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O que não sabemos do mal não nos faz falta nenhuma

por Nelson Sganzerla

Publicado dia 21/2/2008 em Espiritualidade

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Nas minhas férias, algo me chamou muita atenção... Em geral, sou um viciado em noticiários, cultivo o hábito de assistir a todos os jornais da noite.

Mas, como eu estava em um lugar onde a TV só me permitia três canais, que não eram de grande audiência, não me foi possível saber de nenhuma notícia que não fosse boa. Canais regionais ainda cultivam o bom hábito de enfatizar o positivo.

Vocês já repararam na grade jornalística de todo telejornal? Só fala de desgraças. Quem de nós nesse carnaval não ouviu inúmeras vezes a notícia dos acidentes nas estradas? Estatísticas e mais estatísticas a respeito do número de acidentes, nas estradas brasileiras, no Natal e Ano Novo.

Parece até que a imprensa acha agradável, invadir os nossos lares com notícias desse gênero, ou que todos nós gostamos de saber da desgraça alheia. E tudo patrocinado por grandes empresas; quanto dinheiro se ganha à custa da desgraça da miséria e da ignorância.
Não me refiro à burrice e, sim, quando se ignora o que existe por trás da notícia, uma fábrica de produzir desgraças.

Veja, eu nada tenho contra os profissionais de imprensa, jornalistas que arriscam a própria vida nos acostamentos de estradas para dar o furo jornalístico no momento do desastre e se penduram em arranha-céus para acompanhar o trabalho do limpador de vidros bem de perto, chegando em segundos após um homem-bomba ter se detonado no meio de uma feira lá no Iraque (e invadem casas alagadas para passar credibilidade da tragédia).

Mas há que haver um limite para isso.
Afinal, notícias assim só alimentam a escuridão, só engrandecem o cinza, o tenebroso e o mal.

Mas, a propósito o que será que pensa um diretor de jornal? Será que não vê que as pautas jornalísticas, são todas apelativas, todas giram em torno de desgraças alheias, em torno de sentimentalismos baixos e baratos tornando famílias e famílias mais miseráveis do que já são, tudo em função da melhor audiência, da melhor reportagem e do tal furo que eleva a audiência dos telejornais.

Todos nós sabemos das desgraças do mundo, das nevascas que afetaram os chineses em seu novo ano; dos tornados nos Estados Unidos, que causaram destruições em estados inteiros, das enchentes e devastações em Santa Catarina, da região serrana do Rio de Janeiro, Petrópolis, Itaipava e região que sofre com o soterramento, famílias e famílias que perderam tudo, e que na reportagem de uma televisão acabam por perder também a dignidade.

A população precisa saber sim do perigo da febre amarela, da dengue, da meningite, mas não precisa conhecer a fundo as vitimas dessas devastações e dessas endemias que todos nós vemos com pesar.

Famílias dessas vítimas não precisam ser aviltadas no que elas mais têm de sagrado que é a vida e o respeito a ela, usadas por essa mídia em sua dor maior, que é a perda de entes queridos. Não precisam ter ao seu lado, um repórter despreparado perguntando-lhes: como se sentem?

- Ora! Como se sente a vítima de um furacão, como se sente a mãe que perdeu um filho em uma chacina? Como se sente um pai que perdeu a família em um soterramento? Como nós, eu e vocês, nos sentimos ao vermos tanta dor e tanta maldade entrando em nossas casas?Eu aqui falo dos telejornais. Não entrei no mérito das novelas, onde eles conseguem criar uma favela dentro de uma própria favela, sem a mínima noção da realidade que é viver em uma.

Cheguei a uma conclusão nessas minhas férias com apenas 3 canais de televisão para assistir:

O que não sabemos do mal, não nos faz falta nenhuma. E não se trata de uma questão de alienar-se e de virar as costas para o outro. Nada disso; trata-se de preservarmos o nosso espírito e de cuidarmos melhor da nossa qualidade de vida, através de uma mente exclusivamente voltada para o positivo.

Jesus vivia entre os desgraçados, mas nunca se tornou um. Portanto, sabemos como está esse mundo, como muita gente vive na pobreza absoluta; que corremos riscos quando saímos de casa e até quando não saímos. Estamos vivendo em uma verdadeira Babel.

Mas o que não sabemos dessas desgraças e falcatruas desses políticos, o que não sabemos dessas bombas que explodem, o que não sabemos dessas pessoas que morrem, não nos faz falta nenhuma. Quanto mais alimentamos essa sujeira, mais traremos essa sujeira para perto de nós, dos nossos filhos, dos nossos entes queridos, para perto da nossa família e dos nossos amigos.

Não está certo vivermos em função da desgraça alheia, enriquece-se a despeito da miséria e da dignidade humana.
Mas acabam por receber troco. Vejam o exemplo de empresários de indústrias bélicas, que enriquecem vendendo mísseis para a guerra de um país imperialista. Acabam pagando com a própria vida, desaparecendo em desastres aéreos, “Aqui você faz, aqui você paga”.

Nós precisamos urgentemente parar de alimentar o mal, evitarmos essa hipnose inconsciente, seja dos meios de comunicação, ou seja, de tudo que nos cerca.

Precisamos saber discernir o mal do bem e identificar o lobo e o cordeiro, saber o que é joio e o que é trigo.

Assim o filho de Deus fazia e nós fomos feitos à semelhança dele. Portanto, não nos cabe vivermos na ignorância, nivelarmos a nossa vida pelo que os grandes comunicadores determinam, por aquilo que querem incutir em nossa alma. Não aceitem isso jamais. Temos que ser Guerreiros da Luz e não guerreiros das trevas, isso já está cheio nesse mundo, vamos levar a luz ao nosso mundo.

Mundo que está cheio de lobos famintos, que se dizem cordeiros, cheio de fariseus que dizem fazer o bem, mas precisam subir nos telhados para proclamarem tal atitude, pois no nível do solo não conseguem aparecer.

Nada é por acaso. Essas minhas férias me fizeram ver que o que não sabemos do mal não nos faz falta nenhuma.

Pense nisso.
Muita Paz


Texto revisado

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Sobre o Autor: Nelson Sganzerla   
Uma ALMA encarnada no Planeta Terra, que busca a ascensão para a LUZ
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