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Por que é tão difícil mudar?


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Mudar não é nada fácil, principalmente por que mudar implica em desconstruir o que existe em nós. Não falo em reforma íntima não, aliás, abomino esse termo, falo em desconstrução mesmo. Reformar é uma forma de maquiar a nossa realidade, deixar o ambiente mais agradável, mudar a aparência, algo bastante conveniente, mas não muda o essencial, não mexe com as estruturas.

A verdadeira mudança irá exigir uma total demolição do nosso edifício de valores e crenças, uma destruição de todos os modelos arcaicos que servem de alicerce para a nossa consciência e são a base para a nossa visão do mundo. Tudo isso, convenhamos, não é nada fácil.

O Mestre Nazareno costumava dizer: "Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á".
Mt 16:25.


O que podemos entender por essas palavras? Precisamos morrer, portanto? Calma lá, não é bem assim! No fundo é simples: criamos identificações com um personagem que não representa o nosso Ser dentro de sua totalidade e é esse conceito que precisa ser mudado. Contudo, resistimos arduamente, pois existe um instinto de conservação que faz parte da natureza humana e que atua criando inúmeras dificuldades para o nosso avanço, portanto, é algo ontológico agarrar-se aos modelos e paradigmas criados ao longo da nossa história e é justamente por isso que é tão difícil largar o osso daquilo que nos tornamos para podermos empreender qualquer mudança expressiva em nossas vidas. Queremos conservar o que pensamos ser, quando deveríamos simplesmente nos desidentificarmos de tudo isso.

Jesus nos mostra que é imprescindível livrar-se desses modelos que se transformaram em nossa realidade. O que Ele chama de vida que queremos salvar não é nada mais do que o ego fabricado com a matéria prima de nossas experiências. É um erro querer salvar ou conservar algo que vive preso às crenças e valores de doutrinas e conceitos impermanentes, pois para esse falso eu não haverá salvação; a evolução se processa através do movimento e requer mudanças, nunca age através da inércia, não há meios de expandirmos a consciência sem perdermos a identificação com as muletas que aprendemos a carregar.

As instituições políticas e religiosas souberam muito bem como exercer domínio sobre nós, por isso nos encheram de medos, culpas, reforçaram nossas fragilidades, ensinaram desde cedo que éramos fracos, incapazes, pecadores e que sem o amparo deles não sobreviveríamos. Todo esse conjunto de ações voltadas para nos dominar, séculos e séculos, acabou criando moldes arquetípicos de controle que sobrevivem até os nossos dias. Tudo que analisamos e discutimos sofre a influência daquilo que existe de forma estrutural em nosso ser, principalmente, das crenças que fomos positivando e dos modelos aos quais aprendemos a nos ajustar.

Para que exista uma mudança, é preciso que haja uma desconstrução, mas uma desconstrução impiedosa, profunda, algo que irá exigir muita coragem e disposição, que parta de pressupostos diferentes, principalmente, que desconsidere todas as mentiras que foram usadas em nossa doutrinação, tipo: somos fracos, somos dependentes, somos maus, somos pecadores, somos incapazes de viver sem o deus que eles nos apresentaram, precisamos da igreja, precisamos dos cuidados e da proteção de um estado etc..

Como fazer isso? Simples, comece por assumir o controle sobre si, pare de terceirizar suas escolhas existenciais, pare de seguir, tal como um rato, os mesmos tocadores de flauta, saiba que você está no centro do Universo, você é divino, capaz de muito mais do que imagina, pode escolher o próprio caminho, buscai o Reino de Deus dentro de você mesmo, pois não há nada de real no mundo que o aprisiona.

Não podemos continuar na contramão do Universo. Estamos tendo acesso a novos conhecimentos usando uma mente antiga para absorvê-los. Nosso progresso tem sido pífio, não acreditamos mais no inferno, mas acreditamos no umbral, não tememos mais os demônios, mas continuamos com medo de obsessores, estamos cometendo o grave equívoco de colocarmos vinhos novos em odres velhos, analisando de forma fenomenológica tudo, usando moldes antigos para tratarmos conceitos novos.

Mudança íntima meu caro, nunca reforma íntima.

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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
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