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Revolta íntima!



Ela já passou dos sessenta anos. Nunca foi de muitas amizades e nem procurava ser simpática, mesmo nos encontros mais formais. Quando se deu conta já havia afastado quase todas as pessoas, mesmo os familiares. Cada vez mais amarga e rabugenta, reclamando por tudo e por nada, só tem comentários ácidos, críticas pesadas e em nenhum momento nada a agrada.
Na busca do que a atormenta há tantos anos, conseguiu descobrir apenas uma grande revolta íntima. Não sabe precisar do que, de quem ou qual ou quais fatos podem ter desencadeado isso nela.

Quando criança e adolescente ela se via normal, ou seja, ria muito, tinha boas amizades e participava ativamente dos grupos da época, fosse de estudos, fosse de encontros sociais. Disse não ter se casado por opção e não por falta de pretendentes, que por sinal, segundo ela, eram bonitos e com futuros promissores.
Desenvolveu uma carreira no comércio e bem-sucedida, apesar de seu jeito de ser. Ela faz parte daquele grupo de pessoas que teriam tudo para serem felizes, se não fossem como são. E como ela é? Não a pessoa descrita acima, mas a pessoa interna, a pessoa em sua essência.

Revolta traz uma grande indignação, um tumulto interno que impele à hostilidade e impede a paz interior. Alguém em constante estado de tensão e beligerância não consegue obter paz.
Comentários como “esse já nasceu revoltado com a vida”; “eis aí uma pessoa azeda” e outros mais ocorrem quando pessoas que possuem este estado de revolta íntima são identificadas. Todos temos um dia ou outro de mau humor, onde manifestamos comportamentos de irritabilidade, mas são pontuais e às vezes até com motivos.

Porém, viver nesse estado constantemente é inclusive desenvolver sérios problemas de saúde física. Quem possui vidência descreve ver uma densa camada escura que envolve essas pessoas, além de uma movimentação tal qual nuvem carregada e agitada em dia de temporal. Não possuem equilíbrio emocional e muito menos espiritual.
Vivem em estado mental acelerado e sempre estão prontas para a explosão. Apontar a elas esse estado nem pensar. É preciso partir delas a necessidade de fazerem algo para mudarem, aí sim poderemos ajudá-las.
E será um trabalho árduo para elas. Envolve muita exercitação para conseguirem mudar as faixas vibracionais em que se encontram. Muitas vezes tenderão a desistir; muitas e muitas vezes irão agir como antes, mas não devem esmorecer. Também não devem ficar se recriminando por isso. Devem respirar fundo e seguir em frente, em seus propósitos de uma nova forma de ser.
Depois de algum tempo de esforços começarão a perceber pequenas mudanças, não só em si mesmas como daqueles com quem se relacionam. Elas começam a se perceber mais leves, inicialmente menos mal humoradas e rabugentas e depois mais alegres e brincalhonas até. Os que as cercam passam a ser mais acolhedoras para com elas. A partir daí fica muito mais fácil e rápida essa transformação.
Texto Revisado



Publicado dia 29/1/2018
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