Meditação: o Alimento do Pensamento
Autor Florencio Antonio Lopes
Assunto EspiritualidadeAtualizado em 9/16/2026 3:59:08 PM

Aquilo que pensamos é uma meditação, e a meditação traz muita confusão.
No livro "Magia Prática", que li há alguns anos, consta: "Você já refletiu sobre as numerosas transformações pelas quais passa uma partícula de alimento antes de tornar-se parte integrante do organismo?"
Ora, a analogia nos ensina que a sensação, que, em suma, nada mais é do que o alimento do ser psíquico, também deve sofrer sérias transformações antes de sua completa assimilação.
O trabalho psíquico pode ser considerado sob três pontos de vista gerais:
1. Filtração das sensações pelos órgãos dos sentidos e condensação desse trabalho para produzir as ideias;
2. Fixação das ideias;
3. Digestão das ideias, que constitui a origem do pensamento.
Os órgãos dos sentidos representam, para a sensação, o que a boca, o estômago e o intestino representam para os alimentos: órgãos de separação e de primeira transformação.
Essas ideias, uma vez produzidas, são análogas ao quilo e condensadas na memória, assim como o quilo é condensado, em grande parte, no fígado.
Chardel definiu a memória como uma reação da inteligência sobre a sensibilidade; os fenômenos da dupla consciência e do hipnotismo dão um singular apoio a essa definição.
Mas aí se detém o trabalho do homem impulsivo, do homem rude, do homem reflexo, cujo tipo ideal é o funcionário público: meticuloso, rotineiro e sem iniciativa. Em compensação, começa a ação do magista, que considera a memória, tão cara aos pedagogos atuais, uma faculdade puramente passiva.
Quando o quilo é condensado no fígado, sua evolução ainda não terminou: a circulação apodera-se novamente dele e o arrasta até os pulmões, onde, segundo Luiz Lucas, corroborado pelos modernos histologistas, certos glóbulos brancos se transformam em glóbulos vermelhos.
Ora, na circulação psíquica, a esse primeiro trabalho, ainda rudimentar, sucede outro, muito mais complicado: o da digestão das ideias produzidas e armazenadas. À ação daquele que sente sucede a ação daquele que pensa, ação muito mais elevada e à qual somente alguns seres humanos chegam. "Ter ideias" é sentir; "ter pensamentos" é criar, disse Faber d'Oliver.
A meditação é o exercício do pensamento e a origem do desenvolvimento das faculdades latentes do homem, inclusive o dom da profecia e do êxtase.
Posso ainda orientar que, para meditar, devemos estar com a higiene corporal em ordem, não estar com o estômago cheio nem vazio, procurar um lugar calmo e silencioso e nos elevar para a meditação. Boa meditação. (Mestre Espiritualista Florêncio Antonio Lopes)
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Autor Florencio Antonio Lopes Florêncio Antonio Lopes, nos seus 88 anos de vida, faleceu em 06/09/2024, foi fundador da religião espiritualista Amor Entre os Povos. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Espiritualidade clicando aqui. |









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