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Sob o domínio do ego

por Teresa Cristina Pascotto
Sob o domínio do ego

Publicado dia 22/3/2012 em Espiritualidade

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Quanto mais despertos em nossa consciência e mais próximos de atingir um novo nível de consciência, num estado mais elevado e entregue ao fluxo divino, mais o ego se desespera e se debate contra tudo o que possa nos levar a esse nível, na tentativa de interromper esse fluxo, nos fazendo recuar e desistir de tudo.

Antes, quando éramos inconscientes, ele reinava de forma soberana, nos dominando sem precisar fazer grandes esforços. Porém, à medida que avançamos no autoconhecimento e ao consequente resgate de nosso poder pessoal, ficamos cada vez mais capazes de observar o ego em ação e passamos a pegá-lo em flagrante, no momento exato em que ele nos sabota. Essa tomada de consciência faz com que passemos a interditar o ego, pois quando é pego em flagrante, ele se sente acuado e acaba recuando, perdendo a força. Porém, ele não desiste e usa seu recuo para tentar "disfarçar", sem resistir, para ver se nos distraímos novamente, para que ele tome "fôlego" para poder bolar uma nova estratégia que nos interdite e o mantenha no poder.

Ele quer sobreviver e fará de tudo para isso acontecer. Nesse "vale tudo" o ego é capaz de nos colocar em situações de extrema dificuldade, atraindo um evento externo que nos envolve, nos assusta e nos mantém focados somente no que está acontecendo, nos levando a abandonar nossos firmes intentos em nossa ascensão. Apesar de certos eventos externos serem altamente prejudiciais, ainda assim, este tipo de sabotagem é mais fácil de ser solucionada e desativada, pois conhecemos o evento e sabemos por que estamos paralisados e interditados. Mas o pior é quando o ego, em um esforço desesperado em nos interditar, causa "eventos internos avassaladores" ocultos de tal forma, que por mais que nos esforcemos, não conseguimos descobrir o que está nos acontecendo. Estávamos bem, em equilíbrio e, "do nada" começamos a ficar mal, a ficar desequilibrados, angustiados e desesperados. Nada no exterior está acontecendo que justifique nossas reações tão destrutivas.

Quanto mais tentamos lutar contra o ego para resgatarmos nosso equilíbrio, mais iremos nos debater numa luta cruel, na tentativa de nos libertarmos dessas amarras e mais ficamos descontrolados. O ego adora isso, pois percebe que entramos em "pânico" e isso nos vulnerabiliza. Ficamos paralisados, literalmente travados e, inevitavelmente, sentimos vontade de desistir de tudo, pois acreditamos que se já fizemos muito esforço para avançar, já acreditamos demais e, após todos os esforços, ainda nos deparamos com este tipo de paralisação, de medo e de desespero, que acreditávamos que não mais nos acometeriam. Achamos que isso significa que não há saída, que não existem meios de continuarmos em frente, pois nunca sairemos do lugar, sempre algo ruim irá acontecer e irá nos paralisar. Esta é a crença negativa e o ego quer que a confirmemos e a reforcemos, para que nos mantenhamos prisioneiros dentro dela.

Isso causa sofrimento e a mente se debate contra o sofrimento ao qual ela mesma nos entregou. Se tentarmos lutar pelo controle, ficaremos confusos e desorientados. Se deixamos de lutar, pelo medo incapacitante que nos acomete, ficamos paralisados. Enfim, o ego domina e nos mantém reféns.

A saída está na aceitação. Precisamos parar para observar o que está acontecendo dentro de nós, para constatarmos o óbvio (e esta simples ação faz toda a diferença): é isso que está acontecendo dentro de mim e não outra coisa. Eu aceito e farei de tudo para encontrar o equilíbrio dentro disso!

Isso nos levará ao entendimento de que não há nenhum monstro nos aprisionando e que tudo não passa de condições ilusórias criadas pelo ego para nos assustar e nos tornar prisioneiros de nossas próprias forças destrutivas. Por alguns momentos, precisamos deixar de lado essa questão até que tudo se aquiete dentro de nós. Devemos "sair para tomar um sorvete", esquecendo um pouco o que está acontecendo, mas com o cuidado de não nos acomodarmos nesse "deixa pra lá" que pode nos levar ao comodismo. Quanto mais damos atenção ao que está nos destruindo, mais lhe damos força e poder. Inversamente, quanto mais tirarmos nossa atenção excessiva da dor do embuste que o ego criou, com a verdadeira aceitação, mais teremos chance de reverter a situação levando tudo a uma acomodação, que trará um relaxamento natural e a consequente entrega, o que fará com que um novo fluxo de energia nos invada, elevando nossa frequência vibratória. Esta elevação nos reconduz ao estado de serenidade que já havíamos conquistado, fazendo com que possamos ter uma percepção mais elevada e real sobre o que está acontecendo dentro de nós, dando-nos mais informações e recursos para que possamos detectar os pontos que precisam de "cura" e para que possamos encontrar nossos potenciais de cura que está à nossa disposição, mas que só podem ser acessados quando sabemos o que está "doente ou ferido" em nós, para que então possamos utilizá-los de forma a promover a cura verdadeira.

No caso dos ataques do ego, conforme descrevi, eles nos são úteis no sentido de nos mostrar que há sofrimento oculto dentro de nós. Se mergulhamos nesse sofrimento superficial, somos levados ao sofrimento profundo, sentindo-o com consciência. Ao tomarmos consciência do sofrimento oculto que está sempre a nos ameaçar e do qual sempre fugimos, ele perde a força e isso nos relaxa, pois já não nos sentimos tão ameaçados. E já que estamos mergulhados nesse lugar profundo e sombrio, basta que desejemos encontrar a "caixa de recursos de cura" que está nos aguardando logo "além" do sofrimento. Quanto mais aceitamos e relaxamos, mais as energias se movimentam e trazem a "caixa de recursos" às nossas mãos. Basta que saibamos deixar acontecer, pois essa atitude de responsabilidade e entrega deixa claro ao nosso Ser que queremos encontrar a cura para os nossos males, portanto, a coragem de conhecermos os males, faz com que a cura se apresente a nós, não racionalmente, mas através de sensações que sentimos em nosso coração, sensações de paz e de certeza de que a cura é possível.

Se não conhecemos qual é a "doença", nunca poderemos encontrar a cura. Os sintomas servem para que possamos prestar atenção a eles para saber qual a "doença" que eles manifestam. Ao fazermos isso, somos levados à raiz da ferida, somos levados à fonte geradora de nossa dor. Só com este conhecimento é que podemos finalmente partir em busca da cura para o "mal que se instalou em nós". Basta que desejemos encontrar os recursos que estão dentro de nós e eles, naturalmente, sem precisarmos pensar sobre isso, virão a nós. A tomada de consciência e responsabilidade por tudo o que nos acontece em nossa vida, com aceitação e desejo de encontrarmos as soluções e cura, fazem o Universo se movimentar em nosso benefício e tudo chega a nós de forma amorosa e verdadeira.

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Sobre o Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real.
E-mail: [email protected]
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