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EMANCIPAÇÃO DA ALMA: Sono, sonhos, viagem astral e sonambulismo II



O espírito, em verdade, não precisa do descanso do sono. Quem precisa se revigorar e recuperar as energias é o corpo físico, por isso sentimos sono e necessidade de dormir em períodos regulares. No entanto, o sono físico é aproveitado pelo espírito para dar uma pausa à mente, relaxando ao mesmo tempo das tensões que a vida material lhe impõe. Assim, como a própria psicologia já conseguiu determinar, o sono seria uma válvula de escape emocional para que a nossa mente tenha condição de se reorganizar para enfrentar os problemas do dia-a-dia.

O que a psicologia ainda não percebeu, ou admitiu, é que a mente descansa porque o espírito retorna temporariamente ao seu mundo de origem, revendo amigos, recebendo orientação de consciências de luz, sendo tratado de problemas energéticos que podem ou não já ter se manifestado no físico, recebendo esclarecimentos para suas dúvidas e problemas, recebendo conforto nos momentos difíceis de sua vida, acessando conteúdos espirituais inconscientes, fazendo trocas energéticas mais sutis, alcançando maior clareza mental, etc.

Daí a importância de mantermos pensamentos saudáveis e elevados no momento de adormecer, de modo que nosso espírito possa ser conduzido por esses pensamentos a lugares, pessoas e situações que possam nos trazer experiências boas e positivas.

Nessas viagens muitas coisas acontecem, mas só uma parte delas pode ser registrada e arquivada pelo cérebro. É por essa razão que as imagens dos nossos sonhos são freqüentemente confusas e desconexas.

Como tudo o que acontece no mundo astral é bastante incoerente do ponto de vista material, o cérebro se recusa a aceitar a informação recebida e tenta conformá-la ao que já está condicionado a aceitar como real e verdadeiro. Com essa mistura de imagens e sons, o próprio cérebro boicota nossas lembranças e dificulta o resgate delas para uso quando em vigília.

Além disso, muito do que acontece no plano espiritual durante o sono diz respeito somente à nossa vida como espíritos, não sendo necessária a lembrança no mundo físico. Eis porque até mesmo nossos amigos espirituais acabam patrocinando o esquecimento de grande parte do que é visto, falado, ouvido e sentido durante o sono.

No caso do sonambulismo, temos o corpo reagindo ao que o espírito está vivendo no mundo espiritual. Por isso, em geral, o que um sonâmbulo diz ou faz nada tem a ver com sua realidade física atual. Como o que ele está fazendo no mundo astral exigiria a participação mais direta do corpo físico, ele tenta usá-lo à distância, provocando os movimentos reflexos e a fala relativa ao que está fazendo. No entanto, não é o seu cérebro físico que está comandando os movimentos, mas a sua mente, cuja sede está no espírito que está à distância, em situação completamente diversa da que seu corpo físico vivencia no mesmo momento. Em geral, pessoas que apresentam sonambulismo muito acentuado acabam manifestando mediunidade ostensiva em algum ponto de sua vida, justamente pela facilidade que têm de permitir que seu corpo seja comandado à distância.

Importante observar que não só o sono como todas as condições físicas que impliquem em diminuição da atividade metabólica como um todo ou do sistema nervoso central podem propiciar o desprendimento do espírito de seu corpo físico. Assim, doenças graves de longa duração, abatimento físico ou emocional muito profundo, uso de drogas, álcool, anestesias, hipnose, magnetização, choques ou traumas emocionais violentos, coma, etc. Em todos esses casos é possível uma diminuição acentuada do metabolismo físico e cerebral, o que pode provocar a liberação momentânea do espírito. O que varia, no entanto, é a qualidade da experiência, já que alguns desses fatores não podem ser considerados naturais e outros provocam condições não tão saudáveis.

Em alguns casos podemos ter também estados de letargia ou catalepsia, que se caracterizam pela interrupção parcial ou total da sensibilidade e capacidade motora do corpo. Nesses casos o espírito permanece consciente, mas impossibilitado de se comunicar, já que o corpo encontra-se travado por não estar ainda totalmente religado ao espírito. No entanto, como está consciente, o espírito percebe tudo o que ocorre ao seu redor e pode, ao retornar, relatar tudo o que viu, ouviu e sentiu.

Seja como for, a emancipação espiritual é uma capacidade natural de todo ser humano encarnado e deve ser encarada de forma tranqüila, sem misticismo, medo ou superstição.

Parte 1



Para saber mais sobre o assunto, conheça o Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas de Wagner Borges

Texto revisado por Cris


Publicado dia 9/2/2007

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Autor: Maísa Intelisano   
Psicoterapeuta com formação em Abordagem Transpessoal, Constelações Familiares, Terapia Regressiva, Florais de Bach e Reiki II, é também tradutora e revisora; palestrante e instrutora em cursos sobre espiritualidade e mediunidade; e fundadora e presidente do Instituto ARCA de Mediunidade e Espiritualidade.
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br | Mais artigos.

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