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Roubaram meu marido

por Silvana Giudice

Publicado dia 6/10/2008 em Espiritualidade

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Você já ouviu alguém dizer isso? Na minha família, por exemplo, vários maridos foram "roubados" e ouvi essa frase inúmeras vezes. O meu mesmo foi roubado há alguns anos atrás! Meu? O que era meu?

Confesso que fiquei chocada quando descobri a traição. Não é agradável sentir que fomos traídas. Fere o nosso orgulho. Juro! Precisei respirar fundo depois do impacto do primeiro momento. Uma mistura de sentimentos confusos, incapacidade, raiva, perplexidade e incompreensão nos arremessa contra a parede do nosso ego. Como ele teve coragem?

Mas, na minha vida inteira me lembro de ter combatido essa célebre e ridícula frase: "Roubaram o meu marido!".
Amigas, primas, clientes... desconhecidas... Ah! Quantas vezes ouvi e retruquei: "Como roubaram o que você nunca teve? Ninguém é de ninguém!"

Bem, mas agora era comigo! E aí? É fácil falar quando não é com a gente, né? "Chegou a hora de você assumir a posição e o pensamento que sempre teve em relação a isso...",  disse a mim mesma! Respirei fundo, mais uma vez, e comecei a refletir no mais fundo de mim mesma. Precisei fazer uma retrospectiva. Há quanto tempo o casamento já não estava bom? Há quanto tempo não dialogávamos mais? Há quanto tempo não compartilhávamos mais das mesmas vontades? Que não existia mais carinho, abraços, beijos e trocas sinceras? Bem, eu sabia: esse casamento já tinha acabado. E nesta história não cabia culpados!

Comecei a falar sobre isso, porque na verdade era aqui mesmo que eu queria chegar: na dor de magoarmos o outro.
Quando somos surpreendidos com a dor da perda, não conseguimos nos colocar no lugar do outro e no quanto o outro está sofrendo por ter que assumir suas verdades. Ninguém gosta de ferir ninguém ou, quero acreditar, uma grande maioria.

Nesse momento sei é difícil, mas precisamos nos colocar no lugar do outro. Tentar enxergar o problema por um outro ângulo pode também aliviar o nosso sofrimento. Assumir nossas responsabilidades, sentimentos e emoções é um passo decisivo em direção à maturidade. Ou até mesmo assumir as finalizações e as escolhas do outro, com dignidade necessária à nossa evolução como seres humanos.

Compartilhar com você um pouco da minha e de muitas histórias em comum pode ser um jeito de mostrar que quando olhamos os nossos problemas por outra ótica, ampliamos também o nosso poder de compreender a situação num TODO...

Entretanto, acredito, que admitir a mágoa é essencial. Não podemos representar que possuímos uma segurança absoluta, quando, na realidade, todos somos vulneráveis de alguma forma. Somente transformamos aquilo que reconhecemos! O "vitimismo" também só nos distancia de percebermos a conexão entre o que pensamos e os acontecimentos decorrentes.

Enfim, reconhecer a nossa capacidade altruísta alivia o nosso coração porque afinal neste mundo ninguém é mesmo de ninguém!

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Sobre o Autor: Silvana Giudice   
Psicoterapeuta Reencarnacionista Numerologia Pessoal- Empresarial- Vocacional Terapia Floral Tarô Aconselhamento Endereço- Tatuapé- proxima Metrô Carrão telefone- (011) 3586-8885 e 98706-0806 Tatuapé- São Paulo mais informações- [email protected]
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