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Na hora da despedida

Na hora da despedida

por Adriana Garibaldi
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É muito doloroso nos separarmos daqueles que amamos, seja em consequência da morte, ou de outra forma de finalização.

Quando vínculos de afeto são criados, esses mesmos vínculos carregam em si mesmos a impermanência, comum a todas as realidades da vida na matéria.

O caminho dos sentimentos é muito profundo. Como se adentrássemos num terreno do qual dificilmente sairemos, sem antes nos termos transformado de alguma maneira.
Saber que tudo passará um dia, as alegrias, as uniões felizes, as doces emoções do convívio, deixa-nos tristes. Mas isso é inevitável e natural.

Todos buscamos a eternidade das relações de afeto, mas sabemos que na vida somente a essência do amor é eterna e nunca a experiência de amar.
A experiência muda de forma, move-se, agita-se em uma ou outra direção, por meio das inúmeras contingências que às vezes podem nos separar daqueles que amamos, e a morte é uma delas.

É como se atravessássemos oceanos imensos sempre em busca de um novo porto, carregando conosco a dor dessas separações no íntimo do  coração.
A saudade de termos pertencido a um lugar de aconchego, que já não existe, confere, ao amor e à morte, uma espécie de doçura e de amargor ao mesmo tempo.

No entanto, mesmo que as experiências sempre sejam passageiras, a transcendência do amor permanece em nós, reverberando em nosso íntimo para sempre.

Sofremos por já termos perdido alguém que amamos ou por temermos perdê-lo, simplesmente porque as pessoas muitas vezes se tornam muito importantes para nós, e somente a fé na eternidade da vida pode nos confortar à frente das horas difíceis da despedida.

Quando a experiência da morte passar por nós, ela será qual rajada de vento levando tudo embora, até aquilo que não desejaríamos que fosse levado: as nossas esperanças e alegria de viver.

Contudo, quando o luto acabar e o amor se tornar saudade, a nossa alma nos obrigará a cultivarmos no coração a confiança na vida e a fé de vir a ter mais uma, ou muitas vezes, a oportunidade de nos reencontrar, dilatando esse nosso vínculo de  amor ao infinito.

Num vai e vem que se move entre o júbilo do reencontro e a tristeza da ausência, e dela para a alegria de nos reunir de novo numa nova paisagem, pela magia da vida que nunca morre, movendo-se ao encalço de vidas sucessivas na eternidade espiritual.
 
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Atualizado em 17/05/2020

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