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Qual é o meu caminho?


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Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

Lewis Carroll
 
 


Por muitas vezes já me perguntei sobre qual seria a minha missão aqui no planeta Terra. Aliás, penso que não sou a única detentora desta dúvida e todas as pessoas já se perguntaram pelo menos uma vez na vida - mesmo que em tom de ironia - o que estão fazendo aqui. Poucas vezes consegui algum discernimento para refletir sobre o assunto e chegar a conclusões que me levassem a uma tomada de postura neste sentido. Qual seria o sinal de Deus? Qual seria o verdadeiro sinal para seguir por um determinado caminho com fé e certeza?
 

Absolutamente me considero uma pessoal normal, sem grandes atrativos, com inteligência mediana, compreensão mediana. Talvez eu até tivesse tido acesso a coisas diferenciadas durante a minha criação, mas não o suficiente para o despertar de um dom. Não ao meu ver no começo.
 


O tempo passou e muitas coisas mudaram, menos aquela sensação de que ainda não havia encontrado meu lugar no mundo. Comecei a avaliar o que definitivamente me fazia bem e sentido para mim, percebendo que gostava de muitas coisas e que estas coisas reunidas me conduziam para um caminho do meio, do equilíbrio. Mas antes de chegar neste ponto, passei por experiências árduas que poderiam ter sido evitadas se o orgulho e egoísmo tivessem um pouco menos de espaço. É a aquela velha lição: “Se não se aprende pelo amor, a dor vem como mestra”.

Mesmo diante de muitos sinais, eu rejeitei, exclui, ignorei e pensei que tal caminho não fosse o caminho. Tive dúvidas, incertezas, medos, preguiça... Falta de fé.
 
 

Mais um pouco de tempo e resolvi seguir a voz do meu coração que há tanto tempo diz as mesmas coisas e passando a ignorar tudo o que me impedia de enxergar com bons olhos, as verdadeiras possibilidades. E hoje estou aqui. Não com todas as certezas absolutas, mas com alguns bons objetivos, metas e projetos.

Percebi, então, que é necessário se libertar de certos pragmatismos, pressões e cobranças, permitindo apenas que a energia flua. Não há desamparo por parte de Deus, mas sim ignorância espiritual de nossa parte.

É preciso ser otimista, entrar no silêncio da alma e ter paciência. É preciso permitir que o Universo aja, do jeito dele, no tempo dele. Sem que nos esqueçamos de fazer a nossa parte. Mas como? Nos conectando com aquilo que exclusivamente nos faz bem, que liberta o ser e as faculdades do espirito. Para que o medo recue e dê espaço ao talento. Ao dom.

Não é preciso reinventar a roda. Mas é preciso colocar a “mão na massa”, pois tudo é construção. É preciso humildade, resignação e disponibilidade para mudanças. O reconhecimento dos próprios erros e o auto perdão.
É preciso que façamos aquilo que no momento, damos conta de fazer. Mesmo que agora, pareça pequeno aos olhos de Deus e do mundo. Não importa. Quanto mais adiarmos a escolha de um caminho, mais perdidos ficaremos e mais difícil se tornará o alinhamento da nossa agenda espiritual, já que nós, seres humanos, adoramos colocar dificuldades e na posição de vítimas do destino.
 

Se está tão perdido e não sabe por onde começar ou lhe falta alguma força interior, comece listando as coisas que lhe dão prazer, que o trazem para a sua essência. Experimente também observar e sentir a harmoniosa forma como a natureza conduz todas as coisas. Pode ser uma formiguinha no chão, transpondo obstáculos com sua folhinha. É importante que você adentre nesta roda que gira, neste ciclo que começa e termina e que faça parte de um grupo, um clã. Mas não se permita ficar apático, de braços cruzados esperando que todas as coisas aconteçam a seu favor.
 

E sentada sob uma árvore no gramado mais concorrido do campus universitário, em total fluxo mental conduzido ao som de Mozart , escutei ao longe alguém dizer em cordialíssimo e bom português: "Te animes e não temas, querida alma... é hora de começarmos." Falei um "AHN?" sonoro que chamou atenção daqueles que estavam a poucos metros. Tirei os fones de ouvido e verifiquei o ambiente ao redor, e só escutava os pássaros. Recoloquei os fones e a voz voltou e e disse  "Estamos com você." Naquele instante uma força absoluta e contagiante tomou conta do meu corpo físico, meu coração disparou, minhas mãos esfriaram, senti um delicioso cheiro de alecrim e o frescor de uma brisa suave moveu algumas páginas do meu caderno... e uma caneta.
 

É tempo de começar!
 


Texto revisado
 


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Conteúdo desenvolvido por: Agatha Fortunato   
é Legionária da Boa Vontade convicta, espiritualista cristã. É estudante de piano clássico e temas ligado à espiritualidade e psicologia positiva. Gosta de escrever, de ler, conversar e ouvir. Profunda admiradora da natureza e das artes, do mais rupestre ao mais moderno. Apenas uma jovem, cheia de sonhos e buscadora das verdades do invisível.
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