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Soltar, deixar ir...

Soltar, deixar ir...

por Patricia Marques Barros

Deixar ir é um sinal de que acreditamos que existe um Poder Superior que cuida de tudo. Podemos não entender, não enxergar, pois somos limitados, mas… tudo está bem. E tudo é ilusão… Deixar ir é um exercício de fé, de busca pela espiritualidade.

Deixar ir também é um sinal de sabedoria e humildade, pois se analisarmos os acontecimentos de maneira mais profunda não podemos saber se os mesmos são positivos ou negativos. Uma emoção, que normalmente é considerada negativa, como a raiva, evidentemente tem um lado positivo, pois é uma energia que nos dá forças para reagir a uma injustiça, para sermos assertivos.

Lembrei de uma história oriental que esclarece porque não devemos rotular acontecimentos ou pessoas. Afinal, quem sabe se algo é bom ou mal?
Algo aparentemente negativo pode se revelar uma bênção e o contrário também pode acontecer…
Mas temos a tendência a reduzir tudo ou quase tudo a uma destas polaridades.
Bem, a vida não é assim. A filosofia taoísta encerra uma grande sabedoria. Então, deixar ir é também um exercício de não julgar.

Deixar ir significa saber que um acontecimento faz parte de um Todo muito maior do que eu, que não está ao alcance do meulimitado entendimento. Soltar é um exercício de expansão de consciência.
Temos a tendência de querer controlar tudo ou quase tudo o que realmente importa para nós. Mas, na verdade, não temos controle sobre a Vida.
Soltar é um exercício de humildade e de entrega, de confiança.

Deixar ir é perdoar e perdoar-se. Então, soltar é também um exercício de aprender a amar melhor.

Deixar ir é abrir espaço para o novo, para o Divino, para os milagres. Soltar é um aprendizado de desapego. É um exercício de estar aberto para que a Vida nos surpreenda. É um exercício de receptividade, de saber receber com amor e gratidão.

Deixar ir é largar a pesada bagagem para poder caminhar sentindo-se mais leve, mais livre…
Jesus nos ensinou: “Lançai sobre mim o vosso fardo. (…) Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, pois o jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Soltar é saber “que a batalha é de Deus, e não do homem”.


Deixar ir é fluir com a Vida, que é fluxo, mudança, impermanência…
Deixar ir é aceitar…
Não é surpreendente que deixar ir seja um processo muitas vezes longo e difícil...
É claro que sou apenas uma aprendiz, uma caminhante, uma buscadora.
Texto Revisado
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Autor: Patricia Marques Barros   
Sou jornalista e advogada. Atualmente sou funcionária pública. Sempre me interessei por questões que envolvem comportamento e o desenvolvimento pessoal. Espero contribuir um pouco para o bem-estar e felicidade de algumas pessoas! 
E-mail: patricia234@ig.com.br
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Atualizado em 14/12/2019

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