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O Espírito, a Joia da Vida

por Inês Bastos

Publicado dia 14/9/2008 em Espiritualidade

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Eu sei que de dentro de nós, o novo sempre surgirá!
Como em um filme, faço as legendas de interpretação livre na minha cabeça sobre tudo que acontece. Sinto que posso ser melhor! Como vou conseguir isto? Para sermos heróis precisamos morrer no final?

Eu sinto que uma joia sempre esteve presente -e esquecida- pronta para se manifestar em sua totalidade, com glamour e altivez, sem, no entanto, desbancar nossos outros brilhos já conquistados porque ela é sábia e divina. Mas só a vejo de relance, juro, quase sempre ali camuflada até de nós mesmos.  Quando acessamos nossa chama interna por acaso, logo pensamos: O que está acontecendo comigo? O que estou sentindo?  Parece que algo sempre está pra surgir, não sei de onde! Continuamos perdidos no brilho que ela nos provoca e que nos cega sem a regulagem da consciência.

Tentamos trazê-la (a tal joia) para fora, mesmo sem saber, no vai e vem e tantas experiências, incontáveis palavras, pensamentos, buscas e desejos de mudança, mas acabam em tentativas frustradas ou, no máximo, um passinho adiante -na nossa concepção- mas, pela eternidade é um bom adiantamento. Se a Fonte tem tanta paciência conosco, devemos ter também, sem sofrimentos e ansiedades. 

Me desalinho quando estou autoconfiante e caio na mesma cilada emocional, tenho atitudes infinitamente repetitivas, infantis ou impensadas, depois me isolo, me deprimo, me culpo e até me castigo! Consigo me punir exemplarmente como faço com tudo e todos que não compreendo bem.  

Assim, tentei sentir-me mais de perto, mas como nossa existencia não nos pertence mais por inteiro, contém pedaços espalhados pela vida, de nada adiantou. Fugidia, triste, orgulhosa, rejeitada ou amargurada,  nossa alma sempre se impôs aos nossos encantamentos. Sendo eu fixada nas velhas maneiras de viver, nos traumas seculares, sempre me desculpo, justifico, caio no seguro-limitante e conhecido-ruim, no mais interessante, lucrativo, fácil e na mesmice. Às vezes fico cheia de mim, e irritada, passo minha impaciência adiante!

Também tentei me amar, me ver como importante de dentro para fora, me sentir possível e me valorizar. Hoje me pergunto se vejo mesmo esta luz, ou queria muito já tê-la visto! Ficou tanta distância que até me assusto com dúvidas. Nossos territórios entre o mental, o emocional, físico,  astral e etéreo, precisavam de pontes mais estreitas, mais firmes e confiáveis aos nossos olhos. Não confiamos em nada porque o clarão da luz ainda nos impede de ver que não somos o que pensamos. É como se estivessemos procurando com o mapa errado. Somos uma ilusão ambulante!

Tenho cá minhas sensações e várias intuições... não nego, mas confesso que muitas vezes as esqueço! Mas, por que dou tanto valor ao que dizem se não valorizo o que realmente tenho possibilidades de ser e ainda me desprezo? Por que me coloco depois de todos? Ou abaixo? Por que não penso em me criar antes de criar filhos, de me educar antes de educar o cachorro, de me melhorar antes de pintar a casa, de evoluir antes de ter um pingente muito fashion da Nova Era com ametista da Atlântida?

Perdi-me e a perdi pelo caminho, minha joia tão preciosa! Novas paisagens se transpuseram ao nosso cotidiano de muitas eras e uma bruma seca trouxe a frieza da vida, do cotidiano que instalou o distanciamento. Onde está você agora, minha verdadeira nobreza nesta dinastia de pureza e luz?

Refletindo sem muitas interpretações, na verdade, estamos com o coração na mão, olhando para ele sem saber o que fazer e ao mesmo tempo, esperando que se aquiete, contando com o momento certo, aquele estalo, prá dar jeito nessa batida desritmada. Precisamos desde já viver melhor.

Mas eu continuo certa, absolutamente confiante, de que esse alguém volta à vida plena – nós mesmos - em breve, com ferramentas próprias, as únicas necessárias.

É urgente o ânimo dentro de uma paz profunda e, então, talvez assim nos reencontremos com nossa verdadeira essência, a alma livre, aquela que como um pára-quedas começa a viagem aqui e pode cair em outro mundo, na maior das alegrias pelo inusitado!

E que quando a gente se reencontrar, cada um de nós e nossa essência perdida, que estejamos inteiros.

E diremos: Agora, sim, Rico(a) com a nossa joia conquistada.

Até lá!

Texto revisado

Imagem criada por Inês Bastos

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