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RECADO DA MORTE

por Christina Nunes

Publicado dia 22/9/2012 em Espiritualidade

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Bom dia, ser vivente! Que seja, este, para ti, um bom dia!

Tranquiliza-te! Por enquanto, passo, apenas, dirigindo-me a outro endereço. Não é hoje, para ti, o dia da minha visita - o que não deve te iludir a respeito da única verdade que, no lugar e espaço onde te encontras, é inevitável: nalgum momento eu virei! 

Não sabes quando e onde eu virei; melhor que não o saibas! Tens muito o que fazer durante o teu tempo de estadia por aqui. No entanto, eu sei! Conheço-te, melhor do que tu mesmo - e bem sei a hora, dia, mes e ano da tua despedida!

Mas não te direi... Porque de nenhuma utilidade se mostra esta revelação, para o usufruto bem sucedido da tua rápida permanência neste mundo! Todavia, permite-me, nesta breve passagem por este teu endereço transitório, alertar-te a respeito de algumas realidades importantes que, convenientemente, esqueces - de modo que a forma como te comportas sobre elas pode vir a te complicar ou te ajudar, no dia da minha visita!

Lembra-te: nada és, da forma definitiva como supões, como criança necessitada de alegrar o próprio ego! Teu passeio por este mundo não é de duração indefinida - portanto, absolutamente nada a que se condiciona a tua permanência nesta breve jornada haverás de reter, ou de guardar numa bolsa de ouro, para carregares à tua próxima parada a título de cartão de visita!

Em absoluto, não te enganes acerca da absoluta inutilidade destes teus então valiosos pertences!
Não és, portanto, teus títulos universitários, honoríficos, políticos ou sociais! Não carregarás para tua próxima morada tuas residências suntuosas, lustrosas, decoradas com utensílios de luxo e de valor secular, adquidos em leilões ou joalherias, para tentativa de convencer quem quer que seja acerca da validade dos teus julgamentos de valor, tecidos convenientemente a respeito de vós próprios.

Nos lugares de onde venho, e pelos quais passo, deixando os que abandonam o mundo da matéria ilusória todos os dias, a casa nem sempre diz do dono; nem as vestes dizem daqueles a quem vestem! Aliás, bem comum que, em inúmeras vezes, funcionem as vestes e as casas como disfarces mal engendrados, porque, na vossa futura estadia, ser vivente, mais não serás do que pura e simplesmente isto: um ser vivente!

E o mero ser vivente não difere dos demais, senão que pela autenticidade de intenção, pela transperência do caráter, pela qualidade da atitude, do pensamento e do sentimento, que, naqueles lugares, não são disfarçáveis por debaixo dos brilhos ofuscantes das coisas que o vil metal proporciona! Tua instrução, pois, no teu futuro destino, de nada servirá, se quanto a ele não demonstrares valor em ações úteis em favor da tua e da vida de quem te cerca!


Não conseguirás te vestir como autoridade ou como príncipe, se tuas atitudes e pensamentos forem as de um miserável velhaco, perante a abundância de recursos da vida, que não te pertencem somente - mas a toda a composição do Universo, de modo, ser vivente, que te será útil, desde já, entender que, uma vez que não criaste nada, não és dono de nada, e que apenas usufruís, zelas, quando muito transformas e guardas contigo, por períodos de tempo, algumas poucas coisas!

No lugar eterno para onde hei de te levar, serás compelido a entender, de modo melhor ou pior conforme o tiveres antecipado enquanto ainda na Terra, que palavras também não são tua realidade, sem que reflitam exemplo! Nem atitudes, que visem somente o teu bem próprio, e nem artifícios de comportamento, encenados para iludir os tolos de molde a se impressionarem sempre com o espalhafato das cores fortes, características dos grandiosos, mas fugazes cenários materiais terrenos!

Bem mais impressionarás, no teu futuro destino, em demonstração de valor, ao cultivares com amor e verdade o arbusto de margaridas de um jardim esquecido, do que bajulando, com ares de subserviência, os expoentes transitórios do poder temporal, visando extrair vantagens próprias, como muitos de vós se adestraram em fazer, para bem se sairem na competitividade obscura dos interesses materiais mesquinhos, que vos oferecem excessos de conforto físico, mas aridez e vazio de alma!

Ser vivente! Aproveito minha passagem rápida, para advertir-te e prevenir-te, a fim de que, quando afinal tiveres, por força, que me acompanhar, não entres em agonia, devido a tua própria ilusão e cegueira: a luz de dentro há de irradiar, através tanto de mantos reais, quanto das vestes modestas do serviçal mais obscuro em atividade na tua época de transtornos e de aparências - desde que cultivada com a verdade maior de todas as eras, e não com falácias alimentadas a respeito de ti próprio!

No teu caixão, ser vivente, não haverá gavetas! Os que te receberão, o farão com justiça, e em relação a alguém que chega tão despido de tudo quanto na época em que foste conduzido, frágil e em completo desamparo, para braços sobre os quais não detinhas certeza consciente de que bem o acolheriam ou protegeriam, ou não... Não levarás roupas de grife, carros do ano; holofotes, castelos, mansões ou cartões bancários; títulos de chefia, contas fartas do vil metal; nem cursos de idiomas, MBAs, doutorados e mestrados; e nem mesmo os seres que amais, de acordo com as tuas maiores afinidades ou interesses! Não serás, portanto, frente os que te receberão, mais nem menos segundo os teus orgulhosos parâmetros! Assim, a cada dia, faça por onde reajustar tua noção de realidade a respeito de ti próprio, e os teus pensamentos, atitudes, e sentimentos!


Porque, quando enfim te buscar, o conduzirei, com justeza, para o único lugar condizente com o que és: para as companhias e abrigos que tu mesmo elegeste, e auxiliaste a atrair, com as tuas maiores ou menores afinidades pela luz , ou pelas sombras enganadoras da Vida! A generosidade do teu próximo destino será, assim, ser vivente, o espelho daquela com que consideraste a realidade não somente para aquilo que te serve - mas, principalmente, conforme o modo com que o enxergaste para todos os demais!

E isto diz respeito a se ver, de vontade própria, ou encarcerado e escravizado entre as paredes obscuras do egoísmo, ou ser desde sempre liberto, e herdar a abundância generosa da vida presente em todo o Universo criado pela magnanimidade de Deus!

Por Iohan










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Sobre o Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: [email protected]
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