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O que fazer para que os homens nos conheçam melhor



Se nós mulheres quisermos que os homens realmente nos conheçam temos que lhes ensinar algo do nosso conhecimento profundo. Para isso temos que nos dedicar a homens que querem aprender verdadeiramente. E a maioria dos homens querem saber, querem aprender. Quando o homem demonstra essa disposição, é a hora de fazer revelações, porque a alma deste homem está aberta para receber.
Para conquistar o coração de uma mulher, o homem deve entender profundamente sua dualidade natural. Ele sempre estará na presença de duas mulheres: um ser exterior e uma criatura interior; a que habita um mundo terreno e a que vive num mundo não tão visível. O ser exterior é uma pessoa pragmática, culta e muito humana. Já a interior costuma chegar à superfície vinda de muito longe e, com freqüência, aparece e desaparece rapidamente, embora sempre deixe algo surpreendente, original e sagaz.
Muitas vezes um lado é feliz e maleável, enquanto o outro sente um anseio por “não sei bem o que”. Um lado pode ser cheio de alegria, enquanto o outro é melancólico. Às vezes, um lado é menos apressado e mais rico nas relações, o outro pode ser até certo ponto indiferente e frio. Essas duas mulheres que são uma, são elementos separados, porém associados, que se combinam em milhares de formas.
Uma lenda afro-americana traz um ensinamento sobre este tema. Uma história que decifra um segredo antiqüíssimo das mulheres.
Era uma vez um homem que vinha cortejar duas mulheres gêmeas. Dizia, porém, o pai das moças: “Você não poderá se casar com elas a não ser que consiga adivinhar seus nomes”.
Manawee, assim chamava-se o homem, tentava e tentava, mas não conseguia adivinhar os nomes das irmãs.
Um dia, numa das visitas de adivinhação, ele levou junto seu cachorrinho de estimação e o cachorro percebeu que uma irmã era mais bonita do que a outra, e que a outra era mais delicada do que a primeira. O cachorrinho enfiou a orelha por baixo da porta e ouviu as moças dando risinhos e falando de Manawee, enquanto tagarelavam as irmãs se chamavam mutuamente pelo nome e o cachorrinho tendo ouvido, voltou para seu dono para lhe passar a informação.

No caminho, porém, um leão havia deixado um grande osso com carne, e o cachorrinho sentiu imediatamente o cheiro, não pensou em mais nada se desviou mata adentro arrastando o osso e com grande prazer o saboreou. Foi, então, que lembrou da tarefa esquecida, mas infelizmente no afã de saborear o petisco tinha esquecido do nome das moças.
Então, voltou a casa das gêmeas e ouviu seus nomes... Correu ao encontro do seu dono para levar-lhe a novidade, mas eis que do meio do mato veio o aroma de noz-moscada fresca. Desviou-se do caminho e correu para o lugar onde uma bela torta de laranja estava esfriando em cima de uma tora... O cachorrinho, com a pança cheia, trotou de volta para casa. Tentou pensar no nome das moças e, mais uma vez, havia esquecido.
Finalmente, o cachorrinho retornou à casa das irmãs. E quando as irmãs se chamaram pelo nome, ele guardou os nomes na mente.
No caminho, ele vislumbrou uma caça pequena recém-morta, mas a ignorou e saltou por cima dela. Mas de repente um estranho vestido de negro saltou a sua frente agarrou-o pelo pescoço e o sacudiu a ponto de seu rabo quase cair.

“Diga-me aqueles nomes! Diga-me o nome das moças para que eu possa conquistá-las” – gritava o estranho o tempo todo.
O cãozinho rosnou, arranhou, esperneou e afinal conseguiu morder o estranho entre os dedos. O estranho berrava, mas o cão não o soltava e o estranho negro gritava e implorava. Depois de muitos gritos o homem soltou o cão e fugiu gemendo enquanto corria pelo mato.
Ele se aproximou de Manawee e este lhe contou feliz da vida o nome das moças. Quando Manawee chegou até o pai com os nomes das filhas, as gêmeas receberam Manawee completamente vestidas para viajar com ele. Elas haviam estado à sua espera o tempo todo. Foi assim que Manawee conquistou as duas donzelas mais belas da região.

Esta história contém todos os fatos essenciais para a intimidade com a dualidade natural da mulher, representada pelas duas gêmeas. Ele, através do seu cão fiel, adivinha os dois nomes, as duas naturezas do feminino. O cão representa o self-instintivo e ele precisa usar o self-cão para conseguir o que deseja.
Ela é também um relato sobre a dualidade masculina: o lado humano e o lado instintivo. Sua natureza humana, embora simpática e carinhosa, não lhe basta para descobrir o nome das moças. É sua natureza canina, seu lado instintivo que tem a capacidade de se esgueirar até as gêmeas e ouvir seus nomes. Conhecer os nomes representa adquirir consciência acerca da natureza dual e retê-la.
O pai das gêmeas age como um guardião do par místico. É ele quem testa o valor do pretendente. Ele simboliza uma característica intrapsíquica real que garante a integridade de coisas que “ficam juntas”, e que não são separadas.
Na realidade, ao impor que o pretendente descubra os nomes das irmãs, o pai está querendo dizer que não se pode alcançar o conhecimento dos mistérios das mulheres sem grande esforço.
O cãozinho é a psique instintiva; ele ouve e vê de modo diferente do ser humano. Eles geram relacionamentos. Mas também não podemos nos esquecer que, como bem retrata a história, o cãozinho também tem sua atenção desviada por prazeres de diversos tipos é onde os homens ficam dependentes e enredados nelas, sem conseguir jamais atingir seu objetivo. Já dizia Jung que o homem precisa impor algum controle aos apetites humanos.
Aqueles que procuram os nomes das dualidades podem perder sua determinação quando são tentados a sair do caminho.. As distrações dos caprichos atrapalham o processo básico.
Mesmo que já tenhamos fracassado muitas vezes pelo caminho, precisamos tentar de novo até que consigamos vencer a tentação. Os aspectos apetitosos do caminho fazem com que sua pança fique satisfeita, mas o trabalho da alma não foi cumprido.
As seduções perturbadoras são elementos trapaceiros e traiçoeiros inimigos da conscientização. Chegamos então a conclusão que as coisas que prejudicam o avanço da consciência são as distrações dos nossos apetites e o estranho sinistro, Bem lá no fundo cada um sabe como derrotar esses inimigos para guardar os nomes, pois os nomes são tudo.
O companheiro certo para a mulher é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma. É aquele que tem a coragem de governar sua própria natureza instintiva.
Ao descobrir os nomes, esse mesmo homem não usará indevidamente esse conhecimento para controlar a mulher, mas sim, para compreender e captar essa substância luminosa de que ela é feita, para que ela o inunde, surpreenda-o e até mesmo o assuste fazendo com que seus olhos brilhem. O homem que insiste em voltar para tentar entender é o que não se deixa dissuadir. A lembrança da verdadeira tarefa e sua repetida recordação dentro de nós, como um mantra, nos devolverá a consciência.
Um beijo no coração!

Sonia Milano
www.soniamilano.com.br

Publicado dia 30/9/2007
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Autor: Sonia Maria Milano   
Sou empresária, escritora, terapeuta e intuicionista. Lidero Movimentos de Conscientização do Feminino. Meu livro “Mistérios do Feminino” ajuda as mulheres trazerem à tona a energia da face feminina de Deus– a energia do amor.
E-mail: sonia@soniamilano.com.br | Mais artigos.

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