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O espaço ilimitado do ser: Liberte-se das cercas internas

por Ramy Arany

Publicado dia 2/4/2009 em Espiritualidade

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Há algum tempo atrás, no Instituto KVT, eu estava ministrando um workshop sobre a consciência gestadora e tive uma inspiração que veio em forma de uma história, que na sua simplicidade, trouxe a mim e aos participantes, uma maior compreensão sobre a questão da limitação interna. Resolvi, então, compartilhá-la com os amigos que costumam ler os artigos que escrevo e, assim, poder colaborar com algumas idéias que auxiliem para a libertação das cercas internas. Peço então, que você se permita à imaginação durante a leitura e se deixe ser conduzido para vivenciar esta história.

“Havia um fazendeiro que era dono de uma fazenda linda e preenchida pela mata exuberante, cheia de pássaros e animais nativos e de muitas riquezas naturais. Esta fazenda era imensamente grande e seus limites territoriais eram desconhecidos para o fazendeiro, pois ele não percorria toda extensão de suas terras, pois lhe bastava saber que elas eram imensamente extensas e que ele era o “dono” delas. Mesmo sabendo da imensidão de suas terras, que poderia viver na abundância do imenso espaço e ser beneficiado com todas as riquezas nelas existentes, resolveu viver num pequeno espaço, pois assim, se sentia mais confortável e mais seguro, pois pensava que podia ter maior controle sobre tudo o que ocorresse dentro de seu limite. Assim, demarcou uma pequena extensão de terra ao redor de sua casa colocando uma cerca, dividindo a fazenda em: as terras extensas e as terras cercadas.
Desta forma, vivia somente dentro dos limites desta cerca, onde trabalhava como fazendeiro mantendo tudo o que necessitava sem, contudo, jamais ultrapassar seus limites. Havia momentos em que olhava através dela e sentia muito orgulho, pois sabia que, até prá lá de onde seus olhos podiam enxergar, eram suas terras e que elas representavam “toda a sua riqueza”. Assim, se sentia feliz somente em saber que era o dono de muitas terras, que era imensamente rico, mesmo vivendo uma vida limitada por uma cerca que ele mesmo havia colocado para se sentir seguro, confortável e tranqüilo em seu controle.
O tempo passou e o fazendeiro nunca saiu dos limites da cerca onde viveu uma vida inteira na ilusão de ser dono de uma grande imensidão de ricas terras sem, contudo, nunca ter saído da pobre extensão da cerca que a limitava.


Esta história é muito simples, porém, tudo o que é simples é também profundo. Desta forma, ela nos coloca para pensarmos em relação ao que fazemos conosco mesmo, no quanto tolhemos nossa capacidade, no quanto limitamos nossa existência em um espaço que julgamos ser confortável e seguro para nós, principalmente por acharmos que desta forma somos os controladores de nossa vida e de tudo o que nela ocorre. Ela ainda nos mostra o quanto o fazendeiro vive no “prazer” de ser o dono de uma imensa terra, rica e bela e o quanto isto é ilusório, pois ele não ultrapassa o limite da cerca determinado por ele mesmo. A lei natural nos ensina que: “tudo é extensão de tudo” e desta forma, nesta situação, a limitação interna do fazendeiro lhe determina uma existência assim desta forma.

É o caso do sonhador que se nutre da ilusão de seus talentos, de seus potenciais, de suas capacidades, mas, que, no entanto, nada faz para si mesmo, pois, na hora de manifestar seus potenciais acaba por se limitar, se esconder, pois coloca as cercas em torno de si mesmo. É o caso de pessoas que falam assim: “Sei que tenho muito potencial, já estudei muito, sei que sou talentoso, porém, não sei o que acontece comigo, pois não consigo ir além, sempre acabo fazendo as mesmas coisas de sempre”.

Penso que o momento é de tirarmos as cercas que nos limitam e expandirmos nosso espaço interno para ampliação de nossos potenciais de percepção, de autoconhecimento, enfim de consciência, para que, assim, possamos realmente manifestar o potencial que somos. Na consciência gestadora somos conscientes de que devemos e podemos construir o que necessitamos para nós e para nossa existência, sendo clara a idéia de que nada em nós é pronto, é mágico, mas, sim, construído.

Desta forma, se colocamos limites internos, pois pensamos que eles são importantes e necessários a nós, devemos agora desconstruí-los, retirando-os à medida que vamos nos conhecendo melhor e com isto construindo uma relação conosco mesmo de maior confiança e de entrega verdadeira. Penso que estamos vivendo um ciclo da nossa existência em que tudo está nos pedindo para que desconstruamos nossas cercas internas, pois, necessitamos manifestar nossa verdadeira força e capacidade, pois o momento é de certeza e fluência para vencermos as dificuldades existenciais.

Algumas dicas para desconstruir as cercas internas:

1- Procure se conhecer e com isto construir uma maior intimidade com você mesmo. Se puder faça um acompanhamento terapêutico isto irá lhe facilitar.

2- Busque a simplicidade para poder aceitar as dificuldades encontradas em relação a si mesmo, bem como em relação ao outro ou a situações.

3- Pense sempre além das aparências, isto lhe impulsionará para maior profundidade em tudo, pois você não se prenderá somente naquilo que seus olhos enxergam e seus ouvidos escutam, transformando o enxergar em ver e o escutar em ouvir.

4- Seja sempre verdadeiro com você mesmo e com os outros, assim terá sempre a oportunidade de expandir seus limites internos, pois quando somos verdadeiros somos abertos a ouvir, a ver, a sentir e a irmos além.

5- Reconheça a si mesmo. Faça uma retrospectiva de sua vida reconhecendo os passos dados e o quanto você já construiu na sua vida.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Ramy Arany   
Ramy Arany é co-fundadora do Instituto KVT, Instituto KVT Desenvolvimento da Consciência Empresarial, da Instituição Filantrópica Ará Tembayê Tayê e da Editora KVT. É assistente social, terapeuta comportamental, pesquisadora dos estados alterados da consciência e escritora. Conheça seus livros
E-mail: kvt@uol.com.br
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