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Meu ente querido faleceu: para onde será que ele foi?


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Muitas pessoas acreditam que seus entes queridos continuam vivos, em algum lugar. E isso é importante para fortalecer a crença que a vida continua, e que o reencontro poderá acontecer algum dia, pois quem morre é o corpo físico, pois somos seres imortais. Mas, para onde será que eles foram? Será que estão bem? Será que estão sofrendo? Como reagirão ao descobrir que estão desligados do corpo físico?

Isto depende de suas crenças, da sua consciência, dos seus atos e hábitos.
Ideias pré-concebidas, sobre o que nos espera do outro lado da vida material, fazem parte do consciente ou do inconsciente de muita gente. Há quem pense que dormirá o sono eterno até o dia do juízo final. Há quem acredita que serão julgados em um tribunal pelos erros que cometeram, outros que encontrarão o paraíso habitado por anjos. Poderão tanto se surpreender, por se deparar com algo melhor que esperavam, como se desiludir (ou até mesmo se revoltar) ao perceberem que não era do jeito que acreditavam.

Qual é o verdadeiro papel da religião diante da vida e da morte? Crer em um Deus punitivo ou em um Deus amoroso faz muita diferença neste momento de transição.
No livro “Viagem de uma alma” (RICHELIEU, 1972), um mestre hindu comenta que “uma grande massa religiosa” conhece os ensinamentos de Jesus, de Buda, de Krishna e de Maomé, mas não os praticam, não os vivenciam. Eles ensinaram sobre a paz interior, fazer o bem sem saber a quem e sobre a imortalidade.

Pessoas materialistas sofrem mais “do lado de lá”. Ficarão desiludidas ao perceberem que títulos honorários e influências políticas nada valem, quando notarem que o cartão de crédito nada poderá comprar, nem o lugar à “direita de São Pedro”, nem um “terreno no céu”.

Se foi um bom cristão, somente “da boca pra fora”, e acreditar que irá para o paraíso encontrar Jesus, pode ser que se decepcione seriamente, pois “fora da caridade não há salvação”! Se foi uma pessoa de bom coração, benevolente, honesta, de bem com a vida, irá para um bom lugar e será rodeada por gente do bem, porque é assim que ela vive aqui, mesmo que não tenha religião. Portanto, conforme as crenças e a personalidade de cada indivíduo há aqueles que:

• Consideram que a morte é o fim de tudo, e que tudo se acabou. Alguns destes acreditam que ficarão no cemitério, dormindo, à espera do despertar pelos anjos no dia da ressurreição;

• Percebem que estão vivos, mas, não aceitam a morte. Revoltados, recusam ajuda dos auxiliares invisíveis e parentes. Não querem deixar o corpo físico, seu “rico dinheirinho”, seus desejos de vingança. E, por gerarem esta energia densa, são atraídos pela lei da gravidade a ficarão próximos à matéria, “presos” ao passado, até transmutarem sua forma de pensar;

  • Não entendem o que aconteceu, porque continuam respirando. Por medo, ficam perto do antigo corpo ou de casa mas, depois de algumas visitas de familiares já desencarnados, mais esclarecidos, acabam aceitando o auxílio dos socorristas, e serão levados para tratamento nos postos de socorro espirituais ou em algumas das milhares colônias espirituais que existe na Terra ou fora dela;

  • Deixam o corpo físico e ficam vagando desnorteados, culpando-se pelo que mal que fizeram, ou pelo bem que não fizeram, e ficam se remoendo de remorso, deprimidos, recusando ajuda. Se foram dependentes químicos, ficaram assediando jovens e adultos, estimulam o uso da bebida, do fumo e de outras drogas para alimentar seus vícios;

  • Aprendem a tirar vantagem da situação, de serem invisíveis e, por serem zombeteiros, divertem-se assustando as pessoas, criando intrigas nas relações familiares e profissionais;

