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REESTUDANDO O EVANGELHO 14

por Dante Bolivar Rigon

Publicado dia 18/9/2012 em Espiritualidade

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PARÁBOLA DO SEMEADOR

Naquele mesmo dia, Jesus tendo saído de casa sentou-se perto do mar, e se reuniu em seu redor uma grande multidão; por isso ele subiu num barco onde se sentou, todo o povo estando na margem; e lhes disse muitas coisas por parábolas, falando-lhes desta maneira: - Aquele que semeia, saiu a semear; e, enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vindo os pássaros do céu a comeram. Outra caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; e logo nasceu porque a terra onde estava não tinha profundidade. Mas o Sol tendo se erguido, em seguida, a queimou; e, como não tinha raízes, secou. Outra caiu nos espinheiros e os espinhos, vindo a crescer a sufocaram. Outra por fim caiu na boa terra, e deu frutos, alguns grãos rendendo cento por um, outros sessenta e outros trinta. Que ouça aquele que tem ouvidos para ouvir.

Seguindo o raciocínio adotado em nosso estudo, vamos continuar a seguir rota diferenciada da desenvolvida por Kardec tão magistralmente explicada no Evangelho Segundo o Espiritismo. Voltemos à hipótese de que Jesus além de dirigir-se ao indivíduo, principalmente aos que levariam avante sua mensagem através dos tempos, ter também falado para a humanidade em si no decorrer do período curricular para o atual estágio. Sempre que saía, uma grande multidão o cercava para ouvir suas palavras e receber seus préstimos, embora não o entendesse muito bem pois tratava-se de matéria nova que deveria aos poucos ser assimilada e compreendida.
Os evangelistas dão a entender em suas narrativas, que conforme o tempo passava, Jesus dedicava-se mais diretamente aos assuntos referentes à nova proposta, desvinculando-se aos poucos das comparações e correções dos ensinamentos mosaicos. No início de sua missão necessitou alicerçar-se nas escrituras hebraicas, mas aos poucos distanciou-se delas sendo mais direto e objetivo na transmissão de seus ensinamentos.

O semeador poderia ser ele mesmo ou os encarregados da Vida, e as diversas semeaduras seriam as fases que a humanidade passaria até assimilar completamente a idéia incorporando-a em si mesmo. No primeiro momento, a semente caiu na estrada, e os pássaros dos céus a comeram. Foi justamente o período que ele traçou os caminhos da Galiléia sendo considerado mais um dos tantos profetas que brotavam no seio daquele povo. Ninguém lhe dava maior atenção, e suas palavras ficavam ao vento sem ressonância no entendimento dos que o ouviam. Era mais um a dissertar sobre as escrituras, e o povo sem outra coisa a fazer reunia-se para ouvi-lo como fazia amiúde com todos os que discursavam sobre a política, religião ou a situação de novamente se encontrarem cativos, desta vez nas mãos dos romanos.

Como ninguém colhia suas mensagens, ficavam perdidas na estrada. As que caíram nos lugares pedregosos e nasceram, mas logo morreram por não ter conseguido firmar raízes, foi o período posterior à sua morte, que com a notícia de sua ressurreição teve um verdadeiro boom, e os feitos e mensagens foram lembradas e pesquisadas. Foi nessa época que apareceram os historiadores de plantão dedicados a registrar a vida de Jesus. Houve centenas deles, anotando as notícias mais variadas e confusas, alguns aumentando os seus feitos, outros os diminuindo, diversos desvirtuando-os, mas a maioria o tomando como filho de Deus feito homem que havia ressuscitado dos mortos.
Esse momento de impacto tomou conta de todos os países conhecidos, e o cristianismo surgiu de um momento para outro adentrando todos os lares, percorrendo todos os lugares, praças, ruas, vilas, cidades, templos... Passado o impacto que o momento ocasionou, os cristãos do momento esqueceram o acontecido como se tratasse de um grande acontecimento isolado que perdia a força pelo próprio passar dos dias.

As que caíram nos espinheiros foi a continuidade desse primeiro momento, pois os discípulos ao tentarem difundir a boa nova deparavam com a agressividade dos que não concordavam com a ideia, pois o terreno que plantavam era o povo da terra que devido à reação dos principais sacerdotes tornaram-se indecisos e receosos, e as promessas de castigo divino e humano minavam seus espíritos indecisos e medrosos.
As que caíram na terra boa e deram frutos, foram os esforços dos apóstolos que saíram pelo mundo, principalmente Paulo de Tarso que levou a mensagem aos gentios que eram outros povos distanciados dos ensinamentos religiosos judeus.
Através desses baluartes, Jesus e seus companheiros espirituais conseguiram inicialmente colher parcos resultados seguindo esse plantio até o fim do século dezoito quando atingiu os trinta por um anunciado.

A partir daí, com o avanço das ciências no século dezenove, o advento do Espiritismo e a industrialização maciça no século vinte, iniciou o plantio que daria os sessenta por um a ser colhido até meados do século vinte e três. A partir dessa data, serão finalmente plantadas as sementes que frutificarão os cem por um que deverão atingir o ápice do cristianismo possivelmente entre os séculos vinte e seis a vinte e oito.
A colheita é boa, farta e lucrativa, mas só colhe quem conhece o ofício e está capacitado a fazê-la. Nos primeiros tempos, os povos não compreenderam a mensagem de Jesus e não compreendendo não poderiam exercitá-la. A colheita é progressiva de acordo com o entendimento e capacitação do operador, ou seja, o amadurecimento do espírito infanto-juvenil ao trilhar os caminhos da vida. Aos poucos, com o exercício gradual e as experiências vivenciadas, o jovem aluno vai-se capacitando a entendê-la, e mais tarde a praticá-la em toda a extensão e proposta. O currículo é de aplicação gradual, e a Vida dá tempo e oportunidade para seus filhos crescerem e capacitarem-se a entendê-lo.

Jesus transmitiu a matéria básica a ser estudada nesse período que iniciava, e o aluno a aprenderia de uma ou outra forma, pois a Vida assim determinava aos seus filhos nessa faixa etária. Ele não dissertou tão somente sobre os assuntos religiosos, pois na verdade foram os menos abordados, mas principalmente aos que se referiam à evolução do comportamento individual e coletivo, à moral e ao social.

Hoje, no início do século vinte e um, as sociedades modernas vivenciam com maior discernimento as verdades ensinadas por Jesus através das leis sociais. E o evangelho sendo colocado em uso pelos povos embora usando outros títulos, pois sem sua aplicação seria impossível estruturar qualquer nação nos dias atuais. Infelizmente, muitas famílias e indivíduos ainda não se aperceberam dessa realidade vivendo com seus pensamentos e atitudes distanciadas dos temas escolares espirituais tão necessários para sua própria evolução.

Continua na próxima semana

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