MANIFESTO DA FIDELIDADE À CONSCIÊNCIA

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Autor Dalton Campos Roque

Assunto Espiritualidade
Atualizado em 1/11/2026 3:41:11 PM





Não vou me render.

Não vou suavizar o que é profundo para caber em feed.
Não vou banalizar o que é sério para gerar engajamento.
Não vou transformar lucidez em espetáculo, nem consciência em produto de prateleira emocional.

Não escrevo para agradar massas, escrevo para sustentar sentido.

Recuso conscientemente a lógica das banalidades digitais, das curiosidades vazias, das fofocas espirituais, das frases de efeito ocas, dos truques de copywriting desesperados por cliques, curtidas, seguidores e monetização. Não me interessa sedar consciências com açúcar retórico nem alimentar egos carentes com promessas fáceis. Não faço espiritualidade "amigável", faço espiritualidade responsável.

A profundidade tem um custo.
E eu aceito pagar.

Pago com silêncio externo.
Pago com incompreensão.
Pago com afastamento.
Pago com a ausência de aplausos.

Não negocio cosmoética.
Não negocio rigor.
Não negocio discernimento.

Enquanto muitos adaptam o discurso ao algoritmo, eu adapto a vida ao que considero verdadeiro. Enquanto muitos disputam atenção em arenas de polarização religiosa e política, eu escolho sobrevoar a dissonância cognitiva coletiva, não por arrogância, mas por higiene consciencial. Não me alinho a bandos, não milito por crenças, não preciso de inimigos imaginários para justificar minha identidade.

Vejo com clareza o cenário: vidas sem propósito, patinando no vazio, anestesiadas por narrativas prontas, consumindo indignação como entretenimento, chamando revolta de lucidez e ressentimento de consciência crítica. Vejo a tristeza disfarçada de ironia, a solidão travestida de opinião forte, o medo mascarado de certeza absoluta.

E escolho distância.

Tenho prazer na distância.
Distância do ruído.
Distância da mediocridade emocional coletiva.
Distância da pressa histérica por pertencimento.

Não busco seguidores, busco coerência.
Não busco aprovação, busco alinhamento.
Não busco ser lembrado, busco ser íntegro.

Se ao final da vida eu tiver poucos leitores, mas lúcidos, já foi suficiente.
Se eu morrer esquecido pelas massas impensantes, mas fiel ao que sustentei, está pago.
Se minha obra for densa demais para o consumo rápido, melhor assim. Consciência não foi feita para ser rolada com o dedo.

Não escrevo para consolar, escrevo para despertar.
Não escrevo para agradar, escrevo para confrontar com elegância.
Não escrevo para salvar ninguém, escrevo para quem já percebeu que precisa assumir a própria responsabilidade evolutiva.

Este não é um texto de revolta.
É um texto de posição.

E posição, quando é consciencial, não grita, não implora, não seduz.
Ela simplesmente permanece.

Até o fim da vida.


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Autor Dalton Campos Roque   
Médium, projetor astral consciente, sensitivo, escritor e editor consciencial, autor de dezenas de obras espiritualistas. Eng. Civil e Professor de Informática (aposentado), pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia, e em Educação em Valores Humanos (linha de Sathya Sai baba). @Consciencial YT: @DaltonRoque
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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