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Maldição!


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Essa palavra assusta! Temos medo até mesmo de lembrar que ela existe. Sei que é um tema forte e que temos a tendência de fugirmos dele, mas gostaria que compreendessem que o melhor caminho que podemos percorrer para nos libertarmos verdadeiramente de algo que tanto tememos, é o caminho do encontro a esse algo. Neste caso, é nos colocarmos frente à maldição. Mas fique tranquilo, abra seu coração e se entregue a esta leitura, você verá que seu medo da maldição irá melhorar e isso fará com que tome reais providências para se libertar dela. É um texto longo, que agradará somente aos buscadores da verdade. Os imediatistas e preguiçosos desistirão facilmente de prosseguir na leitura. Não espere gostar deste texto, simplesmente permita que ele entre em seu coração...

É justamente o medo extremo que temos em apenas pensar em maldições e, principalmente, de constatarmos com consciência, que somos amaldiçoados, que faz com que nos esquivemos de toda e qualquer possibilidade de nos livrarmos dessa carga “maldita”. O medo dela nos afasta e nos coloca num nível de inconsciência que nos leva à superfície de nossa mente. Ao mesmo tempo, fazemos o possível para negar essa realidade e trancamos a maldição num calabouço em, nosso inconsciente, na tentativa de nos livrarmos dela. Porém, esconder a maldição dentro de nós mesmos, só faz com que ela continue ali, nos amaldiçoando e se alimentando de nossa negação e de nosso medo. Por nos sentirmos “amaldiçoados” – consciente ou inconscientemente – e por não querermos lidar com isso, acabamos nos resignando a essa condição e passamos a vida criando ilusões, criando uma vida vazia e sem sentido, com conflitos e complicações, só para que tenhamos com o que nos ocupar, alimentando a crença ilusória de que acreditamos em nosso merecimento à felicidade e de que estamos fazendo de tudo para sermos felizes.

Esta ilusão nos protege. Nós sabemos que somos amaldiçoados e que isso significa que a vida nunca irá nos sorrir, que não temos direito à luz e ao amor. Um maldito nunca pode se dar ao luxo de pertencer à luz e à vida. Ao invés de enfrentarmos a maldição para podermos questioná-la e conhecermos os motivos de sua existência, preferimos nos proteger na vida ilusória que criamos, em que vivemos no faz-de-conta que acredito que estou buscando a felicidade e que poderei ser feliz. Mas a maldição está lá, oculta, latejando o tempo todo, dizendo-nos que somos malditos e que não merecemos e jamais teremos uma vida de bem-aventurança.

Acabamos assumindo plenamente essa “realidade” e nunca sequer pensamos em mudar esse cenário. Nunca pensamos em encontrar um meio de sermos livres das maldições. Isso nos parece impossível. Uma vez amaldiçoado, assim será para toda a eternidade. Muitas vezes, carregamos a maldição como uma condição natural, vida após vida. A maldição sempre nos acompanha e, na próxima vida, lá estamos nós novamente com essa carga. Nunca nos livraremos dela, a resignação e a covardia em contestarmos essa questão e condição em nós faz com que sempre aperfeiçoemos os recursos, em cada vida, que nos garantam a negação e o máximo distanciamento possível dessa realidade. Nunca deixamos que a realidade da maldição venha à luz de nossa consciência. Tudo fica armazenado no inconsciente, bloqueado por sentinelas que o ego coloca diante de um portal que leva diretamente ao submundo sombrio de nosso inconsciente, onde estão armazenadas as condições mais horripilantes de nosso ser, principalmente, a maldição. Ela tem um lugar especial nesse local.
Os sentinelas são ali colocados, para que quando comecemos a procurar, dentro de nós, pelo autoconhecimento, os reais motivos das limitações e bloqueios de nossa vida, eles não somente façam o papel de sentinelas que nos impedirão de ultrapassar esse portal, mas também, para que possam nos assustar de maneiras variadas e possam criar situações que nos deixem em pânico, para que não ousemos entrar portal adentro. Na verdade, antes mesmo do portal e de seus sentinelas, o ego cria um monte de outras condições ameaçadoras, para que nos percamos dentro de nós mesmos e nos assustemos o suficiente para acreditarmos que “já encontramos o mal dentro de nós” e, com isso, o ego espera que possamos fugir dali, voltando à superfície com a falsa certeza de que agora sabemos porque nossa vida não flui, para que possamos dar as buscas por encerradas. Pelo conteúdo tão horrível que encontramos, nem imaginamos que, muito abaixo disso, existe esse portal que guarda coisas ainda piores dentro de nós: maldição.

Mas, se é tão horrível vivermos uma vida de sofrimento e limitações por causa das maldições e se isso, com certeza, traz muita dor até mesmo para o ego, por que o ego não quer que encontremos a realidade da maldição que carregamos? É um mistério. É impossível acreditarmos que carregamos as maldições e que o ego é tão ignorante ao ponto de preferir essa vidinha medíocre que vivemos, a ter que se libertar das maldições. Mas essa é a verdade. Apesar de ser uma condição horrível em nossa vida interna, que reflete intensamente e destrutivamente em nossa vida, esse é um trunfo que o ego tem em seu poder. Ele tem o poder sobre nós e usa isso como um instrumento de negociação e chantagem para nos manter vazios e sem questionar.

