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Quando tudo fica estranho...

por Teresa Cristina Pascotto
Quando tudo fica estranho...

Publicado dia 20/11/2012 em Espiritualidade

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Justamente quando nos sentimos mais ajustados ao fluxo da vida, quando tudo parece estar se encaixando, num fluir natural, em maior sintonia com nossa alma, quando já entendemos e aceitamos que os desafios e dificuldades fazem parte da nossa vida e que não precisamos nos apavorar, mas sim, aceitar e buscar recursos para lidar com a realidade, "do nada", as coisas começam a "dar errado", mas de uma forma diferente do que ocorria antes. Na verdade, nem sabemos se podemos mesmo dizer que está dando errado, pois não conseguimos nos perceber dentro do que está acontecendo; sentimos que algo está sendo "tirado de nossas mãos", aquilo que tanto nos empenhamos em buscar, parece se esvair.

Tudo fica confuso, truncado, ao mesmo tempo em que começam a aparecer oportunidades que chegam de forma totalmente nova, apenas com nosso simples desejo e firme posicionamento, e isso nos deixa confortáveis e mais confiantes, mas da mesma forma natural com que as oportunidades vieram a nós, elas nos são tiradas. Tudo fica desconexo e desordenado, tudo flui e ao mesmo tempo não flui, tudo vem e ao mesmo tempo vai, ficamos perdidos e irritados, sem controle sobre os eventos, e isso nos deixa em desespero, mas não por causa do que está dando errado, pois não nos parece totalmente errado, mas vem justamente porque tudo isso é novo, não sabemos o que de verdade está acontecendo, em um momento parece que fomos jogados nas "trevas", entramos em pânico, ficamos mal e até podemos ter explosões de ódio - devemos nos permitir extravasar sem controlar, nos acolhendo -, mas no momento seguinte estamos leves e tranquilos.

Nesse momento de tranquilidade, olhamos para o que está acontecendo e não entendermos absolutamente nada, mas isso não nos abala, não temos certeza de nada, tudo o que alcançamos não está "fixamente" em nosso poder, percebermos que tudo está muito sutil e frágil, como nuvens, tanto as conquistas e aquilo que "pegamos", quanto o que perdemos ou nos é "tirado". Não dá para definirmos o que de verdade está nos acontecendo e isso nos inquieta e ao mesmo tempo nos conforta.

Isso significa que estamos em um momento de transição, onde estamos deixando para trás algumas coisas que não precisamos mais, porém, ainda não sabemos que não precisamos... assim, como tudo está fluindo mais em nossa vida, se achamos que precisamos, "aquilo" vem naturalmente a nós, mas quando está em nossa posse, sentimos -inconscientemente- que "aquilo" já não faz mais tanto sentido em nossa vida, assim, naturalmente, largamos e deixamos que a vida decida o que fazer com aquilo que, pelo nosso desejo, veio a nós. Assim, se não tiver nenhuma função em nossa vida, apesar do ego acreditar que tem, aquilo se esvai ou perdemos ou nos é tirado. Da mesma forma, algumas coisas virão a nós, sem que tenhamos pensado em obtê-las e estas "ficarão", pois tem um sentido especial para nossa alma. Quanto mais aceitarmos este momento em que não sabemos o que é importante para nossa alma, não sabemos o que não queremos mais e nem o que precisamos realizar à frente, mais a vida irá nos "favorecer".

Não é uma sensação agradável entrar nesse estado de entrega, pois existem muitas coisas que ainda acreditamos serem de grande importância em nossa vida, ainda não conseguimos distinguir entre o que é importante para o ego e o que é importante para a alma. Por isso, teremos reações variadas e quanto mais nos permitirmos nos expressar do jeito que conseguirmos, diante dessas situações que se apresentam a nós - seja explodindo de ódio ou entrando num estado de aparente apatia -, mais as energias de limitações serão liberadas.

Quanto mais nos entregamos a esse momento tão diferente de tudo o que já vivemos, um momento de... "não saber o que está acontecendo", sem tentarmos "saber", mas estando presentes, em nosso poder pessoal, mais a vida irá se manifestar de forma simples e natural. O que de verdade nossa alma precisa, virá a nós e o que não precisamos mais, apesar do ego achar que precisa, não chegará a nós ou nos será "tirado". A aceitação será a nossa aliada mais importante neste processo, pois não teremos controle sobre nada, a vida irá "dançar" à nossa frente e teremos que fluir com essa dança.

Nosso Eu Superior estará organizando nossa realidade, é como se ele tivesse nossa vida em um tabuleiro de jogo e começasse finalmente a ter o poder de mover as peças, colocando-as em seus devidos lugares, eliminando peças que nunca foram necessárias ou que foram somente até aqui, irá deslocar energias para os lugares "certos", para potencializar nossos dons e retirará energias dos lugares "errados", que estavam apenas dando força e poder para o ego. Se nos imaginarmos dentro desse tabuleiro e nos entregarmos, confiantes de que nosso Eu Superior sabe o que de verdade precisamos e confiarmos que teremos apoio do Plano Espiritual que irá nos ajudar a aceitar, a explodir, a ter medo, a entrar em paz, a soltar, a deixar fluir, teremos tudo o que precisamos e seremos então a peça principal e fundamental desse jogo, porém, não seremos como "simples peça", que não tem o direito de ter "vontades e necessidades", com certeza, o Eu Superior irá considerar nossas necessidades como humanos, mas irá desconsiderar as necessidades do ego. É somente quando o Eu Superior nos tirar aquilo que o ego aprecia e está apegado é que iremos "surtar e explodir de ódio", e deveremos nos permitir ter esse "surto", pois ele será de extrema importância para a liberação de energias que o ego armazenou para nos limitar e interditar. Assim, quando as peças do tabuleiro que o ego acha que são de grande importância forem tiradas ou deslocadas ou, pior ainda, oferecidas para outra pessoa que o Eu Superior entender que é mais necessitada do que nós, com certeza o ego irá ter reações altamente destrutivas e desequilibradas e isso será necessário, pois será uma forma de trazer à tona o que estava oculto, nos drenando as energias, nos deixando sem forças e sem vida.

Devemos apenas confiar, enquanto também iremos desconfiar, pois não é fácil deixarmos que "alguém", que não o nosso ego, tome as decisões sobre nossa vida, mas não nos resta outra alternativa, a não ser deixar acontecer. A sensação de não saber e não ter poder de decisão é muito ruim para nós, mas se aceitarmos, tudo será mais fácil. Então, deveremos deixar fluir e assistir pacientemente a tudo o que vier a acontecer conosco neste momento... A entrega será fundamental!

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Sobre o Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real.
E-mail: [email protected]
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