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O silêncio como aprendizado


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"Estar sempre com pressa é como viajar em alta velocidade sem poder apreciar as belezas dos lugares por onde passa".

Aquietar a mente é um dos maiores desafios do homem moderno. Não conseguir se desligar do turbilhão de preocupações que o mantém ligado a maior parte do tempo de sua vida diária tem sido o fator decisivo para o surgimento de algumas doenças que há poucas décadas não existiam, como é o caso da "síndrome da pressa".

Identificada a partir dos anos oitenta, a síndrome da pressa ainda nem consta nos manuais da psiquiatria. Fruto de uma nova dinâmica de vida baseada na velocidade dos meios de comunicação e de transporte, e da competitividade e do consumismo exagerado, a "doença da modernidade" como também é conhecida, atinge a cada ano que passa um número maior de pessoas que residem e trabalham nos grandes centros urbanos.

No entanto, para a compreensão do aspecto mais amplo dessa síndrome de característica compulsiva, temos que, necessariamente, analisá-la sob a ótica interdimensional do comportamento humano, visto que a sua origem, pelo fato de não se restringir ao recente passado,  pode sintonizar situações ainda mais remotas, ou seja,  além da vida intra-uterina do indivíduo.

Por outro lado, observa-se que contribui para o surgimento dessa patologia o modelo materialista-consumista ao qual mais da metade da população terrena encontra-se sob influência de valores que estimulam o indivíduo a ser socialmente agressivo, competitivo e mentalmente inquieto, uma vez que essa tendência, em formato de clichês mentais e de condiconamentos comportamentais, envolve a vida familiar, social e profissional da pessoa.

Na prática, verifica-se que o homem moderno, geralmente sem perceber, torna-se um "robô" dirigido por convenções e normas sutilmente ditadas por um poderoso sistema que prioriza - acima de tudo - valores geradores do lucro fácil e do consumo exagerado, em detrimento de valores genuinamente humanos.

Forma-se, então, baseado na necessidade prática e competitiva da vida, indivíduos condicionados que cumprem com pressa as exigências de um sistema que suga-lhes, em benefício de interesses lucrativos, boa parte de suas energias vitais.

A doença, seja ela qual for, é sempre um produto do desconhecimento de si mesmo. Quanto mais o indivíduo evolui no autoconhecimento, cuja demanda passa pelas questões psicológicas e espirituais que encontram-se interligadas ao seu processo existencial, mais ele aproxima-se da cura de todos os males do corpo e da alma.

A síndrome da pressa, observada como uma doença-protótipo dos tempos modernos, carrega consigo um potencial ainda mais nocivo à saúde, pois pode encadear outras patologias conhecidas, como a síndrome do pânico, agorafobia, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, infartos, acidentes vásculo-cerebrais, hipertensão arterial, gastrite, úlceras, entre outros.

Sentir-se permanentemente ligado com a sensação de que o tempo nunca é o suficiente, ou dificuldade de concentração, irritação com atrasos, impaciência na espera, ou ainda, fazer várias atividades ao mesmo tempo, são sintomas mais comuns apresentados por quem sofre da síndrome da pressa.

Por isso, o desafio para quem possui o diagnóstico dessa doença é aprender a silenciar a mente através do autoconhecimento, ou seja, adquirindo um melhor nível de autocontrole, de domínio de si mesmo para que o inconsciente mecanismo compulsivo da pressa, seja substituído por uma mente mais lúcida e por um espírito em processo de pacificação.

A busca de novos valores através da Psicoterapia Interdimensional, associada ao tratamento floral e a exercícios de ioga ou de meditação que tem o objetivo de focar a concentração e a necessidade de interiorização do indivíduo, é uma das opções de tratamento para quem sofre dos sintomas dessa doença moderna.

Só se sentirá realmente livre o indivíduo que tiver o discernimento necessário para distinguir entre o essencial da vida material e o sagrado, e entre o saudável e o doentio. E nesse sentido, a percepção de equilíbrio vital será sempre o parâmetro que estabelecerá a saúde ou que sinalizará o surgimento da desarmonia psico-espiritual e da doença.

O silêncio da mente desperta e lúcida é o caminho da libertação de todos os exageros e de todos os desequilíbrios que somatizam patologias no organismo humano. E esse caminho passa, necessariamente, pelo cultivo de valores éticos e espirituais, que embora inerentes à natureza humana, podem passar despercebidos por toda uma vida.

Psicanalista Clínico e interdimensional.


flaviobastos


Dirigente mediúnico espírita

Texto revisado por: Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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