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O mal em negação: sofrimento em ação

O mal em negação: sofrimento em ação

por Teresa Cristina Pascotto

Com acolhimento, convido-o a adentrar esta energia e conteúdo, com seu coração aberto e humilde. Valerá a pena!

Muitas pessoas se detêm em criticar o mal que há "nos outros", julgam as pessoas que "cometem o mal contra o outro", e pela forma cruel e deliberada com que o cometem, afirmando que são ruins por natureza. Claro, muitas pessoas assumem mesmo esse tipo de postura e fazem o mal com consciência e até prazer, mas isto não significa que temos o direito de julgá-las, sem olharmos para dentro de nós. Essas "pessoas más" são seres humanos como nós, portanto, dentro desta tal condição humana, vivendo na dualidade do Planeta Terra, o mal existe em todos e cada um de nós. Não adianta negarmos. O mesmo mal que há nessas pessoas, existe em nós. A diferença: umas assumem que são más e outras negam o mal que carregam.

Portanto, o problema não está em carregarmos o mal, mas em reprimi-lo e negá-lo. As pessoas que assumem o mal que carregam, "são mais felizes" que as que o negam. Tudo o que é negado, persiste e se intensifica, assim, o mal negado se torna cada vez mais intenso e, para nos livrarmos dele, buscamos formas de colocá-lo para "fora de nós", e uma forma de fazermos isso, é projetando-o no outro, ao julgarmos o maldoso assumido. Para que não nos confrontemos com o mal que contemos (e sabemos disso inconscientemente) e pela culpa que isto nos traz, desviamos essa energia do mal e do pecado que há nisso, para outras áreas de nossa vida, e vivemos atormentados, sem saber o motivo real, e passamos a nos punir criando situações autodestrutivas na intenção de nos redimirmos de nossos pecados.

Sei que este tema incomoda e que muitos poderão ter uma reação de rejeição a este texto. Se isso ocorrer (ou não), sugiro que se pergunte: por que estou tão incomodado em ler sobre o mal que "supostamente" carrego dentro de mim? Estou rejeitando essa idéia? Existe o mal em mim? Se existe, como posso entrar em contato com ele?

Ao julgar uma pessoa maldosa, com pensamentos de raiva e acusação, estamos sendo muito mais maldosos para com ela do que ela está sendo para com alguém. Ela mesma se rejeita e se odeia por fazer o mal e nossos pensamentos contém uma vibração negativa que penetram no tal maldoso como lanças que o ferem, intensificando seu sentimento de rejeição, que o destrói, nosso "simples olhar de bondosos livres do mal" e de desprezo ao ser tão mal que estamos a julgar, podem ferir e destruir o maldoso, muito mais do que ele está ferindo a "pobre vítima de seu ódio". Lembrando que esta pobre vítima pode ser o mais perverso tirano, que "mata de forma sorridente" a todos os que o contrariam, dissimulando seu mal. Existem pessoas que vivem com um doce sorriso nos lábios, mas que são extremamente judiciosas e más, e que vivem se vingando de todos os que os ferem, de forma extremamente velada e destrutiva. Portanto, não existem vítimas, somos todos responsáveis por tudo o que nos acontece.

Quando apontamos para a maldade do outro, criticando e julgando, na verdade estamos projetando aquilo que é nosso no outro, projetamos nossa culpa e nosso mal. Olhando o mal do outro, estamos tentando nos convencer de que "ele é mau por fazer o mal" e "nós somos bons porque não cometemos as mesmas atrocidades que o maldoso" (só em desejos inconscientes, mas não na realidade), estamos querendo nos provar que somos bons, tentando nos purificar de nosso mal, jogando-o no outro. Sabemos inconscientemente que carregamos o mal, pois em várias situações de vida - onde provavelmente nos sentimos vítimas indefesas -, pudemos experimentar o nosso mal aflorar de forma súbita, intensa e muito destrutiva, e isso nos apavorou, fazendo com que o reprimíssemos de forma muito hábil, para o esconder do mundo, mas sentir esse mal aflorando, nos trouxe muita culpa. Podemos até negar que isto tenha ocorrido, pois o pânico que sentimos em entrar em contato com a realidade do mal que carregamos, nos fez rapidamente esquecer qualquer episódio deste tipo. Somente uma busca honesta poderá nos trazer à tona esta lembrança e consciência.

