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Por quanto tempo seremos reféns de nós mesmos?


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Estamos vivendo um tempo turbulento, cheio de tantas cenas que saltam aos nossos olhos e nos deixam perplexos diante de tamanha violência, diante de tamanho descaso, diante de tanta barbárie cometida pelo ser humano que, confesso, às vezes me falta estímulo para escolher um tema para os meus artigos.

Tudo é tão óbvio, tudo esta aí estampado nos jornais, em notícias que por mais que queiramos ignorar, nos causam um certo mal estar em pensar que chegamos ao ponto em que chegamos. Fatalidades acontecem a cada minuto, pais molestando filhos e filhas, mães espancando crianças que deveriam ser muito bem cuidadas, adolescentes roubando a comida de casa e trocando por droga; hoje mesmo, soube de um pai que se jogou da cobertura do seu prédio e, o pior, levou seu filho junto.

Sem contar na terrível fatalidade de uma mãe que esquece sua filha por horas fechada dentro de um automóvel em frente ao seu trabalho, fruto de uma rotina desmedida que vivemos nas grandes cidades onde a menor mudança nos faz esquecer bens preciosos dentro de um automóvel estacionado junto ao meio fio de uma rua qualquer.

Culpar essa mãe? De maneira nenhuma, ela já está condenada a conviver com isso o resto da sua vida, e que Deus lhe dê forças para suportar tamanha cruz.

Mas o fato é que estamos reféns de nós mesmos, estamos vivendo em um mundo repleto de egos inflados, que nos torna egoístas, arrogantes e prepotentes, ego esse que nos coloca na condição de animais irracionais. Vejam o exemplo de universitários que hostilizaram uma garota pelas suas vestes em pleno século XXI.

Somos irracionais no trânsito, esbravejando pelo espaço insignificante no asfalto, das ruas e avenidas, nessa luta sem propósito estamos matando e morrendo pelo ego medonho que nos aprisiona e nos torna reféns da nossa própria vida, transgredimos as leis de trânsito e achamos isso o máximo, não damos passagem ao outro na faixa e achamos isso normal, avançamos o sinal vermelho, porque somos campeões no quesito ma educação.

Compramos carrões, afinal, fora deles somos pequenos e insignificantes, fora deles o outro não nos respeita, fora deles somos apenas mais um andando pelas ruas e não temos poder nenhum, mais uma vez o nosso miserável ego nos aprisionando e nos tornando reféns de nós mesmos.

Garotos de periferia não se sentem reconhecidos sem um tênis que não seja de marca, um jeans que não seja de grife , um MP3, um boné transado, uma correntona de prata no pescoço, pelo ego são levados a esse consumo e se não podem comprar, vão para os cruzamentos nobres roubar. Afinal, sem isso não são conhecidos e respeitados.

Garotos endinheirados se entopem de drogas químicas nas baladas, com whisky do bom e Vodka de primeira e se esquecem de beijar, de namorar, para mostrar seus corpos sarados uns para os outros, e as garotas são deixadas de lado.
Meninas lindas e fashions se ensurdecem daquele som tecno, soltando baforadas de fumaça nas calçadas das praias e deixando de ser femininas pela dança robotizada nas caçambas de caminhonetes de luxo. Mais uma vez o ego aprisionando.

Enquanto não nos dermos conta de que o nosso ego, vivenciado dessa maneira, só nos tornar reféns de nós mesmos, seremos fadados a sofrer essas conseqüências, seremos remetidos a essa vida de desespero e de escândalos. Vida de nos preocuparmos com o que o outro irá pensar a nosso respeito, se não tivermos uma bonita casa, um carrão igual ao do vizinho, um tênis de marca, ou se ainda não fomos à Disney.

Vivemos reféns de nós mesmos, querendo aparentar aquilo que não somos, para pessoas que nem conhecemos, esquecemo-nos da cordialidade, da boa educação e da gentileza de tratarmos todos igualmente, independentemente de posição social, não nos cabe julgar seja pela aparência ou algo que o valha. Em nome do ego pessoas cometem barbaridades, por se acharem donas de uma verdade imposta por grupos econômicos poderosos.

Somos indivíduos, com características próprias, com beleza única. Viemos a este planeta para difundir o amor, a bem-aventurança, a concórdia entre nós; colocamos crianças no mundo para que sejam ainda melhores do que um dia fomos. Nosso ego nada mais é que nosso mediador entre o interno e o externo. Devemos ser flexíveis em relação a ele para que deixemos de ser reféns de nós mesmos.

Pense nisso.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Nelson Sganzerla   
Uma ALMA encarnada no Planeta Terra, que busca a ascensão para a LUZ
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