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Mais com menos... Parte I


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Se eu disser a vocês, que vou de casa ao centro da cidade em cinco minutos, alguém acredita? Pois eu digo que esse é o tempo que eu gasto para ir ao centro da minha cidade, óbvio que não moro em nenhuma grande cidade.
Depois de muito relutar, pensar e repensar em viver em uma cidade grande, cosmopolita, que nada deixa a desejar aos grandes centros do mundo como; Tókio, Paris, Nova York, Londres, me mudei de São Paulo capital, cidade onde nasci e que eu adoro por tudo o que já me proporcionou em todas as áreas da minha vida.

Felizmente, foi uma decisão por opção, apesar de residir em um bairro de classe média alta, onde tantos sonham em morar, com toda a comodidade e conforto, que um ser humano merece ter aqui e agora no século XXI eu não me sentia parte de tudo aquilo lá. Já não suportava sair pela manhã e ter que amargar um congestionamento, logo na primeira esquina perto de casa. Apesar de ser uma pessoa urbana tinha pavor de atravessar uma marginal lotada, para chegar ao trabalho ou em uma reunião com algum cliente, não aceitava o fato de ter que amargar uma fila aos domingos, na porta da padaria só para comprar pão e leite.

Óbvio que poucos podem dar-se ao luxo de sair de uma cidade grande e ir morar no litoral ou na montanha, em uma pequena cidade com menos de 100.000 habitantes tendo a natureza como fundo, sei muito bem que o trabalho é o principal fator para que muitos não tomem essa decisão, outro é a escola das crianças, família para cuidar do tipo mãe viúva, avó, avô, tio, tia ou algo do gênero, mas apesar de todos esses fatores contrários, eu também confesso que até os meus cinquenta anos eu jamais imaginava morar fora da capital São Paulo.

Mas quando primamos por qualidade, tranquilidade e bem-estar o universo conspira ao nosso favor. Meus amigos aqueles do tempo da juventude eu já não via mais, a vida nos separou há muito tempo, amigos recentes e, quando digo recentes, calculem aí pelo menos 10 anos, todos loucos em sua rotina desenfreada pela luta do dia-a-dia, viagens, trabalho de fim de semana que pouco nos víamos; se prestar atenção, passamos parte do nosso tempo nas grandes cidades, trancados em casa. Se pararmos para avaliar nossa vida nos grandes centros, descobrimos que somos prisioneiros dentro de um condomínio, essa é a realidade.

Mas existe o lado cultural, óbvio, um bom teatro, um cinema no domingo, um mega show, as baladas dos nossos filhos, um bom restaurante, a noite paulistana, que maravilha, eu sei disso, mas confesso, não ia mais ao teatro, para não brigar com os flanelinhas; mega show, se você não comprar ingresso com antecipação, mica com lugares péssimos; cinema, para que... se a televisão por assinatura permite que eu escolha e compre o filme e assista em casa, e não tenho que disputar vaga no estacionamento dos shoppings; baladas...já passei desse tempo, restaurantes, com os arrastões... eu nem passava na porta.

Então, pergunto a você que lado cultural resiste a isso?


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Conteúdo desenvolvido por: Nelson Sganzerla   
Uma ALMA encarnada no Planeta Terra, que busca a ascensão para a LUZ
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