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Para o despertar, use uma cama de pregos no lugar do divã!

por Nadya Prado

A cura vem quando você estiver pronto a escutar em silêncio. Você pode até achar que escuta, mas quase sempre, a mente interfere e quando você tenta escutar, ela começa a fazer ruído e envolve você com as verdades dela, com julgamentos e preconceitos.

Algumas pessoas me procuram em busca de soluções para suas dores, para seus sofrimentos e me pedem cura imediata. Elas pedem respostas curtas para questões complexas. E somente algumas respostas cabem ao que desejam ouvir.

Ainda não estão prontas para compreender que é preciso escutar, não necessariamente o terapeuta, mas a elas mesmas. Escutar o que elas têm falado e pensado sobre o que é verdade e o que é certo. Parar e escutar a própria mente. E para não dormirem, devem deitar numa cama de pregos enquanto falam.

Algumas terapias, por muito tempo, foram aplicadas com base em somente ouvir o cliente, deitado num divã, às vezes, por anos e anos, num acolhimento que acaba reforçando o comodismo e a continuação de um padrão, na zona de conforto, como uma vítima das circunstâncias. Sempre aguardando que, de repente, o “falante” pudesse escutar suas palavras. Mas, hoje sabemos que para o despertar acontecer é necessário um choquezinho de realidade e de enfrentamento. Na terapia intervencionista, compreende-se como método ir aos poucos “cutucando a ferida” com a medicação correta para ela poder curar.

Nada muda dentro de alguém, quando a mente continua no poder, cheia de verdades e crenças, porque seu verdadeiro ser continua adormecido. A mente é quem está manipulando e enganando. É uma armadilha da mente.

A intervenção terapêutica é importante para trazer lucidez, fazer despertar, mostrar a realidade como ela é, não num sofá confortável em que nos acomodamos, mas numa cama de pregos que nos ajuda a nos transformarmos, confiarmos em nós mesmos, até nos rendermos, soltando-nos sobre a cama, provando que não seremos perfurados por nenhum prego.

Este é o processo terapêutico que as pessoas têm medo de enfrentar e continuam se iludindo e sobrevivendo por meio de migalhas que sugam aqui e ali, numa prática energética, entre tantas, quase sempre com nomes americanizados, numa prateleira consumista de um mercado que vende pacotes de ilusão, que frequentam compulsivamente, já acostumadas que estão ao deleite dos prazeres fugazes da mente.

Você já deve ter ouvido falar ou visto algum faquir sobre uma cama de pregos. A ciência provou que até um frágil balão cheio de água jogado numa cama de pregos, não estoura, porque a força se distribui. O faquir não é alguém especial e que resiste bravamente a dor, é sim, alguém que se entrega confiante.

No espiritismo, usamos o termo “choque anímico”, o tratamento utilizado para que um espírito desperte de seu estado de sonambulismo e sofrimento O choque anímico acontece quando um médium permite que o espírito sofredor utilize as energias anímicas que somente o espírito encarnado tem, e que neste caso é o próprio médium. Neste momento em que o médium passa a emprestar seu campo energético ao espírito sofredor, surge a grande oportunidade de é fazê-lo escutar, fazê-lo despertar de seu sofrimento, das trevas que seus campos mental e emocional têm criado para ele.

E assim como o espírito desencarnado, em determinado momento, precisa desse choque para despertar, todos nós precisamos do choque da realidade da vida que nos faz acordar das ilusões da mente. Se você não confia no que digo e me acha radical, veja o que Osho nos diz sobre despertar segundo Ma Tzu ou Lao Tse, filósofo chinês taoista:

“...Foi simplesmente a genialidade muito criativa de Ma Tzu e ele levou muitas pessoas à iluminação. Algumas vezes parece hilariante: ele jogou um homem pela janela de um prédio de dois andares, e o homem só havia ido perguntar-lhe sobre o que meditar. Mao Tzu não apenas o atirou, como saltou em seguida, caiu por cima dele, sentou-se no seu peito e perguntou: Entendeu?...” (texto O Relâmpago – Tarô Zen do Osho).

Quem pode se curar é quem compreende que a mente não é seu verdadeiro ser. Aquele que escuta a mente, seu eu observador é seu verdadeiro ser. Somente por ele, você será capaz de escutar a voz da mente dizendo tantas de suas tolices. Somente o eu observador pode escutar e curar.

Aqueles que não estão prontos a escutar, seja ao terapeuta ou a si mesmos, desistem no primeiro confronto com a mente. Não estão preparados para dissolver suas crenças e defesas. Não estão prontos para tirar suas máscaras e iniciar o caminho terapêutico de cura.

Eles não querem olhar para suas feridas e cuidar delas para curar. Eles continuarão nas trevas da mente que os ilude.

Eu não posso dizer o que a sua mente quer ouvir, eu não posso ajudar você a se esconder de si mesmo nessa escuridão em que sua mente o colocou.

Namastê

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Autor: Nadya Prado   
Técnica Naturopata, Terapeuta Transpessoal, Life Coach, PNL, Yogaterapia, Acupuntura, Reiki. Atendimento para Orientação e Terapia Transpessoal, informe email: [email protected] Mais sobre Transpessoal em: www.psicologiaespiritualista.blogspot.com.br Mais sobre Naturopatia em www.naturopatiaeterapiasorientais.blogspot.com.br 
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Atualizado em 21/08/2019

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