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Na intensidade da consciência


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Viver na intensidade da consciência  é muito diferente que viver na intensa busca da personalidade, na frenética demanda da mente.

Buscamos, por meio das indagações da personalidade, apaziguar o desejo. Mas isso não é possível porque a personalidade é movida pelos desejos humanos.

A consciência constitui a fonte primordial da profundidade do ser, onde o espírito opera. Sem fronteiras nem intenções humanas, pode revelar sua grandeza original.

A sagacidade da mente é limitada pela própria impermanência. Enquanto a atividade do espírito representa uma força alquímica capaz de transformar uma vida inteira através da raiz dos princípios.

Viver no mundo da matéria e suas leis nos faz vulneráveis ao medo, que não  é mais que a constatação da própria morte. Nele, sentimos como se tudo estivesse desmoronando a cada passo, como se cada movimento estivesse por si só, derrubando as construções levantadas pela personalidade.

Nossa vida assemelha-se àqueles filmes de catástrofe, onde a personagem corre, enquanto as edificações se desmoronam no fundo da cena.
É a sensação que temos, nos processos transformadores da vida.

Todo passado, seja passado distante ou  recente, vai sendo demolido a cada passo e isso nos provoca grande aflição.
Vemos que as próprias memórias já começam a perder seu brilho e consistência, apagando-se das lembranças pouco a pouco por imposição do tempo.
Vemos o futuro à nossa frente, contudo, tanto quanto o passado é igualmente impreciso.

Não podemos nos aferrar a coisa alguma, ao constatarmos que tudo passa, nos experiências da vida e no mundo das formas.

Vínculos desmoronam, afeições se acabam, como se nunca, de fato, tivessem existido. Se olharmos para trás surge a saudade e uma tristeza imensa visita-nos o coração. Se olharmos para frente, surge a ansiedade, o medo, a dúvida.

Inseridos num grande palco, encenamos uma peça de teatro, sabendo, de antemão, que ela vai findar ao baixar das cortinas.
Como se um enorme ponto de interrogação surgisse no meio do caminho que se abre ao futuro.

Sabemos que a consciência é eterna, que somos essa consciência na eternidade do espírito.
Mas, mesmo conhecendo tudo isso, não somos capazes de nos sentir confortáveis.

Buscamos intensamente adquirirmos poder, bens materiais, afeições permanentes, negando-nos a conceber a transitoriedade de tudo que existe.
Nos aferramos à ilusão, porque a realidade da nossa condição de eternidade parece manter-se num plano por demais impreciso.
Até nosso corpo, dia a dia, está se movendo para a sua própria desintegração, sem nem sequer percebermos isso. Que a morte é um processo constante.
Uma grande dor compartilhada por todos, na qual, todos como humanidade, participamos.

Qual é o preço que somos capazes de pagar para alcançarmos a felicidade?
Provavelmente, trocaríamos um mar de conquistas por uma gota de contentamento ou de amor verdadeiro.

Qual o preço que somos capazes de pagar para sermos felizes ao menos por um dia?
Parece que a relação que se estabelece com a vida é da barganha, mas em realidade não pode ser.
Porque a felicidade não tem preço nem pode ser adquirida por médio das moedas de troca que servem ao mundo.

Todos desejamos voltar para casa. Para a nossa casa espiritual. Onde a destruição não exista, onde a dor não exista.

A fé pode nos ajudar, de certa forma, a suportar o tempo das incertezas. No entanto, precisamos buscar um lugar estável de firmeza emocional onde nos resguardar das intempéries da amargura. Um lugar além da ilusões em que nos movemos.

Constatando o nosso desespero e a nossa angústia, vemo-nos como borboletas aprisionadas num frasco de geleia. Batendo as asas sem sairmos do lugar. Parece paradoxal, mas temos a condição de nos liberar da geleia e do frasco, ao compreendermos, que, além de frágeis borboletas somos também, observadores do processo do drama, percebendo que, no observar, está a saída, o deslocamento para um plano de consciência desperta. Para o plano do espírito ao que igualmente pertencemos.

A meditação nos proporciona este nosso deslocamento para um ângulo singular, onde todo é observado.
Um plano onde nosso Eu Superior, os Mestres, o Buda e onde a própria Divindade reside.

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Conteúdo desenvolvido por: Adriana Garibaldi   
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