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Sustentando nossas conquistas


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Existem determinados objetos/objetivos que desejamos conquistar, que são de grande importância em nossa vida. Somos incansáveis na busca de sua realização, até que finalmente conquistamos, porém, quando isto acontece, dependendo do significado desse objetivo alcançado e do significado da conquista em si, não conseguimos sustentar o que conquistamos e deixamos escapar de nossas mãos. Isto ocorre porque, inconscientemente, aquele objeto de nosso desejo era tudo o que mais queríamos, mas também era tudo o que mais temíamos. Temos essa tendência, com relação aos desejos que vem de nossa alma. Assim, sentimos um forte impulso proveniente de nossa alma que nos move em direção à conquista de nossos objetivos, mas também sentimos um medo latente sempre a nos dizer que não devemos prosseguir nesse caminho. Mas não há como frear esses impulsos, pois quando nosso espírito determina que algo deverá ser conquistado em nossa vida, seremos impelidos a buscar esse objetivo. Mas, para isso, teremos que enfrentar os desafios pertinentes ao objetivo, que são totalmente possíveis de serem confrontados, mas nossos medos antigos se erguerão e isso fará com que o Ego tente nos desviar do caminho criando situações e dificuldades externas.

Diante disto, muitas vezes recuamos mesmo quando já chegamos a um lugar adequado às nossas conquistas, ficamos cheios de incertezas, duvidamos de nossa capacidade, e criamos muitos empecilhos na intenção de nos sabotarmos para não prosseguirmos.

Porém, após um tempo, começamos novamente a sentir falta desse objeto de nosso desejo, nossa vida parece não fazer sentido se não o buscamos. Assim, se as motivações de nosso Eu Real não são suficientes para nos impulsionar novamente para a retomada da busca, somos tomados pelas sensações desagradáveis da falta. Sentimos falta de algo "maior", que traga sentido para nossa vida, com isso, retomamos os passos para buscar esse algo que nossa alma tanto anseia. Como as motivações são provenientes de nosso medo da falta, isto faz com que passemos a nos movimentar intensamente nessa busca e, com isso, acabamos "viciando" nesse movimento. Ou seja, o objeto de nosso desejo, aquele que nossa alma anseia, passa a ser secundário, torna-se apenas "a cenoura presa à frente do burro", não estamos mais preocupados em alcançar a "cenoura", mas sim, em termos um objetivo para nos sentirmos em movimento.

Esse movimento incansável, que nos faz sentir eternos guerreiros, fortes e destemidos, passa a ser nosso objetivo final, o Ego desvia nosso olhar para fora, fazendo com que nos desconectemos da nossa essência e, assim, prosseguimos em nossa trajetória, acreditando que queremos alcançar a tal "cenoura" quando, na verdade, não queremos, pois alcançá-la, significaria final de trajetória, ausência de movimento, e isto faria com que nossa vida perdesse o sentido. Afinal, é este movimento que nos motiva a levantar da cama todos os dias: precisamos continuar a marcha, somos incansáveis buscadores!

Se e quando finalmente conseguimos alcançar nosso objetivo, no primeiro momento a sensação é muito prazerosa, ficamos tranqüilos e satisfeitos por finalmente termos conseguido, neste momento, entramos de verdade em contato com nossa essência divina e sentimos uma paz indescritível. Porém, como isto é novo em nossa vida, pois dificilmente vivemos experiências de conquistas reais, quando tudo começa a se acomodar e a se aquietar dentro de nós, nosso Ego começa a se inquietar, pois ele sente medo do significado dessa conquista, ele teme que a partir disso iremos além e alcançaremos lugares e poderes que ele não quer que alcancemos, pois ele entende que isso seria dar muito poder ao nosso espírito. Além disso, sem toda aquela movimentação anterior, o Ego não se localiza dentro desse novo momento, ele se sente vulnerável, instável, não tem nenhuma referência anterior que o ajude a compreender o que está acontecendo dentro dessa satisfação e quietude interior, não consegue assimilar que esse momento sublime é algo saudável, ele teme, pois acredita que existe perigo dentro da acomodação pela conquista.

Nessa dúvida, não assumimos o que conquistamos com consciência e propriedade, e deixamos tudo meio solto - na energia - e não definimos que aquilo é nosso, desta forma, se não sustentamos com firmeza o que conquistamos, aquilo fica "largado no ar", na energia, não está definido e claro que o objeto é nosso, assim, tudo poderá se "perder de nós" ou qualquer oportunista poderá se apossar do que não queremos.

Para que isto não ocorra o ideal é estarmos conscientes desse nosso processo interno, para que quando viermos a conquistar algum objetivo em nossa vida, estejamos atentos e determinados em nosso propósito. Isto fará com que estejamos presentes, firmes em nós, para que possamos perceber as manobras do Ego. Mas não precisaremos travar uma luta com ele, mas sim, deveremos assumir o que conquistamos, sabendo que os medos latentes se erguerão e farão com que duvidemos se queremos ou não sustentar o que está em nossas mãos. Cientes disso, poderemos nos permitir sentir dúvidas e medos com relação à nossa conquista, mas não estaremos largando o que é nosso, estaremos apenas deixando um pouco "de lado, guardado", mantendo como nosso, de direito.

Desta forma, poderemos nos dar a chance de sentir, perceber e compreender o real significado da conquista em si e do objeto conquistado. Poderemos compreender muito de nossa realidade interna, perceberemos muitas crenças negativas a respeito disso se manifestando, teremos a oportunidade de nos conhecermos melhor, para só então, mais conscientes e com mais poder de discernimento, podermos nos decidir por manter e sustentar o objeto/lugar/objetivo alcançado ou liberá-lo, deixando-o livre para ser utilizado pelo Universo, dentro daquilo que for o mais adequado ao Todo. Se não temos certeza se queremos algo, não é adequado mantê-lo aprisionado em nossa energia, pois isso nos trará complicações, assim, é melhor liberarmos e deixar a cargo da vida a decisão sobre o que fazer daquilo que não queremos.

Mas, se houver certeza em nosso coração que queremos o que conquistamos, deveremos assumir com consciência e propriedade, mesmo sentindo medo do que isso possa significar. Afinal, esta é a verdadeira experiência de viver, sem reservas e com consciência.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial transcendente. Desenvolvi a Terapia Transcendente, que objetiva conduzir à Cura Real. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas em inúmeras dimensôes. Acesso as multidimensionalidades Estelares. Trago Verdades Sagradas.
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