  •  Deixam o corpo físico, auxiliados por espíritos trevosos, com quem já mantinham sintonia, em função do crime organizado, da corrupção, do tráfico, da maldade, e vivem em zonas umbralinas;

  • Entendem que desencarnaram, aceitam ajuda dos socorristas, e aos poucos vão se libertando dos apegos e se adaptando à vida espiritual, demonstrando interesse para estudar, trabalhar e ser útil;

  • Aceitam a passagem com naturalidade porque não tem apego ao corpo físico nem aos bens materiais; ajudam no seu próprio desligamento, despedem-se dos entes queridos sabendo que em breve se encontrarão, e seguem na luz, para colônias espirituais mais evoluídas.

A crença “na vida além da vida” não exige conversão para nenhuma seita ou religião. Perguntaram a Chico Xavier como morrer com tranquilidade, durante o programa de televisão da extinta TV Tupi, em 1971, denominado “Pinga-Fogo”. Ele respondeu que a morte suave, do ponto de vista da continuidade da paz para além desta vida, se deve à consciência tranquila, mas, “se adquirirmos complexos de culpa, estaremos criando cadeias que nos aprisionam a processos de vida inferior (GOMES, 2010 - pág. 194).

Pessoas que possuem a mente aberta, terão mais facilidade para se adaptar à vida espiritual, como nos conta o escritor Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987), no livro “Faz Parte do meu show”, psicografia de Robson Pinheiro (2010 - p. 66 e 67):
“A morte seria um tédio caso não houvesse vida. Seria uma negação, caso não houvesse nada após a sepultura. Imagine eu, acostumado a trabalhar, produzir intelectualmente, obrigado a ficar ali, parado  indefinidamente. O corpo inerte na fria tumba, deitado, esperando a voracidade dos vermes. Sem pensar, sem produzir, sem ao menos ver as horas passarem. Aguardar o famigerado juízo final? E para quê? Ser enviado a um céu de desocupados, que estacionaram no pior retrato de mau gosto do Olimpo e não aprenderam a tocar um instrumento mais emocionante que a harpa? Ou para ser despachado em direção ao inferno, onde o decorador errou na quantidade de vermelho e os homens ainda por cima possuem rabo? … Mas, a morte, para minha paz, não é assim”.

Nesta fase de pandemia, tenho visto, pela clarividência, enquanto medito e faço vibrações pelo bem de todos, que inúmeras pessoas desencarnadas pelo COVID 19 se encontram adormecidas, em macas hospitalares, acolhidas em bonitos postos de socorro espirituais,sobre hospitais, cemitérios e outras localidades, todas sendo muito bem tratadas e amparadas. Muitas já despertaram, e seguiram com os socorristas, e/ou entes queridos mais experientes, para repor as energias perdidas com a doença, para desintoxicar o corpo espiritual dos medicamentos e aprenderem a se readaptar à vida espiritual, de onde viemos. Que este singelo texto possa ajudar amenizar a angústia das pessoas enlutadas.Saúde e paz, fé, esperança e perseverança no bem!

Iris R. Fernandes Poffo (bióloga e terapeuta ecossistêmica) – SP. 03.05.2020.

Fontes:

Pinga – Fogo com Chico Xavier. Saulo Gomes (org.). Editora Intervidas. Catanduva/SP. 272 pp. 2010

Faz parte do meu show. Pelo espírito Ângelo Inácio. Psicografia de Robson Pinheiro. 2ª edição. Casa dos Espíritos Editora. Contagem, MG. 181 pp. 2004.

A viagem de uma alma. Peter Richelieu. Traduzido pela Editora Pensamento. SP/SP. 197 pp. 1972.

Sugiro ler artigos e livros
Florilegio Consciencial - Wagner Borges, Nosso Lar - Chico Xavier, Luís Sergio, e Violetas na Janela - Patrícia -  entre outros autores, assim como os artigos que escrevi aqui no STUM, e o livro "Passagens entre mundos entrelaçados" que trazem mais esclarecimentos sobre o assunto.
Texto Revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
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