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SABEDORIA INDÍGENA E DE CERINTO

por Doriana Tamburini

Publicado dia 17/9/2008 em Espiritualidade

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"Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que prometemos, o fio de nossa ação que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado. Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente... ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos têm o costume de "por-as-palavras-a-andar" que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais."

ORAÇÃO DE CERINTO
Não pelos que sofrem, mas pelos que espalham sofrimento...


Senhor de Infinita Bondade!
No santuário da oração, marco renovador de meu caminho, não Te peço por mim, espírito endividado, para quem reservaste os tribunais de Tua Excelsa Justiça.
A Tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança em minha noite moral, e isso basta, ao revel pecador que tenho sido.
Não Te peço, Senhor, pelos que choram. Clamo por Teu amor em benefício dos que fazem as lágrimas.
Não Te venho pedir pelos que padecem. Suplico-Te a bênção para todos aqueles que provocam o sofrimento.
Não te lembro os fracos da Terra. Rogo-Te a quantos se julgam poderosos e vencedores.
Não intercedo pelos que soluçam de fome. Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.
Senhor Todo Bondoso!
Não Te trago os que sangram de angústia.
Relaciono diante de Ti os que golpeiam e ferem. Não Te peço pelos que sofrem injustiças. Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.
Não Te apresento os desprotegidos da sorte. Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição e a miséria.
Não Te imploro mercê para as almas traídas. Exorto-Te o socorro para os que tecem os fios envenenados da ingratidão.
Pai compassivo!
Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...
Anula o pensamento insensato.
Cerra os lábios que induzem à tentação.
Paralisa os braços que apedrejam.
Detém os passos daqueles que distribuem a morte...
Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro, porque somente assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o paraíso do bem com todos aqueles que já Te compreendem e obedecem, extinguindo o inferno daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos aos insanos torvelinhos do mal!


Cerinto, psicografado por Chico Xavier, À Luz da Oração.

Texto revisado por Cris

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Autor: Doriana Tamburini   
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