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Ode à Delicadeza

por Maria Cristina Tanajura
Ode à Delicadeza

Publicado dia 29/3/2012 em Espiritualidade

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Vivemos num Universo de sons e cores, mesmo que não possamos percebê-los com os olhos da matéria. Sons e tons os mais variados nos envolvem e são atraídos por nossas próprias vibrações pessoais, criando uma atmosfera diferente em torno de nós, a cada instante, pois viver é movimentar-se e a nossa mudança é constante. É mais ou menos como se cada ser tivesse uma cor predominante e emitisse um som característico.

Quando tocamos um instrumento qualquer, acordamos os sons e parece que criamos uma melodia, com os sons que sempre existiram antes de nossa chegada aqui no planeta e que continuarão a existir quando nos formos daqui. Mas a combinação que fazemos dessas notas melódicas é nossa criação. Podemos criar uma canção harmoniosa, que nos reporte ao Amor Infinito e também temos a capacidade de juntar notas musicais que nos reportem a regiões densas no astral inferior. Portanto, as músicas nos curam, nos equilibram, ou nos levam ao nosso inferno astral, com muita rapidez!

Nossas palavras são sons emitidos e também elas podem criar leveza, harmonia, ou suscitar desentendimentos, desequilíbrios. Estamos sempre criando à nossa volta, tenhamos ou não a consciência disto.
As mesmas palavras, a depender da entonação com que forem proferidas, podem soar como um elogio, ou como uma crítica...

Imersos num oceano de sons e tons disponíveis à nossa volta, vamos organizando tudo isto, a partir do nosso centro mais íntimo, de forma única e personalizada. E por este quadro, somos reconhecidos pelos irmãos desencarnados que convivem conosco, instantaneamente. Podemos nos esconder um pouco dos chamados “vivos”, mas dos que já são apenas espíritos, jamais! Pensemos nisto de vez em quando, para que procuremos sempre ser mais verdadeiros conosco mesmos, pois não estaremos mentindo para os outros por muito tempo e muito menos para nós mesmos.

Pensando nisto tudo, veio à minha consciência a palavra DELICADEZA! Que tem a ver com a maneira de pronunciarmos as palavras, com a nossa música pessoal, com o tom que emanamos a partir de nossas emoções, mesmos daquelas que insistimos em esconder de todos.

Agir com delicadeza, com carinho, sabendo que a todo instante estamos construindo ou destruindo alguma coisa. Que somos responsáveis por cada passo que damos, pela direção que imprimimos a ele e pela forma que escolhemos para caminhar.

Por que não tentarmos viver com delicadeza? Com respeito e consciência, amorosamente? Buscando deixar pegadas claras nos nossos caminhos, sem que passemos por cima dos outros, como se eles nem existissem? Percebendo os limites de cada pessoa, procurando a não violência, mas buscando a delicadeza de atitudes, de palavras?

Os pássaros são animais símbolos desta delicadeza. O canto deles é harmonioso e sempre alegra os ambientes. Vários cantando ao mesmo tempo não fazem barulho, mas criam bela música. De um modo geral, a Natureza vive assim. Ondas vêm e vão, num barulho incessante e cadenciado, que nos acalma. O vento tem seu murmurar próprio, que nos embala como um acalanto. Os galos cantam, de madrugada -mas não nos deixam acordados por isto- antes nos acalmam.

Por que vivemos tão longe desta delicadeza? Achando-nos superiores a tudo que vive à nossa volta, será que vivemos da forma mais acertada? E se procurássemos nos integrar a tudo que nos cerca, será que não estaríamos num ninho acolhedor, ao invés de nos sentirmos constantemente perturbados pelo próprio meio ambiente que teimamos em criar?

Delicadeza - esta é a palavra que me soa como um mantra a ser lembrado constantemente como chave para a cura planetária tão urgentemente esperada. Uma atitude mansa e natural que não é contrária à firmeza, mas a contém.

Cada dia agindo de forma mais delicada, mais integrada e mais completa, mais unidos ao divino, estaremos criando um céu neste nosso planeta. Pois violência, o oposto disto, é separação, é exclusão, é destruição. Uma delicadeza amorosa é a receita para os nossos males e a cura das nossas tristezas!

Texto revisado
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Sobre o Autor: Maria Cristina Tanajura   
Socióloga, terapeuta transpessoal.
E-mail: [email protected]
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