Isso ocorre de uma forma extremamente velada, é preciso muita disposição, coragem e honestidade para que possamos entrar em contato com estas verdades. Os egos imediatistas e céticos (o ceticismo e a ignorância protegem) vão desprezar estas informações, porque isto parece fantasioso demais para ser verdade. Cuidado com esta armadilha de seu ego.

Somente após termos trilhado um longo caminho na jornada da alma, atingimos um ponto de muita frustração e ficamos prestes a desistir de tudo, e começamos a sentir e a acreditar que será impossível conseguirmos mudar nossa vida, que estamos fadados a viver nessa condição para o resto de nossa vida e/ou da eternidade... Quando atingimos esta experiência é que fica muito claro que o motivo pelo qual nunca conseguimos nos sentir vitoriosos, capazes e bem sucedidos: fomos amaldiçoados.

Teremos este tipo de pensamento: “por mais que eu me empenhe em criar mudanças reais em minha vida, sinto que sempre absorvo as cargas destrutivas dos outros e suas maldições e, ao mesmo tempo, sinto que tiram todas as minhas forças e meus poderes de luz que já desenvolvi. Sinto que não tenho o direito de me sentir bem e, por isso, deixo que os outros joguem sobre mim suas maldições. Sinto também que não tenho o direito de pertencer a mim e de ter os meus dons e poderes de luz naturalmente em minhas mãos e que tenho que dar para os outros, porque sou amaldiçoado e esta condição não me permite ser portador da luz”.

Por conta destas condições, o ego tem certo poder sobre os outros. Se livramos os outros de suas “cargas malditas” e se damos para eles nossas “cargas benditas”, eles se tornam dependentes de nós e isso nos dá um falso poder sobre eles. Passamos a dominá-los e manipulá-los e “recebemos energia” em troca. Essa energia nos dá o combustível para prosseguirmos em nossa “aventura maldita”. O ego se tornou um exímio jogador dominador e adora estas aventuras. Se resolvermos a questão da maldição e se nos libertarmos dela e assumirmos nosso lugar de poder e nossos poderes de luz, a aventura acaba. O ego aprendeu a viver assim e se viciou nessa jogatina louca e alucinante. O vicio é extremo demais para ele querer pensar em se curar e abrir mão da “droga” que o alucina.

Por isso, é muito difícil constatarmos essa verdade oculta em nós, o ego usa todos os meios possíveis, para nos impedir não só de chegarmos ao portal e o adentrarmos, mas muito antes disso, para nos impedir de tomarmos consciência de que somos amaldiçoados. Quero lembrar que maldições não existem, mas aqui na dualidade, mergulhados no inconsciente coletivo, isso se torna uma grande verdade e, mais do que isso, como temos a crença na maldição, obviamente, isso cristaliza as condições criando a maldição dentro de nós. Desta forma, temos que lidar com essa pseudo-verdade ilusória, como se ela fosse a mais absoluta verdade.

Percebemos que só nos resta uma opção: enfrentarmos essa verdade. Com esta consciência e atitude, devemos prosseguir na busca por essa realização, a partir de nossa real intenção de coração. A intenção tem o poder de nos guiar e de nos trazer os recursos necessários. Quando temos a coragem de prosseguir sem nos deixar abalar pelas tentativas sabotadoras do ego, finalmente, iremos ficar frente à maldição que carregamos. Poderemos sentir medo ou pânico. Mas deveremos aceitar, pois esse pânico já nos acompanha há tanto tempo... a diferença é que estaremos em pânico com consciência e aceitação. Isto muda tudo. O alívio é imediato. Continuaremos a sentir o pânico tomando conta de nós, mas “não entraremos em pânico”. A maldição aparecerá. É impressionante como reagimos de forma calma e tranquila. O pânico passa, dando lugar a uma paz que nos fortalece e nos encoraja a lidar com sabedoria, deixando a mente de lado, agindo com o coração. Numa metáfora, se pudéssemos materializar a maldição e se a deixarmos bem perto de nós, para seguirmos nossos impulsos diante dela, para nossa surpresa, perceberemos que, ao invés de odiá-la, sentiremos certa afinidade com ela, desejaremos trazê-la para perto de nosso coração. Isto acontece nos mais profundo instinto de luz. Em nosso coração, sabemos que a maldição “não é má”, mas um recurso que carregamos como um ajustador de nossas potencialidades. Conseguiremos abraçar a maldição e sentir que ela não é “nem boa nem má”, ela simplesmente é um ajustador.

