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Pensei ter encontrado um príncipe...

Pensei ter encontrado um príncipe...

por Vera Godoy
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Há um tempo para estar à frente, um tempo para estar atrás; um tempo para estar em movimento, um tempo para estar em repouso; um tempo para sermos fortes, um tempo para estarmos exaustos; um tempo para estar em segurança, um tempo para estar em perigo.
O Mestre vê as coisas como são, sem tentar controlá-las. Ele deixa que elas sigam o próprio caminho, e reside no centro do círculo". (BUDA)


O Universo é sábio e estamos aqui para aprender a superar obstáculos, e, por isso, ele coloca em nosso caminho pessoas, que com suas características, irão nos servir de espelhos, onde poderemos olhar e reconhecer em nós as mudanças que precisam ser feitas e, assim, sairmos do sofrimento.

Em uma das Vivências que faço sobre relacionamentos, uma das participantes falou:

"Fico pensando o que mudou tanto na minha vida para que eu me sinta tão vazia, sem motivação, sem estímulo, sem graça e triste. Sinto um peso muito difícil de largar. O dinamismo que eu tinha sumiu, e estou apática: Já me questionei: larguei um parceiro que me fazia sofrer, e, hoje, em outra companhia, achei que estaria diferente, mas não, estou pior! Antes, mesmo com todas as dificuldades, eu era alegre, espontânea, brincalhona, irreverente, e, hoje, me sinto velha, sem vida!"

O problema não está na parceria que estabelecemos e, sim, em nós. Somos os únicos responsáveis pelas experiências que passamos. Como transformar os padrões de comportamento que acarretam sofrimento interior?

Dizemos que as situações são repetitivas, mas, na verdade, são acontecimentos diferentes, proporcionando situações que nos colocam frente a frente com o mesmo ensinamento, ou seja, como não aprendemos na 1ª vez, a vida dá outra chance, como se nos dissesse: "meu filho, não conseguiu entender daquele jeito, mas não tem problema, vamos experimentar de outro".

Podemos questionar: o que aconteceu na primeira vez com ela? Conseguia ser alegre apesar de sofrer com a falta de companheirismo, a ausência de diálogo, onde não se sentia reconhecida, respeitada, pois, esta era a sua queixa.

Com o segundo parceiro, apesar de ser uma pessoa que lhe dava tudo que faltava no outro, passou a se incomodar com as críticas, acusações e julgamentos, além da cobrança, que lhe sufocava e castrava toda sua espontaneidade e alegria, não lhe permitindo ser verdadeira, autêntica.

Duas pessoas diferentes, com atitudes diferentes também, lhe ensinaram o quê? Perguntei.

Na verdade, ela não se reconhecia e nem respeitava suas necessidades, e a vida, primeiro lhe deu um parceiro indiferente, alienado, desrespeitoso; o segundo lhe apontava um dedo acusador até a exaustão, para que, perdendo sua identidade, acordasse para a necessidade de voltar-se para dentro, e, sentindo falta das características que eram seu diferencial, gritasse para seu espírito: Volte! Eu sou Você!

E, o mais interessante: os dois viviam como se fossem sozinhos, não tivessem parceira, ensinando-lhe a ficar com ela mesma. Sem outra opção, passou a gostar muito de sua própria companhia, a não "precisar"do outro!

Somos instrumentos uns dos outros aqui neste plano e seria até mais lógico agradecer essas ferramentas que, apesar de machucar, nos consertam e aprumam. O trabalho da descoberta de si mesmo, do alinhamento da nossa personalidade, é individual e precisa de força de vontade e consciência para que não acumulemos mágoas e ressentimentos ao sermos confrontados, pois, não conseguiremos evoluir mesmo reconhecendo nossa responsabilidade, se deixarmos que esses baixos sentimentos e pensamentos encontrem guarida em nossos corações.

Se fixarmos a atenção na injustiça que recebemos, estaremos projetando carência na nossa vida. Se reconhecermos que esses acontecimentos são fruto do nosso sentimento de desmerecimento, teremos que encarar o quanto nos sentimos indignos de amor e endurecemos o coração com medo que as histórias se repitam, e, a partir dessa informação, tomarmos a atitude de fazer outra escolha.

Podemos escolher continuar experimentando outras maneiras de aprender, ou mudar essa situação, mas, só reconhecendo o que precisa ser compreendido que podemos transformar.

Honestidade emocional é fundamental para o crescimento espiritual!

Teremos capacidade de amar a nós mesmos se despertarmos para nossas verdades internas, sem tentar converter as pessoas, e, sim, amá-las e aceitá-las como são, sem a ilusão do conto de fadas, do príncipe. Criando regras, o amor é reprimido e negado, e ninguém é feliz. A realidade é uma só: valorizando e respeitando nosso ser interior, não fará diferença como o outro se apresenta para nós pois estaremos nos amando, e o amor sempre será nosso maior professor.

VERA GODOY
Ouça na Rádio Universo link o progama "CAMINHOS DO CORAÇÃO - A ALQUIMIA DOS RELACIONAMENTOS NA NOVA ERA" - toda terça feira as 12:00h

Texto revisado

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Atualizado em 09/09/2009

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