Dentro da divina verdade, o mal não existe. Ele é fruto da ilusão criada na terceira dimensão. Em essência, somos luz manifestada na dualidade. Quando encarnamos e "descemos" para o Planeta Terra, somos pura luz, mas ao adentrarmos na terceira dimensão automaticamente nos polarizamos, fazendo com que parte de nós seja nossa essência de luz e a outra parte se manifesta como sombra. Portanto, luz e sombra são a mesma corrente de energia de LUZ e AMOR, a sombra é a luz negativada. Assim, nossa sombra contém o mal, mas é apenas a "Luz que se esqueceu que era Luz", o "Bem que se esqueceru que era o Bem" e se tornou sombra e mal. Não há "mal ou bem", "errado ou certo", tudo faz parte do bem e certo absolutos que há na Mente e no Coração de Deus. É somente aqui, na dualidade, que acreditamos que o mal existe e que é ruim e pecaminoso ser mau.
Não estou estimulando a fazermos o mal deliberadamente, mas sim, trazendo uma consciência de que precisamos aprender a viver de forma mais verdadeira e espontânea, nos entregando à vida, sem julgamentos, nos permitindo ser quem somos - luz e sombra -, sem julgarmos a nós mesmos ou aos outros.

Dentro desta espontaneidade, como seres livres em nossa expressão, poderemos vir a fazer o mal a alguém, poderemos descobrir que estamos, em determinada situação, sendo muito maus, fazendo o outro sofrer, por puro "prazer negativo", e não por sermos "vítimas com permissão para nos vingar". Poderemos simplesmente nos pegar em flagrante sendo muito maus. Isto irá nos chocar e entristecer, mas poderemos lidar com isto de forma sábia e amorosa. Uma boa negociação interna poderá acontecer desta forma, nos dizendo: é verdade, estou fazendo o mal e estou gostando disso, e sinto que os meus motivos justificados, são apenas uma forma de camuflar esse prazer negativo e abominável que sinto. Portanto, assumo que estou sendo mau. Isto não é agradável, mas aceito que o mal está em mim e esta aceitação me permitirá compreender que não sou mau, mas apenas carrego o mal em mim. Quanto mais aceito esta realidade, mais encontrarei meios de iluminar esse aspecto negativo, e sei que isto fará com que esse mal seja conduzido ao "bem absoludo" e reconverta-se em sua verdadeira essência - pura luz!

Isto fará com que passemos a viver de forma mais leve, com menos culpa. A cada "mal percebido e aceito" que viermos a cometer, com a verdadeira intenção de modificarmos essa realidade em nós, não com autopunição, mas com auto-acolhimento e auto-aceitação, nos envolvendo amorosamente, mesmo com o mal que contemos, poderemos nos tornar seres mais íntegros, equilibrados e verdadeiramente amorosos.

Mal negado é tormento. Mal assumido, acolhido, aceito e conduzido a uma "educação amorosa", para se reconverter no bem absoluto que é, é mal dissipado e utilizado para gerar energia que move o Universo.

Bem-vindo à realidade libertadora! Que haja paz em seu coração, mesmo que exista o mal. 

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Avaliação: 5 | Votos: 13 Atualizado em 03/02/2011

Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo através da manifestação de meus dons naturais, sou sensitiva. Desenvolvi um trabalho de Aconselhamento Terapêutico, com metodologia própria. Considero-me uma pesquisadora do insconsciente, sempre em busca de novos conhecimentos sobre realidade oculta na mente humana. 
E-mail: crispascotto@hotmail.com
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Eliminar o inútil e abrir espaço para o novo. Dia de faxina limpe armários, gavetas inclusive as do seu arquivo mental. Jogue fora velhos padrões de conduta que já não trazem o resultado esperado e diga tchau àquele alguém que é um entrave em sua vida. Use a energia libertadora desse dia e prepare-se para um novo amanhã.




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