E para que precisamos de ajustadores? Para que possamos desenvolver nossos dons e nossos poderes de luz, sem cairmos no abuso de poder, na tirania e autoritarismo. É preciso criarmos em nós uma condição confiável, para que possamos comportar tantos poderes, principalmente quando temos consciência de nossa missão para o Todo. Sempre que crescemos em nossos poderes internos, o ego tem a tendência de querer usar os poderes para dominar os outros. Quando ele se excede, a maldição dá o limite. Algo em nós nos diz: “você não pode ter todo esse poder, você é um ser amaldiçoado”. Imediatamente, largamos o poder. E ficamos “sem”, até que novamente tenhamos mais poderes, em novos níveis, com o ego dominando, para novamente o ajustador chamado maldição nos dê limites.

Ao compreendermos tudo isto e aceitarmos que precisamos passar por vários ajustes até que tenhamos sabedoria e discernimento suficientes para usarmos nossos poderes de forma saudável, começamos então a cuidar da maldição. Ela ainda existe e ainda tem a finalidade de nos fazer sentir amaldiçoados e sem direito à luz. Dependendo da maneira como escolhermos lidar com a maldição, as condições e reações se modificarão. Se escolhermos aceitar e acolher a maldição, ela irá se dissipando e haverá um recurso – como um tratamento – para que a maldição seja “desintegrada” aos poucos, ao mesmo tempo em que será retirado, da nossa maldição, toda a carga de maldição dos demais, devolvendo a cada um a maldição que lhe pertence. Porém, acostumamos os outros a se livrarem de suas maldições e males, descarregando-os sobre nós, deixando-os mais leves e livres, ao mesmo tempo em que deixamos que nos tirassem nossos poderes de luz, nos deixando sem recursos para nosso sucesso, onde eles, mais livres, puderam usar nossos poderes de luz, para criarem e realizarem suas vidas, muitas vezes vivendo “os nossos sonhos”, justamente por estarem com nossas capacidades e potenciais para tal. Por estarem acostumados a isso, vão querer prosseguir nesse jogo de egos. Não será fácil suportarmos a contrariedade e a fúria dos outros. Mas estaremos determinados e fortalecidos o suficiente para nos mantermos firmes em nosso propósito, mesmo com seus ataques.

Eles se tornarão - na dinâmica oculta -, bestas-feras querendo nos devorar. Com nossa força interior, apesar de sentirmos o baque de suas investidas furiosas – energética e psiquicamente -, nos sentiremos dentro de uma poderosa redoma de luz, dentro da qual continuaremos a lidar com a nossa maldição, nos curando do apego a ela, para permitirmos que ela realmente deixe de existir. Antes disto poder acontecer, iremos lidar com a maldição nos dissociando dela, colocando-a um pouco à parte de nós, para interagirmos com ela, sem que ela tenha tanto “poder maldito” sobre nós. Ao ser reconhecida e aceita, a maldição começa a se deixar curar. Tudo é um processo e não acontecerá num passe de mágica. A tomada de consciência, a aceitação, a intenção firme em enfrentarmos a maldição e a perseverança, serão os instrumentos fundamentais e iniciais para começarmos esse caminho: o caminho da liberdade.

Depois disso, teremos que lidar com a própria liberdade... Quem somos nós, quando somos livres e brilhantes!! Do que vamos “brincar”, se os outros não atingiram este ponto, este nível de consciência? O que faremos com a solidão que sentiremos, pois são poucos os que conseguem ser corajosos e perseverantes o suficiente para chegar a este ponto? Muitos desistem facilmente durante a jornada, porque é difícil demais, a preguiça não os deixa prosseguir, não há certezas, não há planos, planejamentos e mapas que indiquem que este é um caminho válido. Os que desistem e só ficam reclamando da “má sorte”, sofrerão muito, pois se chegaram ao ponto de estarem próximos desta constatação da maldição e, principalmente, se já chegaram ao confronto com ela, a própria consciência que assumiram fará com que sintam muita dor. É um caminho sem volta, mesmo que o ego faça de tudo para os tirar dele. A dor vem desta resistência e teimosia do ego.

Se você não quer estar na lista do preguiçosos e amaldiçoados pela eternidade, aproveite este divino influxo de luz que estamos recebendo do Cosmos justamente como um amoroso recurso de cura, para nos impulsionarem a lidarmos e nos livrarmos de nossas maldições que, um dia, serviram a um propósito: de ajustadores da luz, mas que agora não tem mais função para aqueles que realmente estão despertando e estão determinados a prosseguir na luz.

Não é um caminho fácil, quando reclamamos muito e fazemos quase nada de verdade para transcendermos nossas limitações. Mas se torna um caminho mais simples e mais fácil, quando estamos empenhados em fazer muito, fazer o possível, dentro de todas as aparentes e poderosas impossibilidades. Isto não é para os covardes e preguiçosos, mas para os que se empoderam de suas forças e estão de verdade dispostos a avançar. A jornada é agradável quando compreendemos a vida neste nível mais elevado de consciência.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial transcendente. Desenvolvi a Terapia Transcendente, que objetiva conduzir à Cura Real. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas em inúmeras dimensôes. Acesso as multidimensionalidades Estelares. Trago Verdades Sagradas.
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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