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Nossos dons

por Teresa Cristina Pascotto
Nossos dons

Publicado dia 20/9/2012 em Espiritualidade

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O ego adora a ideia de ter dons! Ao perceber que carregamos dons, ele assume o poder sobre eles, na tentativa de se colocar em posição de superioridade, para se vangloriar, tirar proveito do mundo, para utilizar os dons em seu próprio beneficio de forma mesquinha e ignorante, e para se sobrepor aos outros. Jamais ele intenciona utilizar nossos dons para os fins para os quais nossa alma os trouxe: como recursos divinos de força e poder para a nossa experiência terrena. Nossos dons se manifestam em nossa infância de forma espontânea, vamos utilizando-os sem termos a consciência de que são dons, são recursos totalmente naturais, são o que são, poderes da alma. Porém, como o ego distorce a realidade e se sente em perigo diante das situações de vida, ele acredita que precisa criar estratégias para sobreviver, e se dá conta de que esses dons são poderes preciosos que ele pode usar para se defender e manipular o mundo. O ego distorce totalmente as funções originais de nossos dons e os utiliza de forma inadequada, perigosa e sem grande expressão, porém, ainda assim, são dons que têm força e poder. Determinados dons ele tenta "esconder" (sem muito êxito), por perceber que eles parecem ter "vontade própria", nos conduzindo ao caminho da alma, expressando-se de forma divina, e sobre os quais o ego não tem nenhum poder. Alguns dons o ego não conhece.

A maioria das pessoas não tem consciência de seus dons. Utiliza-os durante sua vida, mas nunca se dá conta de que suas experiências de vida se baseiam no uso de seus dons. A total ou parcial inconsciência é providenciada pelo ego, pois sabe que se tomarmos consciência dos nossos dons, nossa alma irá reivindicar a posse sobre eles. Nossos dons pertencem à alma e não ao ego, ele os "roubou" dela, portanto, é um direito natural de nossa alma ter os dons novamente em seu poder, para que ela possa se expressar e utilizá-los para cumprir sua missão de vida.

Dons nas mãos do ego não são dons verdadeiros, em sua essência, são apenas vislumbres de dons, sem muita expressão, e isso é bom, pois assim o ego não tem tanto poder. Sabendo que o ego iria interceptar os poderes da alma, nosso espírito escolheu a família "adequada" com a qual deveríamos viver, pois sabia que essa família iria nos interditar, "roubar", anular, enfim, seria o bloqueio que o ego precisaria para não abusar do poder que os "dons da alma" poderiam lhe trazer. Os impulsos do ego, movidos pelos conteúdos destrutivos que carregamos em nosso inconsciente, poderiam trazer consequências muito perigosas para todos, se tivéssemos o poder pleno desses dons. Para sobreviver aos perigos que o ego encontra em nosso ambiente familiar, ele criou dinâmicas que se transformaram em verdadeiras prisões. Por mais que o ego "se ache" o senhor poderoso, o mais sábio e capacitado de todos os seres, ele não pode usar todos esses poderes de "super-herói", pois nossos pais ou responsáveis por nós não lhe permitem - seja por autoritarismo, tirania, inveja, disputa de poder, raiva, ou vingança -, eles se transformam em amarras e bloqueios que interditam o poder destrutivo do ego, principalmente quando em posse de nossos dons.

Essa é uma rica experiência, pois nos traz sentimentos de inferioridade, incapacidade e impotência, pois apesar de nos sentirmos "poderosos", não conseguimos mudar nossa realidade e sempre temos a sensação de fracasso. Esses sentimentos são bons, pois vão aplacando a sede de poder do ego, que tem tanta vontade de provar sua superioridade ao mundo,  para que ele vá percebendo que, apesar de ter dons maravilhosos, ainda assim não consegue utilizá-los totalmente. Todo o esforço que o ego empreende, na tentativa de se sobrepor aos outros, gera muito desgaste, enfraquecimento, desilusão, desesperança. E isso é bom, pois é somente o ego que enfraquece. Quando ele finalmente se sente fracassado e incapaz, e "desiste", é o momento em que as interdições podem ser retiradas verdadeiramente de nós.

Quando nos empenhamos no caminho da autotransformação, limpando e nos libertando nossas amarras, mas ainda assim, nos sentimos presos e impotentes, é justamente porque ainda não estamos suficientemente prontos, conscientes e responsáveis, para podermos estar totalmente livres, assumindo a posse plena de nossos dons, pois somente quando o ego chega a esse ponto de desespero é que ele consegue reconhecer que não têm direitos nem poder sobre nossos dons e que, com dons escondidos ou utilizados por ele de forma errônea, nossa vida vive estagnada; ele começa a compreender que libertando nossa alma da prisão na qual ele mesmo a mantém e devolvendo a ela todos os dons que são seus de direito divino, somente então nossa vida poderá ser repleta de realizações.

Aqui tomamos consciência de que nunca reconhecemos, aceitamos e assumimos nossos dons verdadeiramente, sentimos que, na verdade, temos certo medo e aversão aos nossos dons, quando eles estão livres nas mãos da nossa alma. Gostávamos dos dons porque eles nunca vibravam com o poder da alma e nem eram utilizados em sua plenitude, mas quando sentimos a força e o poder de nossa alma, se manifestando em nossos dons, livres do ego, as sensações, a princípio, não são agradáveis. Percebemos então, que fugimos da responsabilidade do "uso correto" e consciente dos dons divinos que nossa alma trouxe para o cumprimento de nossa missão. Precisamos perceber e sentir essa verdade, pois somente conscientes disso é que poderemos finalmente abrir nosso coração para que nossos dons possam ser acolhidos, aceitos e assumidos, com a propriedade e firmeza de nossa alma.

Assim que conseguimos aceitar verdadeiramente os dons, sem o ego influenciando, as sensações acontecerão num misto de felicidade, prazer e paz, e, ao mesmo tempo, de medo, angústia, confusão e estranheza. Vamos passar por isso, pois parte de nós está em pura conexão com nossa alma, mas outra parte de nós, aquela que por muito tempo acreditou que os caminhos da alma são perigosos, estará sofrendo, pois agora sabe que não poderá fugir ao seu destino, que é se colocar nas mãos sábias de nossa alma. A parte que sofre precisa ser acolhida e aceita, como uma criança que tem medo de "bicho-papão", pois ela acredita que ele existe. Essa parte de nós acredita que nossos dons na pureza da alma, são o verdadeiro "bicho-papão" de nossa vida, do qual sempre fugimos. O ego fez de tudo para nos fazer temer esses dons puros, fazendo-nos acreditar que eles sim eram o real perigo e que, nas suas mãos ignorantes, esses dons seriam nosso poder e glória; essa parte desequilibrada de nós precisa ser agora acolhida e compreendida em seus medos ilusórios, para que, sentindo-se amparada, comece a olhar para os nossos dons em posse de nossa alma e perceber que são uma força luminosa e intensa com a qual ainda não sabemos lidar plenamente. Assim, aos poucos, começamos a integrar nossos dons ao nosso coração, mesmo que ainda tenhamos medo e dúvidas sobre o significado real da expressão máxima desses dons divinos, sobre os quais não temos nenhum poder, mas para os quais precisamos apenas nos abrir e nos entregar, para que eles voltem a fluir e acontecer espontânea e naturalmente, e cumpram seu papel, em nosso benefício e em benefício do TODO!

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Sobre o Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real.
E-mail: [email protected]
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