=pt-BR#  

Texto revisado




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Atualizado em 11/12/2009

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