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Nosso encontro

por Claudia Gomes

Publicado dia 6/11/2020 em Espiritualidade

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Naquele dia, sentia um maior nervosismo.

Questões do trabalho, a rotina restrita e remota dentro de casa, consumia minha criatividade e vontade.

Chegou a hora da meditação habitual e, mais uma vez, minha mente aflita não conseguia organizar-se para estabelecer um clima interno mas tranquilo.

Chateado, fiz um apelo para aqueles que estão sempre conosco.

Fechei meus olhos, iniciei mentalmente uma súplica, quando instantaneamente me abraçaram e dentro de mim senti o silêncio acolhedor do amor.

Fui novamente para o seu lugar sagrado, às margens do rio, sobre as pedras, nos sentamos, eu ainda em silêncio. Observei aquele lugar, uma emoção sempre me invade, não me recordo, nesses dias por aqui, quais acontecimentos me levaram a identificar aquele lugar como sagrado e os sentimentos que despertam.

Ali, não existem preocupações, apenas a confiança plena, que transborda minha existência, no Senhor da Vida e Pai de todos os filhos.

Novamente me pede para ter calma e alegria.

Choro... um choro de alívio... a visão daquele rio e sua existência desde todos os tempos, me tranquiliza.

Ainda conversando comigo e sorrindo, segura minhas mãos e diz que tem mais uma surpresa para mim.

Levantamos, passa as mãos pelo meu rosto com carinho e aponta um caminho e diz: não irei com você, suba por ali e sua surpresa o espera.

Abraçamo-nos, não foi uma despedida, todas as emoções daquele lugar eram de reencontro.

Chorei... me desculpei, mais não conseguia controlar as lágrimas de alegria, alívio, gratidão, amor, que desciam pelo meu rosto.

Subi a pequena trilha sozinho e logo vi você. Parei, fiquei imóvel, sentia uma saudade tão grande de você e não sabia. Sua presença era o que me faltava e eu mais uma vez não sabia...

O pertencimento a você me fez correr para seus braços. O seu cheiro de todas as matas, sua roupa perfeita, seus olhos que em cima de mim, sabiam quanto eu o amava. Minha mente nublada, ainda questionou quem era você, mas inundado pela sua presença, cedi ao único sentimento verdadeiro daquele instante, o amor e a saudade que sentia.

Não sei o seu nome, olhei para os seus olhos e senti que já tinha feito isso muitas vezes, recorrido à sua sabedoria nos meus momentos de aflição.

Tantas vezes e hoje, neste tempo, estamos separados, mas o seu amor me guia e me fortalece no caminho para o grande encontro com todos.

Abri meus olhos, o rosto molhado, ainda sentia o vento que refrescava minhas lágrimas e de longe mexia seu cabelo.

Fiquei em paz, agradecido pela oportunidade de estar com quem nos ama há muito tempo... além do tempo...

Obrigado, querido Irmão, pelos seus olhos sobre mim.

A saudade que senti ainda ficou comigo por alguns dias, mas o encontro com você ficará para sempre aqui nessas terras, como o carinho que trouxe tranquilidade e a lembrança do que realmente somos e a quem verdadeiramente seguimos.

Com saudade e alegria.

Texto Revisado

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Sobre o Autor: Claudia Gomes   
Claudia Gomes é Jornalista, Locutora e Escritora. Aprendendo com a Espiritualidade a alegria de viver por essas terras.
E-mail: [email protected]
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